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15 jun 2012

Análisis cinemática del caminar de los síndrome de down adultos – un estudio piloto

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Síndrome de Down (SD) es uno de los trastornos cromosómicos más comunes y se estima que afecta a uno de cada 550 bebés recién nacidos.

Autor(es): João Pedro Pinho, Gláucia Oliveira e Filipa Sousa (Pinho, JP; Oliveira, G & Sousa, F)
Entidades(es): Universidade do Porto
Congreso: II Congreso Internacional de Ciencias del Deporte
Pontevedra 2008
ISBN:9788461235186
Palabras claves: Síndrome de Down, Obesidad, Análisis del Caminar, Biomecánica

Resumen cinemática del caminar de los síndrome de down adultos

Síndrome de Down (SD) es uno de los trastornos cromosómicos más comunes y se estima que afecta a uno de cada 550 bebés recién nacidos. Las características más comunes que esta población tiene es una variedad de trastornos musculoesqueléticos y neuromuscular tales como hipotonía, laxitud de ligamentos, la falta de estabilidad y la fuerza muscular que influyen en la calidad de caminar. La obesidad es otra característica común que puede influenciar en su forma de caminar, pero sólo unos pocos estudios parecen haber considerado este como un factor que influye en la calidad de andar de la población de SD. El propósito de este estudio fue analizar las características del andar de los adultos con SD y entender cómo la obesidad puede influir en ello. Se formaron cuatro grupos de 4 participantes de ambos sexos y se equiparó con el Índice de Masa Corporal (IMC) y la edad: grupo de Síndrome de Down, grupo de Obesos Síndrome de Down, grupo de Control Normal y el grupo de Control Obesos. Diecinueve marcadores esféricos fueron colocados en puntos anatómicos. Se obtuvieron datos cinemáticos a partir de las dos cámaras de vídeo digital de 50Hz posicionadas y fue utilizado el APAS (Ariel Performance Analyzing System) para el análisis de variables temporales y espaciales de la forma de andar. Los principales resultados de este estudio sugieren que las personas con Síndrome de Down revelan anomalías en sus patrones de andar que son aún más limitadas por el aumento del IMC. Es de fundamental importancia una mayor conciencia de modo que la población con SD evite la obesidad con el fin de mejorar su calidad de vida.

INTRODUÇÃO

A Síndrome de Down é uma das desordens cromossómicas mais comuns e estima-se que afecte um em 600 nados-vivos (Sherman et al., 2007). Dentre as características mais comuns desta população destacam-se uma variedade de desordens músculo-esqueléticas e neuromusculares, tais como a hipotonia muscular, frouxidão ligamentar e insuficiente estabilidade e força muscular (Copetti et al., 2007). Segundo Kim (1995), estas características influenciam a qualidade marcha desta população. Apesar da literatura apresentar poucos estudos neste sentido, há ainda um outro factor, característico desta população (Rimmer & Yamaki, 2006), que influencia o seu padrão de marcha – a obesidade (Marchewka & Chwala, 2007). Segundo Spyropoulos et al. (1991), populações obesas, quando comparadas com populações sem excesso de peso, apresentam um padrão de marcha alterado. O objectivo deste estudo é analisar as características da marcha do indivíduo adulto portador da Síndrome de Down e tentar perceber até que ponto a obesidade pode influenciar o seu padrão de marcha.

Metodologia

Quatro grupos de 4 participantes de ambos os sexos foram formados e homogeneizados pelo Índice de Massa Corporal (IMC) e idade: o grupo Síndrome de Down (SD), com idade média de 27.8±5.7 anos e um IMC de 22.1±2.5; o grupo Obeso Síndrome de Down (OSD), com idade média de 34±1.4 anos e um IMC de 32.5±2.6; o grupo Controlo Normal (CN), com idade média de 24.8±2.2 anos e um IMC de 23.4±1.6; e o grupo Controlo Obeso (CO), com idade média de 29.3±2.1 anos e um IMC de 34.5±1. 19 marcadores reflexivos foram colocados nos seguintes pontos anatómicos: cabeça, maxilar, ombro, cotovelo, punho, grande trocanter, joelho, maléolo lateral, calcanhar e V metatarso. Os participantes, ao longo de um percurso de 5 metros, executaram 6 tentativas de marcha em velocidade auto-seleccionada, tendo sido consideradas para análise as três melhores. Foram obtidos dados cinemáticos através de duas câmaras de vídeo digitais de 50 Hz posicionadas nos planos sagital e frontal e foi utilizado o APAS (Ariel Performance Analyzing System) para a análise dos dados. Neste estudo foram avaliadas as variáveis temporais (tempo do ciclo, tempo de apoio, tempo de balanço e a velocidade da marcha) e espaciais (comprimento do ciclo, cadência e o deslocamento vertical do centro de gravidade). A análise estatística foi realizada com recurso ao SPSS (Statistical Package for the Social Sciences) para o Windows, versão 15.0, tendo sido realizados os seguintes procedimentos estatísticos: teste ANOVA para medidas independentes, onde o nível de significância adoptado foi de 0.05 (p <0.05). Resultados e Discussão A análise das variáveis temporais e espaciais apresentaram significado estatístico, entre os grupos N e SD e entre os grupos O e OSD, nos seguintes parâmetros: velocidade da marcha, comprimento do ciclo e deslocamento vertical do centro de gravidade (Tabela 1).

Tabela 1 – Características Espaciais e Temporais da Marcha

Tabela 1. Análisis cinemática del caminar de los síndrome de down adultos – un estudio piloto

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Estes resultados vão ao encontro das conclusões dos estudos de Cocilovo et al. (2001), Looper et al. (2006) e Smith & Ulrich (2008), que indicam, na população SD, parâmetros da marcha diferenciados em relação a pessoas sem patologias. Estes autores sugerem que a hipotonia muscular e a frouxidão ligamentar são as causas deste desvio no padrão de marcha dos SD. Far-se-á agora uma análise pormenorizada aos parâmetros com relevância estatística. Verificou-se que o grupo CN apresentou maior velocidade (m/s) em relação ao grupo SD, assim como o grupo CO apresentou maior velocidade (m/s) em relação ao grupo OSD (Gráfico 1). Araújo et al. (2007) haviam confirmado este facto em seu estudo e apontado a lentidão em executar uma tarefa qualquer como a principal causa da diminuta velocidade da sua marcha. No entanto, terá também de se considerar a falta de estabilidade postural como uma importante causa da sua lentidão, pois uma característica comum desta população é a presença do retropé valgo com queda no arco longitudinal (pé-chato), que explica a instabilidade nos membros inferiores que é ainda mais acentuada pela hipotonia e fraqueza muscular (Lemos et al., 2003). Verificou-se que o grupo CN apresentou maior comprimento da passada (m) em relação ao grupo SD, assim como o grupo CO apresentou maior comprimento da passada (m) em relação ao grupo OSD (Gráfico 2). Parker et al. (1986) justificou este facto dizendo que o comprimento da passada era consequência directa do comprimento dos membros inferiores dos SD, e que uma característica anatómica dos SD é apresentarem tamanho de membros reduzidos. Como não foi uma variável a controlar no presente estudo, supõem-se que a explicação deste autor justifique os valores encontrados. Verificou-se que o grupo CN apresentou um maior deslocamento vertical do Centro de Gravidade (CG) em relação ao grupo SD, assim como o grupo CO apresentou um maior deslocamento vertical do Centro de Gravidade em relação ao grupo OSD (Gráfico 3). Apesar de ainda existir muita contraditoriedade em relação ao modelo de marcha com menor custo energético (“Seis Determinantes da Marcha” ou o “Pêndulo Invertido”), Kuo (2007), diz que as oscilações verticais do CG são inevitáveis, e que uma marcha sem deslocamentos verticais de CG induz maior trabalho muscular e, consequentemente, necessita mais força. Parece-nos, no caso concreto, que são as características físicas dos SD que não lhes permitem deslocamentos verticais do CG muito acentuados.

Gráfico 1 – Velocidade da marcha (* p <0.05).

Gráfico 2 – Comprimento do Ciclo (* p <0.05).

Gráfico 1 y 2. Análisis cinemática del caminar de los síndrome de down adultos – un estudio piloto

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Gráfico 3 – Deslocamento Vertical do Centro de Gravidade (* p <0.05).

Gráfico 4 – % Tempo de Apoio(* p <0.05).

Gráfico 3 y 4. Análisis cinemática del caminar de los síndrome de down adultos – un estudio piloto

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Gráfico 5 – % Tempo de Balanço (* p <0.05).

Gráfico 5. Análisis cinemática del caminar de los síndrome de down adultos – un estudio piloto

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Na comparação entre os grupos SD e OSD, apenas os parâmetros “tempo de apoio (% ciclo) ” e “tempo de balanço (% ciclo) ” obtiveram significado estatístico. Verifica-se que o grupo OSD demorou mais tempo de ciclo (% da passada) na fase de apoio que o grupo SD. Segundo Parker (1986), a duração da fase de apoio é um indicativo da instabilidade corporal total. Deste modo, o OSD tem mais problemas de estabilidade que se reflectirá na sua marcha. Apesar das diferenças encontradas nos outros parâmetros de análise não revelarem significado estatístico, muito provavelmente pela reduzida amostra, é importante mencioná-las. Em todos os parâmetros analisados, os valores do grupo CN representam mais vantagem na marcha (menor custo energético) sobre os outros grupos (NO, SD e OSD). Já a marcha do grupo NO apresenta vantagens sobre SD e OSD, e o grupo SD apresenta vantagem sobre os OSD. Este facto permite-nos entender que, ainda que sem significado estatístico, as marchas desta populações são diferentes e que a obesidade é claramente um factor prejudicial da mesma. Após este estudo piloto, está-se a desenvolver o trabalho num estudo com este design mas mais robusto em termos de amostra. Conclusão Na SD, onde a síndrome em si pode estigmatizar a pessoa, a obesidade pode limitar ainda mais a capacidade de participar em actividades sociais, recreativas e desportivas que são tão importantes para o desenvolvimento físico e emocional (Roizen, 2001). Este estudo concorda com a literatura ao afirmar que os SD têm uma marcha diferenciada de indivíduos normais, apresentando diferenças ao nível do comprimento da passada e nos tempos de apoio e balanço. A combinação da frouxidão ligamentar, hipotonia muscular e demais características físicas associadas a esta população limitam, deste modo, a sua marcha. Este estudo sugere que o padrão de marcha dos SD fica ainda mais constrangido pelo aumento do IMC. É de crucial importância a consciencialização para que o SD evite a obesidade de forma a melhorar a sua qualidade de vida.

Referencês

Araújo, A., Scartezini, C., Krebs, R., (2007). Análise da Marcha em Crianças Portadoras de Síndrome de Down e Crianças Normais com idade de 2 a 5 Anos. Fisioterapia em Movimento. 20(3): 79-85.

Cocilovo, M., Rossi, F., Valle, D., (2001). Analysis of Ankle Kinetics During Walking in Individuals With Down Syndrome. American Journal on Mental Retardation. 106(5): 470-478.

Copetti, F., Mota, C.B., Menezes, K.M., Venturini, E.B., (2007). Comportamento Angular do Andar de Crianças com Síndrome de Down Após Intervenção com Equoterapia. Revista Brasileira de Fisioterapia. 11(6): 503-507.

Sherman, S., Allen, E., Bean, L., Freeman, S., (2007). Epidemiology of Down Syndrome. Mental Retardation and Developmental Disabilities. 13: 221-227.

Kim, B. (1995). Gait Characteristics in Down’s Syndrome. Gait & Posture. 3:2. Kuo, A., (2007). The six determinants of gait and the inverted pendulum analogy: A dynamic walking perspective. Human Movement Science. 26: 617-656

Lemos, S., Barros, J., Soares, M., (2003). Detecção de Características Específicas na Articulação do Joelho e do Quadril que dificultam a Marcha em Indivíduos

Portadores de Síndrome de Down. Revista Alvorada. V. 1, n.2.

Looper, J., Wu, J., Ulrich, D., Ulrich, B., (2006). Changes in Step Variability of New Walkers With Typical Development and With Down Syndrome. Journal of Motor Behavior. 38(5): 367-372

Marchewka, A., Chwala, W. (2007). The Analysis of Gait in People with Down Syndrome – Comparison with the Norm in Healthy People. Biology of Sport. 24:167-175.

Parker, A., Bronks, R., & Snyder, C., (1986). Walking pattems in Down’s syndrome. Joumal of Mental Deficiency Research. 30: 317-330.

Rimmer, J., Yamaki, K., (2006). Obesity and Intellectual Disability. Mental Retardation and Developmental Disabilities. 12: 22-27.

Roizen, N., (2001). Down Syndrome – Progress in Research. Mental Retardation and Developmental Disabilities. 7: 38-44.

Smith, B., Ulrich, B., (2008). Early Onset of Stabilizing Strategies for Gait and Obstacles – Older Adults With Down Syndrome. Gait & Posture. (Article in Press).

Spyropoulos, P., Pisciotta, J., Pavlou, K., Cairns, M., Simon S., (1991). Biomechanical Gait Analysis In Obese Men. Archives of Physical Medicine Rehabilitation. 72(13): 1065-70.

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