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8 may 2006

Juegos tradicionales en la infancia y otras manifestaciones motoras en dos entornos: Estudio comparativo

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O presente estudo teve como objetivo investigar a tipologia e a intensidade dos jogos tradicionais infantis e demais manifestações motoras praticados em realidades sociais diferentes. Caracterizada como descritiva, considerou como população crianças de oito anos de idade,

Autor(es): Gláucia Midori Sakakima; Vânia de Fátima Matias de Souza; Vanildo Rodrigues Pereira
Entidades(es): Departamento de Educação Física /Centro de Ciências da Saúde – UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MARINGÁ / UEM – Maringá – Paraná-Brasil
Congreso: II Congreso Internacional de las Ciencias del Deporte
Pontevedra: 08-10 de Mayo de 2006
ISBN: 978-84-612-3518-6
Palabras claves: jogos infantis; educação física; escolares.

RESUMEN COMUNICACIÓN/PÓSTER

O presente estudo teve como objetivo investigar a tipologia e a intensidade dos jogos tradicionais infantis e demais manifestações motoras praticados em realidades sociais diferentes. Caracterizada como descritiva, considerou como população crianças de oito anos de idade, sendo parte delas pertencentes a uma classe sócio-econômica alta e outra parte pertencente a uma classe social menos favorecida. Participaram do estudo vinte e oito crianças da escola A e trinta e uma crianças da escola B. Como instrumento de coleta de dados utilizou-se uma entrevista semiestruturada. Os resultados indicam que os jogos tradicionais infantis praticados pelas crianças da escola B (escola particular) ocorrem mais durante a aula de Educação Física, enquanto que para as crianças da escola A (escola municipal), esses jogos são mais praticados em casa ou arredores. Quanto à preferência dentre todas as brincadeiras e jogos praticados pelas crianças, na escola A, os jogos tradicionais estão entre os preferidos, enquanto que na escola B, os jogos esportivos, expressivos outros, foram escolhidos como os mais atrativos. Conclui-se então, que os jogos tradicionais infantis, que apresentam como uma das funções, a perpetuação da cultura infantil, precisa ser resgatada nas classes sociais mais favorecidas.

INTRODUÇÃO

Os tempos atuais indicam, em certos ambientes da sociedade, uma sobrecarga de atividades desde a infância, especialmente naquelas pertencentes a uma classe social mais favorecida. Por outro lado, sabe-se que a criança necessita de tempo, espaço e companheiros para brincar e iniciar seu processo de socialização, o que tradicionalmente se fazia intensamente no passado, por meio de jogos e brincadeiras tradicionais. Estudos, revelam a persistência de diversos tipos desses jogos entre as crianças, mas que podem se diferenciar em função da classe social a que pertence, tanto na tipologia quanto na intensidade (1)(2)(3)(4). No estudo sobre o desenvolvimento da criança, é importante considerar que uma etapa do desenvolvimento, não começa quando termina a outra, as mudanças ocorridas em cada uma delas, é contínuo. A criança, possui condições para progredir de um estágio para outro, influenciada pela maturação e pela experiência. Não se pode confiar apenas na maturação para chegar ao estágio seguinte. As condições ambientais, oportunidade de prática, o encorajamento e a instrução são fundamentais para que a criança chegue em um estágio mais amadurecido de movimentos (5). A fase tardia da infância que compreende dos seis aos dez ou doze anos, pode ser pensada como um período caracterizado pelo aperfeiçoamento e estabilidade de capacidades e habilidades anteriormente adquiridos (6). As experiências que a criança vive na escola, influenciam o seu processo de desenvolvimento. Os sucessos ou fracassos, podem afetar a sua auto-estima, autoconfiança e as perspectivas quanto à vida (4). O desenvolvimento físico pode influenciar direta ou indiretamente o desenvolvimento psíquico (7). Diretamente no sentido de que algumas habilidades serão possíveis de serem executadas, após a criança ter alcançado uma maturação física e neurológica. Diante do exposto, coloca-se como problema seguinte questão: “Haveriam diferenças importantes entre tipos e intensidades na prática dos jogos tradicionais infantis e outras manifestações motoras de realidades sócio-ambientais diferentes? Para dar respostas a esta questão, o objetivo formulado foi o de investigar a tipologia e a intensidade dos jogos tradicionais infantis e outras manifestações motoras praticados em realidades sociais diferentes e, como objetivos específicos levantar os tipos e a intensidade de prática de jogos tradicionais infantis e outras manifestações motoras em amostras de crianças de classes social alta e baixa, do ponto de vista econômico e social.

MATERIAL Y MÉTODO

Caracterização do estudo

O estudo foi caracterizado como descritivo, uma vez que analisou uma dada situação sem no entanto interferir com experiências práticas possivelmente transformadoras da realidade (Cervo e Bervian, 1978).

População e amostra

A população do estudo considerou crianças de oito anos de idade, pertencentes a uma classe sócio-econômica alta e outra, pertencente a uma classe social baixa, caracterizada pelo ambiente de estudo, ou seja, uma do Colégio Marista de Maringá e outra do Lar Escola da Criança de Maringá. A amostra foi constituída por trinta e uma crianças do Colégio Marista de Maringá (escola B), sendo quinze do sexo feminino e dezesseis do masculino, e vinte e oito crianças do Lar Escola II CONGRESO INTERNACIONAL DE CIENCIAS DEL DEPORTE da Criança de Maringá (escola A), sendo dezenove do sexo masculino e nove do feminino.

Instrumentos

Como instrumento, utilizou-se uma entrevista semi-estruturada composta por vinte e quatro questões para conhecer os tipos e a intensidade de prática dos jogos tradicionais infantis e outras manifestações motoras.

Tratamento estatístico

Utilizou-se a estatística descritiva, em nível de cálculo percentual, para verificar a quantidade e a variedade de jogos e brincadeiras praticados, bem como uma comparação dos resultados entre os dois colégios.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para facilitar a explicação e entendimento, as brincadeiras e jogos citados pelas crianças foram separadas em jogos tradicionais infantis, jogos esportivos, expressivos, jogos adquiridos/intelectivos e jogos de faz de conta.

Tabela 1: Comparação entre os Jogos tradicionais infantis praticados em casa ou nos arredores

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

• A tabela apresentada foi construída com base no questionário utilizado e, formulada pelos pesquisadores pra contemplar o objetivo estabelecido.

No que se refere a pratica dos jogos tradicionais infantis em casa ou nos arredores, observase que na escola B há uma tendência para brincar de barata no ar (masc; 13,33%), esconde-esconde (masc; 40% e fem; 31,25%), jogo do L (fem; 12,5%), pega pega (masc;46,66% e fem; 50%) e número secreto (masc; 13,33% e fem; 6,25%). Outros jogos, (46,66% masc; e 43,75% fem;), referem-se àqueles que, no conjunto, receberam apenas uma preferência. São: bet’s, cobra-cega, balança caixão, bambolê, elástico, corda, pique-esconde, mãe da rua, mãe do disco, queima, salva, stop e mês. Alguns desses são inclusive mais tradicionais que os mais citados (por exemplo: bet’s e salva, entre outros), porém, a tendência pode ser momentânea, uma vez que as crianças concentramse em torno de jogos e brincadeiras que mudam de tipo por época. Já na escola A, surgem jogos tradicionais realizados em casa ou arredores que não figuram na escola B, tais como: batata-quente, bolinha de gude e outros, sendo coincidentes apenas escondeesconde (52,3% masc; e 66,66% fem;), balança caixão, bet’s, bambolê, cobra-cega, corda, queima, pega-pega (masc; 47,36% e fem; 44,44%) e barata no ar. Este fato pode ter ocorrido em função de que de acordo com a condição financeira, crianças de classe econômica inferior, se vêem obrigadas a serem mais criativas quanto a escolha de atividades praticadas durante seu tempo livre, pela própria limitação financeira (8).

Tabela 2: Comparação das manifestações dos jogos e brincadeiras nas escolas durante o recreio ou horários em que não tem aula.

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Tabela 3: Comparação das manifestações – escola A X escola B – na aula de Educação Física.

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Pode-se verificar nas tabelas apresentadas que as manifestações motoras estiveram presente em ambas as escolas (A e B). As brincadeiras que receberam o maior número de citações pelas crianças da escola B, foram os jogos adquiridos/intelectivos, que em geral são praticados em casa e nos arredores. Em contrapardida Na escola A, as crianças citaram mais os jogos tradicionais infantis, que também são praticados em casa e nos arredores. O local em que as crianças da escola B tem um maior acesso aos jogos tradicionais infantis, foi na aula de Educação Física.

Tabela 4: Comparação das manifestações – escola A X escola B – na aula de Educação Física, tipo preferencial.

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Nas duas escolas, os locais que os jogos tradicionais infantis são os preferidos para se divertirem, foram na aula de Educação Física e durante o recreio ou nos horários em que não tinham aula. As crianças da escola B, escolheram como preferidos para praticar em casa e nos arredores, os jogos adquiridos/intelectivos. Diante esta escolha, nota-se que estas crianças, estão perdendo grandes oportunidades de vivências motoras. Numa analise de preferência de gêneros, percebemos que os meninos tem uma preferência

maior por jogos esportivos, expressivos e outros. Já as meninas, a média esteve presente entre os jogos tradicionais infantis e os jogos esportivos, expressivos, mas também tiveram presentes os jogos de faz de conta e adquiridos/intelectivos.

CONCLUSÃO

Constatou-se que os jogos tradicionais infantis praticados pelas crianças da escola B ocorrem mais durante a aula de Educação Física, enquanto que com as crianças da escola A, esses jogos são mais praticados em casa ou arredores. Quanto à preferência, dentre todas as brincadeiras e jogos praticados pelas crianças, os jogos esportivos, expressivos e outros foram os escolhidos pelos meninos. Entre as meninas tivemos os jogos tradicionais infantis e os jogos esportivos, expressivos e outros. Encontramos uma diferença na escolha das atividades em casa e nos arredores que podem estar ligadas ao sexo da criança, ou seja, os meninos (tanto da escola A como da B), preferem os jogos esportivos, expressivos e outros. Entre as meninas, as práticas escolhidas foram os jogos de faz de conta e os adquiridos/intelectivos. A explicação para esta diferença pode estar ligada aos valores que a sociedade dita; a menina, com algumas exceções, é educada a não praticar esportes, a se comportarem, enquanto que para os meninos o incentivo familiar é maior para que pratiquem este tipo de atividade. A presença de alguns jogos, tais como: cachorrinho e cabeleireiro, que caracterizam de certo modo, a carência afetiva de algumas crianças da escola A. Sendo assim, indicaremos alguns fatores que podem justificar as diferenças encontradas nas respostas das crianças, como: a situação econômica das crianças da escola B, que favorece o acesso a brinquedos tecnológicos (adquiridos/intelectivos); o tempo restante depois das obrigações extracurriculares e o medo dos pais da violência urbana, reprimindo vários locais onde as brincadeiras de ruas (jogos tradicionais infantis) poderiam ser realizadas. Enfim, os jogos tradicionais infantis estiveram presentes em todos os locais citados na entrevista, porém a preferência está sendo pelos jogos esportivos, expressivos e outros. A explicação pode ser pelo estágio de desenvolvimento em que a criança se encontra, já que nesta idade ela sente a necessidade de pertencer a um grupo, de ser reconhecido, de ter status e por isso, esse tipo de jogos vem de encontro com essa busca, onde quem vence, é o melhor. Para a continuação de um estudo semelhante, sugere-se que faça uma comparação da práticas dessas brincadeiras e jogos com a aplicação de testes motores, para analisar a questão da influência sobre o desenvolvimento motor.

BIBLIOGRAFICAS

  • KISHIMOTO, T. M. Jogo, Brinquedo, Brincadeira e a Educação. São Paulo : Cortez, 1996. ___________, T. M. Jogos Tradicionais Infantis. Petrópolis, R.J.: Vozes, 1993.
  • MIRANDA, Simão de. Ludicidade e Educação. Disponível em: <www.nossaescola.com/home/site/ludico.html>. Acesso em 21 Abr. 2002.
  • NASCIMENTO, Cíntia L. A.; ZATUR, Eva; PEREIRA, Fernanda R.Brincadeiras Tradicionais Infantis. Disponível em: <www.ced.ufsc.br/~zeroseis/brincar3.htmlv>. Acesso em 21 Abr. 2002.
  • PAPALIA, D. E.; OLDS, S. W. O Mundo da Criança: da Infância à Adolescência. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil, 1981.
  • GALLAHUE, D. L.; OSMUN, J. C. Compreendendo o desenvolvimento motor: Bebês, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo : Phorte Editora, 2001
  • ECKERT, Helen M. Desenvolvimento Motor; Trad. Maria Eduarda F. Garcia, São Paulo : Manole, 1993.
  • STROMMEN, Ellen A.; McKinney J. P.; Fitzgerald, Hiram E. Psicologia do desenvolvimento: a criança em idade escolar. Rio de Janeiro : Campus, 1983.
  • REIS, Ana Paula Bordin Fernandes dos, et al. As classes sociais e a prática dos jogos tradicionais infantis no ano 2000. Encontro Nacional de Recreação e Lazer – ENAREL. Camboriú : Novembro/2000.
  • CERVO, A. L.; BERVIAN, P. A.. Metodologia Científica. 2 ed. São Paulo : Mcgraw’Hill do Brasil. 1978.

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