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4 may 2006

Motivation and prevention of lesions in youngsters players of futsal: an intervention multi-disciplinar

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The present study has treats an investigation with an approach focused in Physiotherapy and sporting psychology. It parts the presupposed that to improve the athlete’s yield and keep him in the sporting practice for a larger possible time it needs if a multi-disciplinary
 Autor(es): Dnyson Fernandes Ferreira Nébio Jean Carlos
Entidades(es): Universidad de Rio Verde – Brasil
Congreso: I Congreso Internacional de las Ciencias Deportivas
Pontevedra- 4-6 de Mayo de 2006
ISBN: 84-611-0552-4
Palabras claves: Intrinsic motivation, self-determination theory, physiotherapy

Motivation and prevention of lesions in youngsters players of futsal: an intervention multi-disciplinar

RESUMEN COMUNICACIÓN/PÓSTER

The present study has treats an investigation with an approach focused in Physiotherapy and sporting psychology. It parts the presupposed that to improve the athlete’s yield and keep him in the sporting practice for a larger possible time it needs if a multi-disciplinary, highly capacity and specialized team. The central aim purpose was improve the relation in group of athletes and tries to prevent osteomioarticular lesions with the application of physiotherapy methods. More specifically, the study looked for to based in the self-determination theory proposes by (Deci and Ryan,1985), exploring to the maximum your three versants (relation in group, autonomy and competence).

They have used several dynamics for 6 months of analysis and intervention with the futsal sub-15 athletes from FESURV- Universidade de Rio Verde, demonstrating the multi-disciplinary interaction in order to improve the athletes performance and prevent sporting lesions, using principally physiotherapy resources and based in sporting psychology.

INTRODUÇÃO

 

O estudo da motivação assume um papel determinante nas investigações acerca da prática esportiva, principalmente na compreensão da influência da motivação sobre o desempenho esportivo e o bem-estar dos atletas (REINBOTH; DUDA, 2006).A motivação é um conceito que deve ser utilizado para compreender o complexo processo que coordena e dirige a direção e a intensidade de esforço dos seres humanos, o que torna, fundamental que técnicos e dirigentes esportivos reconheçam os fatores intervenientes no processo motivacional de seus atletas (Weinberg e Gould, 2001).É comumente classificada em duas formas básicas: motivação intrínseca e motivação extrínseca.Nas recompensas extrínsecas, a motivação do indivíduo está relacionada a fatores externos, providos de outras pessoas e do ambiente, sob a forma de reforços positivos ou negativos. Entretanto, a motivação pode estar relacionada com fatores internos, que afloram do próprio interior do sujeito, ou seja, por razões intrínsecas (Cruz,1996).

A experiência no esporte pode desenvolver a autoconfiança e estimular o comportamento social (WILMORE e COSTILL,2001).

Conforme Balaguer (1994), com a incorporação do paradigma cognitivo à Psicologia, o estudo da motivação sofreu profundas transformações. A partir dos anos 60, o que vem interessando aos psicólogos é averiguar em que medida as cognições, as interpretações dos sujeitos influenciam em suas condutas e em suas motivações. Cognição se refere ao conjunto de atividades através das quais a informação é processada pelo sistema psíquico, como a recebe, seleciona, transforma e organiza, como constrói as representações da realidade e cria o conhecimento. Muitos fenômenos estão implicados neste processamento: percepção, memória, elaboração do pensamento e a linguagem são alguns deles.

As intervenções que buscam a melhoria da motivação dos atletas no esporte de alto-rendimento são consideradas uma das estratégias mais relevantes para o aumento do desempenho e do rendimento esportivo.(GOULARTE,2007).

Com relação à teoria da autodeterminação,sua base é a concepção do ser humano como organismo ativo, dirigido para o crescimento, desenvolvimento integrado do sentido do self e para integração com as estruturas sociais. Nesse empenho evolutivo estaria incluída a busca de experiências com atividades interessantes para alcançar os objetivos de: a) desenvolver habilidades e exercitar capacidades; b) buscar e obter vínculos sociais; e c) obter um sentido unificado do self por meio da integração das experiências intrapsíquicas e interpessoais.(GUIMARÃES,BORUCHOVITCH,2004).

O comportamento é regulado por três necessidades psicológicas, que atuam de forma interdependente: competência, autonomia e relacionamento. Especificamente, a competência refere-se à capacidade do indivíduo de interagir de maneira eficaz com o seu ambiente enquanto realiza tarefas desafiadoras; autonomia concerne ao nível de independência e controle das escolhas percebidas pelo indivíduo; e relacionamento está ligado a quanto alguém percebe um senso de conectividade com outras pessoas do ambiente (MILNE;WALLMAN; GUILFOYLE, 2008).

O comportamento se regula em função da satisfação dessas necessidades, e facilita ou dificulta a motivação. Isto resulta em dois comportamentos reguladores: um comportamento percebido como independente e próprio do indivíduo, com ações iniciadas e reguladas pelo sujeito (motivação intrínseca); e um comportamento regulado intensamente por mecanismos externos (motivação extrínseca) (DECI e RYAN, 2000).

Segundo Deci e Ryan (2000), centenas de estudos foram desenvolvidos a partir dessa etapa sendo que, em sua maioria, buscavam comparar a motivação intrínseca com a motivação extrínseca. Os resultados dessas investigações indicavam que as recompensas materiais prejudicariam a motivação intrínseca, reduzindo o envolvimento na atividade para níveis menores do que os apresentados antes da introdução das recompensas.

A motivação intrínseca é o fenômeno que melhor representa o potencial positivo da natureza humana, sendo considerada por Deci e Ryan (2000), Ryan e Deci (2000a), entre outros, a base para o crescimento, integridade psicológica e coesão social. Configura-se como uma tendência natural para buscar novidade, desafio, para obter e exercitar as próprias capacidades. Refere-se ao envolvimento em determinada atividade por sua própria causa, por esta ser interessante, envolvente ou, de alguma forma, geradora de satisfação. Tal envolvimento é considerado ao mesmo tempo espontâneo, parte do interesse individual, e autotélico (Csikszentmihalyi, 1992).

Para Balaguer (2005),certo grau de ansiedade pode ser considerado um aspecto positivo na motivação dos atletas,pois aumenta o esforço durante a preparação física.Por outro lado,o excesso de ansiedade pode levar o atleta a mudanças como tensão muscular,ineficácia durante a execução dos movimentos,dificuldades de tomar decisões e redução da autoconfiança e do prazer pela prática esportiva.Ansiedade em menor grau pode resultar em pouco esforço e pouca motivação pela prática.Um equilíbrio da ansiedade pode levar ao atleta a estar auto-regulado e a obter um bom desempenho durante treinamentos e competições.

Um desequilíbrio do grau de ansiedade do atleta, pode predispor à lesões osteomioarticulares.Portando o presente estudo demonstra a necessidade da intervenção fisioterapêutica juntamente com uma equipe multidisciplinar, (psicólogos,pedagogos,nutricionistas,educadores físicos,entre outros) no intuito de prevenir,remediar ou sanar o aparecimento destas lesões.

A Fisioterapia Esportiva é um componente da Medicina Esportiva e suas práticas e métodos são aplicados no caso de lesões causadas por esportes,com o propósito de recuperar, sanar e prevenir as lesões (NEGRÃO, 2002).

Whiting e Zernick (2001) afirmam que a lesão é o dano, causado por trauma físico, sofrido pelos tecidos do corpo.

Ribeiro e Costa (2006) afirmam que o futebol em geral (futebol de campo,futsal, beach soccer, etc.) é responsável pelo maior número de lesões desportivas do mundo e estima-se que as lesões nesse esporte são responsáveis por 50 a 60% das lesões esportivas na Europa e que 3,5 a 10% dos traumas físicos tratados em hospitais europeus são causados por futebol.

O aumento da prática esportiva também provoca um aumento considerável nas incidências de lesões. Várias são as causas, como a falta de preparação física e de orientação para o esporte (COHEN, 2003).

Rossi e Brandalize (2007),afirma que a maioria das atividades desportivas, como saltar e arremessar, utiliza uma alternância de contrações musculares, denominada de ciclo alongamento-encurtamento, ou seja, um mecanismo fisiológico cuja função é aumentar a eficiência mecânica dos movimentos.Um dos meios pelo qual se ativa o ciclo alongamento-encurtamento é a pliometria.Esses exercícios promovem a estimulação dos proprioceptores corporais para facilitar o aumento do recrutamento muscular numa mínima quantidade de tempo.As justificativas para a utilização da

pliometria na reabilitação de atletas são, várias, pois existem evidências de que o sistema muscular e ligamentar após uma lesão sofrem uma diminuição da sua capacidade elástica. Concomitantemente, danos proprioceptivos são gerados a partir de lesões do sistema musculoesquelético.

A propriocepção consiste na capacidade de percepção da posição e movimento da articulação, seguidas da conseqüente reação de ajustamento. (GIZA, 2003; HEBERT, 2003; PACHECO, 2005; HAMMIL, 1999; THAKER, 1999).

Já para Riemann e Lephart (2002) a propriocepção predomina como o termo mais errôneo no âmbito do sistema sensóriomotor,pois tem sido incorretamente usado como sinônimo dos termos cinestesia, sentido de posição articular, somatossensação, equilíbrio e estabilidade articular reflexa.Estes autores consideram o termo somatossensorial mais global, pois inclui todos os mecanorreceptores, termoceptores e informações dolorosas da periferia.

No futsal o atleta realiza movimentos complexos como aceleração, desaceleração, mudanças de direção, saltos e pivoteamento.Aumentando assim o risco de lesões (ROSA;ZABOT,2008).

A evolução da prática desta modalidade está associada basicamente aos aspectos táticos e técnicos.Consequentemente exige-se cada vez mais do atleta,uma performance apurada,o que poderá desencadear a curto,médio ou até a longo prazo,traumas de diferentes graus no aparelho músculo esquelético (DANTAS;SILVA,2007).

Sendo assim, justifica-se o presente estudo, pela possibilidade de se tentar previnir o acontecimento de lesões osteomioarticulares no esporte.

MATERIAIS E MÉTODOS

 

Este estudo exploratório-descritivo, pautou-se na pesquisa de campo onde analisou 10 atletas da equipe de futsal sub 15 da Fesurv-Universidade de Rio Verde, com idade entre 13 à 15 anos, todos do sexo masculino,onde foram estudados num período de 6 meses.

Foram utilizadas várias dinâmicas ao longo dos 6 meses de análise e intervenção, mas uma em específico demonstra a interação multidisciplinar, visando uma melhor performance dos atletas e a prevenção de lesões osteomioarticulares,utilizando principalmente recursos fisioterápicos e embasando na psicologia do esporte.

Esta dinâmica assemelha-se a um jogo de futebol de sabão, onde se utilizou uma lona 12 x 5 metros, constantemente aplicavam-se detergente e água para dar maior instabilidade, e adotou-se o uso de cones servindo como gols.Antes de iniciar a dinâmica foi feito um treinamento sensório motor (slade board latero-lateral,flexão e extensão, adução e abdução com todos os atletas) no intuito de preparar esses receptores articulares para a dinâmica.

Os times foram divididos em 3 grupos: (1) 3 atletas (2) 3 atletas (3) 3 atletas e 1 atleta jogava para todos os grupos,dando um total de 10 atletas.Foi imposto algumas regras para minimizar o contato físico.Regras: (1) Cada gol feito somava 1 ponto,(2) falta cometida subtraia 2 pontos,(3) quando o atleta caia sem nenhum contato físico subtraia 1 ponto,(4) a equipe que fizesse 5 pontos era vencedora,(5) e a equipe “perdedora” era submetida a fazer 15 apoios de antebraço.

Devido a ter ocorrido empate em todos os 3 times foi feito uma disputa de pênalti onde os atletas estavam com os olhos vendados e os companheiros davam instruções.Os adversários podiam atrapalhavam sem encostar no atleta e na bola.

A principio as dinâmicas tinham o intuito de melhorar a relação em grupo destes atletas, posteriormente os atletas sentir-se-iam competentes e conseqüentemente autônomos, seguindo os princípios da teoria da autodeterminação, corroborando com Deci e Ryan (1985), afirmam que a motivação pode ser categorizada de uma forma global, considerando um continuum da forma mais auto-determinada para a menos auto-determinada, em motivação intrínseca, motivação extrínseca e amotivação.A motivação intrínseca define-se operacionalmente em duas formas: (1) participação voluntária numa atividade, em “aparente” ausência de recompensas ou pressões externas; e, (2) participação numa atividade, pelo interesse, satisfação e prazer que obtêm desse envolvimento (Vallerand, Deci, & Ryan, 1987).Este tipo de comportamentos motivados tem por base o divertimento, prazer e satisfação, como acontece em atividades recreativas ou de tempos livres, usualmente correspondendo a atividades desafiantes (Ntoumanis, 2001).O prazer advém unicamente da atividade, invés de recompensas extrínsecas como o dinheiro, prêmios ou reconhecimento social, pelo que esta participação ocorre livre de pressões e restrições (Biddle, Chatzisarantis & Hagger, 2001).Aqueles indivíduos que praticam algum esporte e tentam superar-se são considerados intrinsecamente motivados.

Foi proposto aos atletas um jogo de Vôlei aquático onde eles foram divididos em 2 grupos,cada um com 5 atletas.As regras do jogo baseavam-se em; (1) não escorregar na piscina,(2) não “dar cortada” (bater forte na bola contra o adversário),(3) dar três toques antes de passar a bola para o lado adversário,sendo que cada toque tinha que ser dado por um atleta diferente,(4) fazer 10 pontos primeiro.Os pontos eram somados da seguinte forma; (1) bola encostasse na água somava-se um ponto,(2) atleta escorregasse e caísse na água subtraia dois pontos, (3) “cortada” subtraia 1 ponto,(4) grupo perdedor seria submetido a fazer 15 apoios.A dinâmica terminou 10 à 9 onde teve superação,pois o time ganhador perdia de 9 à 5 e conseguiu virar o jogo.

Juntamente com a dinâmica anteriormente supracitada, os atletas foram submetidos a ficarem em decúbito dorsal,com suas cabeças paralelamente uns aos outros,levantarem os braços e um atleta deixava seu corpo cair suavemente sobre as mãos dos companheiros,onde ele era carregado e conduzido de um lado ao outro.Posteriormente outro atleta era carregado e conduzido de um lado para o outro e assim suscetivelmente.Nesta dinâmica notou-se que os atletas eram imaturos,pois não tiveram respeito com o colega a ponto de deixa-lo cair.Ao final desta,foram autônomos a ponto de se comprometerem a melhorar de alguma forma,expondo alguns valores (união,determinação,companheirismo,respeito,confiança...), pois se continuassem com estas atitudes não conseguiriam almejar seus objetivos.

Conforme Bahia e Lima (2007), o comportamento autônomo ocorre quando a pessoa age de forma intencional e empreende atividades que envolvem valores expressos por si própria. Para tal, só uma comunidade autônoma, competente e preocupada com as relações entre as pessoas poderá satisfazer as necessidades de todos e de cada um dos seus membros, mesmo que apresentem diferenças evidentes. Foi utilizado exercícios do método Pilates solo e bola, visando o Fortalecimento dos músculos: reto abdominal, obliquo do abdômen, transverso do abdômen “POWER HOUSE” ,paravertebrais,extensores e flexores cervicais,tronco,membros superiores e inferiores.Trabalhou-se o controle respiratório no intuito de promover um massageamento das vísceras,promovendo ainda um alto gasto energético,coordenação motora,fluidez e precisão dos movimentos,propriocepção consciente,melhora da postura e a introspecção (esquecer do mundo,imaginar-se por dentro do corpo) no intuito de evitar possíveis lesões desportivas. Segundo Bertolla et al (2007), afirma que o treinamento de Pilates,pretende melhorar a flexibilidade geral do corpo e busca a saúde através do fortalecimento do "centro de força", melhora da postura e coordenação da respiração com os movimentos realizados.Visando o movimento consciente sem fadiga e dor, o método baseia-se em seis princípios: a respiração, o controle, a concentração, a organização articular, o fluxo de movimento e a precisão. É um método que trabalha com exercícios musculares de baixo impacto contracional, fortalecendo intensamente a musculatura abdominal.Entretanto, mesmo com os efeitos benéficos proporcionados pela técnica, existe escassez de estudos acerca dessa modalidade terapêutica, sobretudo em atletas.

Com o aumento da flexibilidade muscular, os exercícios podem ser executados com maior amplitude de movimento, maior força, mais rapidamente, mais facilmente, com maior fluência e de modo mais eficaz. Enfim, a falta de flexibilidade é um fator limitante ao desempenho esportivo, sendo um fator facilitador de lesões musculares (BERTOLLA,et al ,2007).Corroborando com o presente estudo,sobre a eficácia da utilização do método pilates solo e bola em atletas infanto-juvenis de futsal.

Foi utilizado um cronômetro,onde os atletas foram submetidos a 3 tiros de 30 metros,onde o tempo conseguido era marcado e demonstrado para os atletas.Era feito a seguinte pergunta: “vc é capaz de diminuir ou manter esse tempo conseguido anteriormente?”. Todos os atletas comprometiam-se a superar-se melhorando ou mantendo o tempo conseguido anteriormente,mostrando que eles eram capazes e competentes.

White (1975) utilizou o termo competência para definir a capacidade do organismo de interagir satisfatoriamente com o seu meio.Vista desse modo, a competência teria um aspecto motivacional que orientaria o organismo a tentativas de domínio, não podendo ser atribuída a impulsos frente a necessidades específicas ou a instintos. Esta necessidade de relacionamento eficaz foi considerada intrínseca, isto é, a gratificação proporcionada seria inerente à própria interação. A experiência de dominar uma tarefa desafiadora e o aumento da competência dela resultante trazem emoções positivas, as quais White (1975) denominou "sentimento de eficácia".

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RESULTADOS

Em principio as intervenções seguiam as três vertentes da teoria da autodeterminação: (1) relação em grupo, (2) autonomia e (3) competência dos atletas.

Nas primeiras intervenções os atletas não apresentavam seriedade, respeito, confiança, motivação e união, demonstrando que não havia praticamente nenhum atributo moral no esporte. Estes que logo após as primeiras dinâmicas foram se tornando positivos e ainda foram acrescentados novos atributos morais intitulados pelos próprios atletas, tais como: afeto, companheirismo, confiança e determinação.

Inicialmente havia vários subgrupos dentro da equipe, e após as dinâmicas estes subgrupos foram tornando-se menores, até o ponto de haver uma unificação deste grupo, tornando-se forte e unido.

Após a melhora da relação de grupo destes atletas, iniciaram-se as dinâmicas de competência, fazendo com que todos os atletas sentir-se-iam competentes. Os atletas que já se consideravam competentes, por coincidência ou não, eram os atletas “titulares” (aqueles atletas que começam o jogo), pois os “reservas” (aqueles atletas que entram

após o inicio do jogo) se intitulavam piores que os “titulares”. Após as dinâmicas propostas os atletas “reservas”, melhoraram a motivação e auto-estima, melhorando seu rendimento dentro de quadra.

Após a plena visão de que os atletas eram competentes e tinham uma boa relação de grupo, foi propostas dinâmicas aonde exploravam a autonomia destes. Fazendo com que cada atleta conseguisse satisfazer as três necessidades psicológicas básicas da teoria da autodeterminação para que pudessem sentir-se intrinsecamente motivados.

Corroborando com o presente estudo, Deci e Ryan (2000) afirmam que as três necessidades psicológicas básicas, de competência, autonomia e vínculo, são integrados e interdependentes. Desse modo, a satisfação de cada uma delas reforça e fortalece as demais (Deci & Ryan, 2000).

DISCUSSÃO

  Os resultados do presente estudo tiveram o objetivo central de melhorar a relação em grupo dos atletas de futsal sub 15 da Fesurv-Universidade de Rio Verde, utilizando da teoriada autodeterminação proposto por Deci e Ryan (1985) num contexto esportivo (futsal), e tentar prevenir lesões osteomioarticulares com a utilização de métodos fisioterápicos, conciliando com dinâmicas de grupo.

O psicólogo esportivo junto ao fisioterapeuta esportivo, exercem um papel importante no futsal, devido ao grande número de lesões osteomioarticulares ocorridas neste esporte.

Moreira et al (2004),descreve que na prática do futsal, observam-se diferentes fatores que predispõe a ocorrência de lesões. Entre os fatores intrínsecos, podemos identificar a presença de deformidades no quadril, joelho, tornozelo e pé, e ainda destaca também o aspecto da motivação e auto-estima sendo parte da preparação mental para a prática esportiva. Já com relação aos fatores extrínsecos, o autor considera as condições do piso, iluminação da quadra e tipo de calçado utilizado pelo atleta.

Duarte (2004) demonstrou a eficácia do trabalho interdisciplinar entre o psicólogo e o fisioterapeuta, auxiliando na recuperação de atletas lesionados. Onde o trabalho interdisciplinar acelerou o processo de recuperação do atleta em 12 dias, no qual era prevista sua recuperação para 45 dias, deu-se em apenas de 33 dias.

Corroborando com o presente estudo, Fontana (1999), afirma que a fisioterapia tem como objetivo tratar os indivíduos portadores de um quadro patológico e restabelecer a funcionalidade perdida em decorrência deste quadro. Heil (1993) e Smith (1996) afirmam que várias atitudes psicológicas auxiliam na prevenção de lesões no esporte, um dos maiores problemas enfrentados quando se trata de aperfeiçoamento e de rendimento, e ainda mostram que a intervenção psicológica é um grande contribuinte no processo de recuperação do atleta lesionado. Desta forma, o fisioterapeuta juntamente com o psicólogo atua no intuito de prevenir e sanar o aparecimento de lesões esportivas, demonstrando a eficácia destes profissionais no âmbito esportivo.

O futsal exige dos jogadores força, flexibilidade e capacidade de suportar alta intensidade sem queda de rendimento com o aparecimento da fadiga (BARROS e GUERRA, 2004), Uma desarmonia entre força, flexibilidade, velocidade, resistência muscular e uma composição corporal inadequada predispõe o atleta a lesões, comprometendo a continuidade da prática desportiva.

Conforme Franca; Fernandes e Cortez (2004), os movimentos corporais realizados no esporte sofrem mudanças inesperadas, e quando são associados a

interrupções rápidas, bruscas e de grande impacto, podem levar à perda de acomodação das estruturas osteoarticulares e miotendinosas. Assim, quando o aparelho locomotor é submetido à sobrecarga, as suas valências físicas (força, resistência e flexibilidade) precisam se manter íntegras, e para que isso aconteça, é necessário um bom preparo físico e constitucional, capaz de evitar ou superar qualquer tipo de lesão que venha a acontecer.

CONCLUSÃO

Este estudo supõe uma aproximação do fisioterapeuta esportivo juntamente com o psicólogo do esporte e demais profissionais da saúde, pois é de suma importância para a prática esportiva ter uma equipe multidisciplinar para explorar ao Máximo o desempenho do atleta e mantendo-o nas suas atividades físicas sem o aparecimento de lesões esportivas ao máximo possível.

Considera-se que após as intervenções os atletas melhoraram significativamente a motivação intrínseca e suas atitudes em relação ao esporte, pois além de terem agregados novos atributos morais, o futsal e o esporte como um todo exerce um importante papel como catalisador do processo de desenvolvimento moral destes atletas com idade inferior a 15 anos.

Notou-se que o vínculo de amizade entre os atletas melhorou significamente,e todos conseguiram atingir as três vertentes da teoria da autodeterminação,ocasionando uma melhora imediata da motivação destes atletas,aumentando o seu rendimento no esporte competitivo.

Desta forma, sugerem-se novos estudos sobre o assunto, haja vista que é um tema ainda pouco explorado.

 

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