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29 mar 2007

Anticipation-coincidence in volleyball female players: effects of age and task complexity

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There is clear empirical evidence that the improvement of performance in anticipation-coincidence tasks is age-related (Benguigui & Ripoll, 1998; Ferraz, 1993). We have investigated the influence of age in the anticipation-coincidence capacity, as well as the effect of task complexity in female volleyball athletes.
 
Autor(es): Rodrigues1*, Paula; Vasconcelos1, Olga; Barreiros2, João; Santos1, Ana Sofia1; Isidro, Ana Sofia1; Soares, Joana; Botelho1, Manuel
Entidades(es): 1: Faculdade de Desporto, Universidade do Porto, Portugal 2: Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa, Portugal
Congreso: III Congreso Nacional Ciencias del Deporte
Pontevedra-29-31 de Marzo de 2007
ISBN: 84-978-84-611-6031-0
Palabras claves: coincidence anticipation; age; voleyball players; females

Abstract:

There is clear empirical evidence that the improvement of performance in anticipation-coincidence tasks is age-related (Benguigui & Ripoll, 1998; Ferraz, 1993). We have investigated the influence of age in the anticipation-coincidence capacity, as well as the effect of task complexity in female volleyball athletes. Two groups of adolescent girls (Group 1 (N=13, 14,53 ± 0,88 years; Group 2 (N=15, 17,4 ± 0,63 years) performed a serial response task coupled to the Bassin Anticipation Timer. Although the difference between age groups was not statistically significant (p>.05) in none of the considered error measurements, group 2 tended to be more precise, less variable and with a lesser constant error than group 1. The task complexity had a significant effect in variable error [F (1, 23) = 5.331; p =.030], suggesting that variability of the response increases with task complexity. Sports experience and maturaction factors seem to contribute to a better capacity in the processing of information with age in anticipation coincidence tasks. The effects of volleyball participation seem to influence the continuous improvement in anticipation-coincidence tasks beyond the ages that have been reported in the literature.

 

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INTRODUÇÃO

Nas modalidades abertas, em que as situações são dinâmicas, o indivíduo tem que ajustar a sua resposta aos estímulos regulatórios que estão em constante mudança (Freudenheim & Tani, 1993). Sendo assim, o problema fundamental actividades que incluem predominatemente habilidades abertas, como é o caso do Voleibol, é o de executar o movimento tecnicamente correcto com a velocidade adequada em relação à chegada de algum estímulo externo. Consequentemente, é essencial que o(a) jogador(a) tenha a capacidade de prever o momento e o ponto no espaço nos quais deverá interceptar a bola. Por exemplo, na acção de remate, o jogador realiza uma chamada de ataque, constituída por um conjunto de movimentos que envolvem vários segmentos do corpo para, de seguida, contactar a bola, no que se pretende ser o ponto mais alto da trajectória desta. À capacidade de execução de uma resposta de movimento coincidente com a chegada de um estímulo a um determinado ponto, designamos de capacidade de antecipação-coincidência que, segundo Santos e Tani (1992), se assume como fundamental na performance bem sucedida das habilidades motoras. Na performance da antecipação-coincidência, a melhoria do desempenho relacionada com a idade tem sido descrita em diferentes tarefas e em diferentes velocidades do estímulo (Benguigui & Ripoll, 1998; Dorfman, 1977; Ferraz, 1993; Ramella, 1984; Stadulis, 1985). Os resultados destes estudos mostraram que a idade parece ser uma variável importante na performance de antecipação-coincidência, atingindo o desempenho uma assímptota por volta dos 14-15 anos. Uma vez que estes autores testaram grupos de não atletas, questionamo-nos se em atletas ocorre mais cedo o pico da performance nesta capacidade, devido à sua experiência neste tipo de tarefas. Consequentemente, pretendemos verificar entre atletas voleibol de dois escalões desportivos distintos a influência da idade na capacidade de antecipação-coincidência, bem como o efeito da complexidade da tarefa.

MATERIAL E MÉTODOS

A amostra foi formada por dois grupos de atletas da selecção nacional de voleibol, com idades distintas: Grupo 1 (N=13, 14,53 ± 0,88 anos) formado por atletas do escalão desportivo cadetes (dos 13 aos 15 anos) e Grupo 2 (N=15, 17,4 ± 0,63 anos) constituído por atletas do escalão desportivo júniores (dos 16 aos 18 anos). Foi usado o Bassin Anticipation Timer acoplado a sensores. A tarefa consistiu no toque sequencial de seis sensores, de modo que o toque no último alvo coincidisse com o acendimento do último díodo da calha do Bassin Anticipation Timer. Esta estava colocada de forma perpendicular à mesa para que o estímulo parecesse deslocar-se na direcção do indivíduo e num ângulo de 30º (Payne, 1987). Foi utilizada uma velocidade de propagação do estímulo constante de 1,3m/s. Foram usados dois níveis de dificuldade da tarefa. Na tarefa simples, os sujeitos tocaram nos alvos na sequência 1-2-3-4-5-6 e na tarefa complexa, os sujeitos tocaram nos alvos na sequência 1-2-3-5-4-6. Os sujeitos foram contrabalançados em relação à complexidade da tarefa, sendo que metade iniciava a tarefa simples e a outra metade a tarefa complexa. Foram realizadas seis tentativas com a mão preferida em cada tarefa, perfazendo um total de 12 tentativas. Foram calculados os erros absoluto (EA), constante (EC) e variável (EV) para cada participante. As variáveis dependentes foram analisadas através de uma análise de variância 2x2 (escalão, tarefa), com medidas repetidas no último factor. O nível de significância para a rejeição da hipótese nula foi fixado em p?0,05.

RESULTADOS

No Quadro 1 apresentam-se os valores do EA, EC e EV da mão preferida, na tarefa simples e na tarefa complexa em função dos escalões desportivos.

Quadro 1: Erro absoluto (EA), erro constante (EC) e erro variável (EV) da mão preferida, na tarefa simples e na tarefa complexa em função dos escalões desportivos (valores da média e do desvio-padrão).

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Apesar da diferença entre os escalões desportivos não ter revelado significado estatístico (p>.05) em nenhum dos erros de medida, as atletas mais velhas foram mais precisas, menos variáveis e obtiveram erros constantes menores. O factor tarefa revelou ter um efeito significativo apenas no que diz respeito ao Erro Variável [F (1, 23) = 5.331; p = .030], tendo a tarefa simples proporcionado desempenhos menos variáveis do que a tarefa complexa. Porém, quando cada grupo foi analisado separadamente quanto à complexidade da tarefa, o t-teste de medidas emparelhadas não demonstrou efeito significativo em qualquer dos erros (p>.05), indicando que a complexidade da tarefa afectou de forma semelhante os dois grupos nas três medidas de desempenho.

CONCLUSÕES

O escalão desportivo das atletas não se revelou como factor decisivo na precisão aquando realização das tarefas de antecipação-coincidência. Podemos aceitar, como tendência geral, que o nível da habilidade melhorou com a idade, confirmando os resultados obtidos por outros autores (Bryden, 2002; Chua et al., 1995; Kilshaw & Annett, 1983). Consequentemente, pode-se inferir que a experiência desportiva e os factores maturacionais, de forma dificilmente dissociável neste estudo, parecem contribuir para que os incrementos na capacidade de antecipação-coincidência se mantenham mesmo em idades mais avançadas da adolescência. A complexidade da tarefa influencia significativamente a performance em tarefas de antecipaçãocoincidência, afectando neste estudo ambos os grupos de forma semelhante.

BIBLIOGRAFIA

  • Benguigui, N. & Ripoll, H. (1998): Effects of tennis practice on the coincidence timing accuracy of adults and children. Research Quarterly for Exercise and Sport, 69(3), 217-223.
  • Bryden, P.J. (2002). Pushing the limits of task difficulty for the right and left hands in manual aiming. Brain Cogn, 48(2-3), 287-291.
  • Chua, R., Pollock, B. J., Elliott, D., Swanson, L. R., & Carnahan, H. (1995). The influence of age on manual asymmetries in movement preparation and execution. Developmental neuropsychology, 11(1), 129-137.
  • Dorfman, P. (1977): Timing and anticipation: a developmental perspective. Journal of Motor Behavior, 9(1), 67-79.
  • Ferraz, O. (1993): Desenvolvimento de "timing" antecipatório em crianças. Revista Paulista de Educação Física, 7(1), 13-44.
  • Freudenheim, A.M. & Tani, G. (1993). Formação de esquema motor em crianças numa tarefa que envolve timing coincidente. Revista Paulista de Educação Física, 7(1), 30-44.
  • Kilshaw, D., & Annett, M. (1983). Right- and left-hand skill i: Effects of age, sex and hand preference showing superior skill in left-handers. Br J Psychol, 74 (Pt 2), 253-268.
  • Ramella, R. (1984): Effect of knowledge of results on anticipation timing by young children. Perceptual and Motor Skills, 59, 519-525.
  • Santos, S. & Tani, G. (1992). Tempo de movimento e aprendizagem de uma tarefa de timing antecipatório em idosos. In A. Marques; A. Gaya; J. Constantino (eds), Physical Activity and Heath in the Elderly. Proceedings of the first conference of EGREPA (pp. 446-457). Oeiras. Portugal.
  • Stadulis,R. (1985): Coincidence-anticipation behavior of children. In J. Clark & J. Humphrey (Eds.) Motor development: current selected Research Vol.1(pp.1-17). Princeton, N.J.: Princeton Book Co.

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