800 007 970 (Gratuito para españa)
658 598 996
·WhatsApp·

15 may 2012

Proficiência e preferência manual e pedal na coordenação motora em crianças

/
Enviado por
/
Comentarios0
/
Etiquetas,
A constatação das assimetrias estruturais e funcionais e a sua explicação relativamente à preferência lateral, requer uma compreensão do contexto ambiental, cultural e genético durante o desenvolvimento de um sujeito (Faggard, 2006). Assim, a infância apresenta-se como um período fundamental no estabelecimento da preferência lateral.
Autor(es):Freitas, C., Botelho, M., Vasconcelos, O.
Entidades(es): Faculdade de Desporto, CIFI2D – Universidade do Porto.
Congreso: IV Congreso Internacional de Ciencias del Deporte y la Educación Física. (VIII Seminario Nacional de Nutrición, Medicina y Rendimiento Deportivo)
Pontevedra, España, 10-12 Mayo 2012
ISBN: 978-84-939424-2-7
Palabras Clave: :Proficiência; lateralidade; coordenação motora; M-ABC; crianças

Proficiência e preferência manual e pedal na coordenação motora em crianças

RESUMEN COMUNICACIÓN/PÓSTER

Pretendemos com este estudo verificar a efeito da preferência manual (PM) e pedal, do sexo, e da idade na proficiência motora em crianças. Para avaliar a PM aplicou-se a Tarefa de Midline Crossing (Carlier et al., 2006, adaptada de Bishop et al., 1996) e para a preferência pedal recorreu-se à tarefa de pontapear uma bola (Hart & Gabbard, 1996). A coordenação motora foi avaliada através do M-ABC de Henderson e Sugden (1992) a 319 crianças (167 meninos e 152 meninas) entre os 4 e os 12 anos (7,96± 2,38 anos). Os resultados revelam que as crianças destrímanas possuem um melhor desempenho na destreza manual (DM) e na destreza com bola (DB) com a sua mão preferida (MP). As crianças sinistrómanas apresentam um melhor desempenho com a sua mão não preferida (MNP) na DM. As crianças com preferência pedal direita apresentam um melhor equilíbrio estático (EE) com o seu pé não preferido (PNP). O sexo feminino apresentou melhor DM com a MNP e melhor EE com o PNP. Verificamos um melhor desempenho da DM, da DB e do EE nas crianças mais novas. Concluímos que a lateralidade, o sexo e a idade possuam efeitos significativos na proficiência motora da criança.

Introdução

A constatação das assimetrias estruturais e funcionais e a sua explicação relativamente à preferência lateral, requer uma compreensão do contexto ambiental, cultural e genético durante o desenvolvimento de um sujeito (Faggard, 2006). Assim, a infância apresenta-se como um período fundamental no estabelecimento da preferência lateral.


Ao longo dos primeiros dois anos de vida, a preferência manual sofre variações, a criança alterna entre lado direito, lado esquerdo ou utiliza ambas as mãos na execução de tarefas (Corbetta et al. 2006). Assim, é difícil predizer qual a mão que irá ser a preferida. Aos 3 anos a criança desenvolve rapidamente uma variedade de habilidades motoras e perceptivo-motoras fundamentais e já consegue estabelecer a sua preferência lateral (Gallahue & Ozmun, 2003).
Segundo Gesell (2003), a preferência manual será fixada aos 2 anos e será firmemente estável aos 3-4 anos, mas para Gallahue e Ozmun (2003) a escolha de uma mão em relação a outra não ocorre de forma definitiva antes dos 5-6 anos de idade.


Magalhães (2001) classifica os sujeitos em relação à lateralidade corporal como destros, quando o membro do lado direito predomina nas ações motoras e com preferência lateral esquerda, quando o predomínio é do membro do lado esquerdo. Vasconcelos (1991) considera ainda a existência de indivíduos mistos, aqueles em que é difícil distinguir a preferência seja de um membro ou de um órgão, na medida em que são ambos solicitados em diferentes tarefas. Relativamente à preferência manual, a autora utiliza dois termos para classificar os indivíduos segundo a direção: destrímanos (nos sujeitos com preferência manual direita) e sinistrómanos (nos sujeitos com preferência manual esquerda).


No passado, nem sempre o conceito de preferência manual foi utilizado. O termo dominância motora manual ou mão dominante eram os termos habitualmente utilizados. A preferência e proficiência eram termos utilizados sem distinções. Assim, Barnsley et al. (1970) referiam-se ao conceito de dominância manual como uma dimensão simples, na qual a mão preferida seria caraterizada por apresentar uma melhor performance comparada com a mão não preferida. As mãos seriam usadas de forma distinta, sendo uma utilizada para desempenhar tarefas motoras mais finas e ativas e a outra para movimentos mais grosseiros e mecânicos.
Atualmente, o termo dominância manual deu lugar dois a conceitos distintos: a proficiência e a preferência manual. Sugerindo que estes podem não ser coincidentes, um sujeito pode preferir utilizar uma mão para a maior parte das atividades diárias e no entanto desempenhar melhor uma determinada tarefa com a outra mão, a qual será considerada como mais hábil ou proficiente.


Alguns estudos evidenciaram que a mão preferida é definida pelos indivíduos como sendo a mais proficiente (e.g. Peters & Ivanoff, 1999). Outros autores verificaram uma melhor performance com a mão não preferida, nomeadamente em tarefas motoras de força (Vasconcelos, 1993a; Vasconcelos, 1993b) ou de velocidade de reação (Carlso et al. 1990). Outros evidenciaram um desempenho semelhante da mão preferida e da mão não preferida em variáveis como o tempo de reação (Tavares & Vasconcelos, 1995).


Segundo Vasconcelos (2007), durante a execução de uma tarefa, a proficiência e a preferência não são os únicos intervenientes na seleção de uma mão em relação à outra. A autora refere a importância que o posicionamento de um objeto tem no espaço. Sendo assim, dependendo do local onde se encontra um objeto, o alcance poderá ser nos hemiespaços ipsilateral ou contralateral à mão preferida. As tarefas motoras executadas no espaço ipsilateral com a mão preferida são mais eficientes e rápidas. Esta competência é reduzida quando a ação motora é realizada no espaço contralateral à mão preferida, porque ocorre uma comunicação inter-hemisférica visando a utilização da mão não preferida. Por outro lado, é mais fácil alcançar o espaço ipsilateral com a mão não preferida do que cruzar a linha média com a mão preferida.


Num estudo de cruzamento da linha média com destrímanos, Bryden e Roy (2006) relacionaram a preferência manual com a complexidade da tarefa de alcance em vários pontos do espaço. A amostra foi composta por 29 adultos (19-20 anos) e 60 crianças (3-10 anos). Os resultados referem que todos usaram a mais frequentemente a mão preferida, sendo o grupo dos 6 aos 10 anos, aquele que a usou com uma frequência significativamente superior comparativamente ao grupo mais novo (3-4 anos) e aos adultos. Tais resultados sugerem que os mais novos e os mais velhos usam com mais frequência a mão não preferida, no hemisfério contraletral, baseados num princípio de percepção-ação baseados na proximidade do objeto ou numa orientação em termos hemisféricos, com tendência de alcançar do mesmo lado do estimulo. O ingresso escolar, o qual implica o reforço sistemático da mão preferida para uma melhor eficácia do movimento poderá explicar a maior consistência da utilização da mão preferida no grupo intermédio (6-10 anos). Resultados semelhantes foram verificados noutros estudos (e.g. Carlier et al, 2006; Gabbard & Helbig 2004).


A preferência pedal, refere-se ao pé mais frequentemente utilizado na execução de tarefas motoras pedais. Estas podem ser divididas em tarefas estáticas, como o equilíbrio num só pé e dinâmicas, como chutar uma bola. Nas tarefas estáticas, o pé preferido é normalmente utilizado para efetuar um movimento, enquanto que nas dinâmicas o pé não preferido serve de apoio. Tal como se verifica na preferência manual, na preferência pedal, também se distingue a preferência da proficiência. Tarefas de força como carregar num pedal ou tarefas de precisão com desenhar com los dedos dos pés, são executados pelo pé mais proficiente, que nem sempre coincide com o pé preferido.
Segundo Galluhue e Ozmun (2005), a coordenação motora é a habilidade de integrar, em padrões eficientes de movimento, sistemas motores separados com modalidades sensoriais variadas.


A coordenação motora é fundamental nas habilidades motoras básicas. O controlo motor (equilíbrio e coordenação) é importante na primeira infância quando a criança está a adquirir habilidades motoras básicas (Gallahue & Ozmun, 2005). O desenvolvimento das capacidades coordenativas é caracterizado por uma fase muito dinâmica nas idades correspondentes à escolaridade básica, à qual se segue um período de desenvolvimento mais lento ou até de estagnação (Vasconcelos, 1994).


As habilidades com bola são cada vez mais importantes no primeiro ciclo, visto que corresponde à fase em que a criança começa a participar em desportos organizados. Neste período, verifica-se um rápido desenvolvimento dos movimentos finos e da destreza manual (Case-Smith, 2005).
Por volta dos 3 anos a criança consegue equilibrar-se num só pé durante 3-4 segundos e deslocar-se sobre uma linha de 2,5 com de largura. As raparigas parecem superar os rapazes no equilíbrio estático, sendo que razões de ordem sociais ou maturacionais poderão estar na base destas evidências (Gallahue & Ozmun, 2005).
A avaliação das capacidades da coordenação motora é um campo relativamente recente e apenas alguns testes preenchem os critérios mínimos de estandardização de validade e fiabilidade, especialmente para as crianças em idade pré-escolar (Van Waelvelde, Peersman, Lenoir, & Smits-Engelsman, 2007).


O Movement ABC (M-ABC) foi concebido para avaliar o nível de habilidade motora da criança dos 4 aos 12 anos de idade. Este bateria é constituída por um teste motor de trinta e duas provas e uma lista de verificação. Para cada uma das quatro faixas etárias (4-6 anos; 7-8 anos; 9-10 anos e 11-12 anos), o teste motor avalia três capacidades através da execução de oito provas: a destreza manual (três provas), a destreza com bola (duas provas) e o equilíbrio estático (uma prova) e dinâmico (duas provas). A lista de verificação avalia o impacto das dificuldades motoras da criança em contexto educacional. Atualmente, esta bateria é igualmente reconhecida a nível mundial, no que respeita ao seu potencial para identificação de crianças com dificuldades de coordenação motora (Chow, Hsu, Henderson, Barnett, & Lo, 2006).

Este instrumento permite a professores e profissionais de saúde identificar problemas de coordenação motora em crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 12 anos de idade e pode ser utilizado como uma ferramenta na prática clinica. Através do M-ABC é possível diagnosticar desordens da coordenação motora (DCM) as quais poderão resultar de várias causas, nomeadamente de um reduzido desenvolvimento dos padrões motores básicos, fruto de uma fraca estimulação motora.
É nossa preocupação como professores de educação física verificar o efeito da preferência manual, da preferência pedal, da idade e do sexo na proficiência motora da criança, de modo, a pudermos intervir com conhecimento e de forma consciente no processo de ensino-aprendizagem dos nossos alunos.

Completa la información

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº21.

¡Consíguelo aquí!

Metodologia

Amostra
Tendo por base o objetivo do nosso estudo, verificar a relação entre a lateralidade e a proficiência na coordenação motora, convidamos a participar neste estudo todas as crianças, dos 4 aos 12 anos de idade, que apresentavam preferência manual esquerda com a mão da escrita (1ª seleção). Todas as crianças desta amostra pertenciam a um agrupamento de escolas do ensino público no distrito do Porto em Portugal. Após confirmar a preferência manual esquerda com a Tarefa de Midline Crossing (Carlier et al., 2006, adaptada de Bishop et al., 1996), selecionaram-se do mesmo agrupamento de escola, um número correspondente de crianças, de forma aleatória, tendo em consideração o mesmo sexo e idade.

Assim, a nossa amostra foi constituída por 319 crianças com idade média de 7,96± 2,38 anos. Relativamente à preferência manual, 164 crianças apresentavam a direita, 155 crianças a esquerda. Relativamente à preferência pedal, 225 crianças apresentavam a direita e 94 a esquerda, esta última avaliada pela tarefa de pontapear uma bola (Hart & Gabbard, 1996). Quanto ao sexo, 167 crianças pertenciam ao sexo masculino e 152 ao sexo feminino. A amostra foi subdividida em 4 grupos de idade, conforme as bandas de idade do teste M-ABC (Henderson & Sugden, 1992): Banda 1, dos 4 aos 6 anos de idade (n= 100); Banda 2, dos 7 aos 8 anos de idade (n=89); Banda 3, dos 9 aos 10 anos (n=71) e a Banda 4, dos 11 aos 12 anos (n=59). Este estudo foi realizado segundo as normas da Declaração de Helsínquia. Foram excluídas todas as crianças que apresentassem diagnóstico de deficiência mental, física ou emocional ou necessidades educativas especiais comprovadas.


Instrumentos e procedimentos
Para avaliar a preferência manual das crianças aplicou-se a Tarefa de Midline Crossing (Carlier et al., 2006, adaptada de Bishop et al., 1996).
Para classificar a preferência pedal da amostra aplicamos a tarefa de pontapear uma bola (Hart & Gabbard, 1996).
Para avaliar a coordenação motora utilizamos o teste motor do M-ABC para a banda de idade 1 (4-6 anos de idade), banda de idade 2 (7-8 anos), banda de idade 3 (9-10 anos) e banda de idade 4 (11-12 anos). A bateria M-ABC de Henderson e Sugden (1992) foi validada culturalmente para a população Portuguesa relativamente às quatro bandas de idade e foram estudadas as suas qualidades através de uma análise da equivalência métrica (sensibilidade e fiabilidade) com amostras da população Portuguesa (Cardoso, Silva, Silva, & Vasconcelos, 2009; Gonçalves, 2008; Leão, 2008; Silva, 2007).

Este teste foi concebido para avaliar o nível de habilidade motora da criança. Combina dados quantitativos e qualitativos resultantes da avaliação de testes estandardizados para a motricidade fina e geral, aplicados em crianças dos 4 aos 12 anos de idade. É constituído por uma lista de verificação e um teste motor. Relativamente ao teste motor, para cada uma das quatro bandas de idade, ele é constituído por oito provas que avaliam a destreza manual, a destreza com bola e o equilíbrio. A lista de verificação avalia o impacto das dificuldades motoras das crianças em contexto educacional e não foi aplicada por não fazer parte do nosso objetivo de estudo.


O tempo médio para a aplicação do teste foi de 25 a 30 minutos por criança. O teste foi aplicado individualmente num espaço amplo e isolado de modo a permitir conforto na sua execução e concentração. A cada criança foi explicada a forma simples a correta execução de cada uma das 8 provas, sendo que após um breve ensaio, conforme a indicação do protocolo (Henderson & Sugden, 1992), seguiu-se o respetivo registo. O resultado obtido em cada prova foi convertido numa pontuação entre 0 e 5, correspondendo o menor valor ao melhor desempenho. Para este estudo consideramos apenas as provas unilaterais: prova 1 (precisão) e prova 3 (destreza fina), bem como a prova 5 (lançamento com precisão) e prova 6 (equilíbrio estático).

Estas provas foram executadas quer pelo membro preferido, quer pelo membro não preferido ou com relevância num destes membros. Sendo assim, foi possível obter a média da destreza manual e da destreza com bola para as quatro faixas etárias quer com a mão preferida, quer com a mão não preferida, bem como a média do equilíbrio estático quer com o pé preferido, quer com o pé não preferido. De referir, que nas provas motoras as crianças foram contrabalançadas em relação ao membro de início da tarefa.

Análise Estatística
Foi efetuada a análise exploratória dos dados de forma a avaliar a normalidade da distribuição correspondente a cada uma das variáveis em estudo e a eventual presença de outliers, utilizando o teste Kolmogorov-Smirnov (K-S). Efectuámos uma ANOVA multivariada para examinar o efeito dos fatores principais PM, PP e idade (2x2x3) nas provas da coordenação motora e na AMF. O teste post hoc utilizado foi o de Bonferroni e o nível de significância foi fixado em p ? 0,05. Os resultados serão apresentados versando os fatores principais ou interações com significado estatístico.

Resultados

A Tabela 1 apresenta a média das provas que avaliam as capacidades de destreza manual, destreza com bola e equilíbrio estático, com o membro preferido e não preferido, obtidos através do M-ABC para PM e PP.
Tabela 1- Destreza manual, destreza com bola e equilíbrio estático com membro preferido e não preferido do M-ABC para a preferência manual e preferência pedal. Média, desvio padrão, valores de t e p.

Tabla 1. Proficiência e preferência manual e pedal na coordenação motora em crianças

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 21

 

estatisticamente significativas na destreza manual (p=0,000) e na destreza com bola (p=0,020) com a sua MP. Em contrapartida, as crianças com preferência manual esquerda apresentam um melhor desempenho com significado estatístico com a sua MNP na destreza manual (p=0,000). As crianças com preferência pedal direita apresentam um melhor equilíbrio estático com o seu PNP com diferenças estatisticamente significativas (p=0,031) comparativamente às crianças com preferência pedal esquerda.
Não se verificaram diferenças significativas entre a preferência direita e esquerda na destreza com bola com a MNP e no equilíbrio estático com o PP.

A Tabela 2 apresenta a média das provas que avaliam as capacidades de destreza manual, destreza com bola e equilíbrio estático, com o membro preferido e não preferido, obtidos através do M-ABC para o sexo masculino e para o sexo feminino.

Tabla 2. Proficiência e preferência manual e pedal na coordenação motora em crianças

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 21

 

Tabela 2- Destreza manual, destreza com bola e equilíbrio estático com membro preferido e não preferido do M-ABC para o sexo masculino e feminino. Média, desvio padrão, valores de t e p.

O sexo feminino obteve um melhor desempenho com diferenças estatisticamente significativas (p=0,019) na destreza manual com a MNP e no equilíbrio estático com o PNP comparativamente ao sexo masculino. O sexo feminino tende igualmente a apresentar um melhor desempenho na destreza manual com a MP (p=0,062) e no equilíbrio estático com o PP relativamente ao sexo oposto. Não se verificaram diferenças significativas entre os sexos na destreza com bola com a MP e com a MNP.

A Tabela 3 apresenta a média das provas que avaliam as capacidades de destreza manual, destreza com bola e equilíbrio estático, com o membro preferido e não preferido, obtidos através do M-ABC para a banda de idade: 1 (4-6 anos); 2 (7-8 anos); 3 (9-10 anos) e 4 (11-12 anos).
Tabela 3- Destreza manual, destreza com bola e equilíbrio estático com membro preferido e não preferido do M-ABC para cada banda de idade. Média, desvio padrão, valores de F e p.

Tabla 3. Proficiência e preferência manual e pedal na coordenação motora em crianças

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 21

 

Verificamos que a Banda de idade 1 (4-6 anos) apresenta um desempenho significativamente superior na destreza manual com a MP (p=0,000) e com a MNP (p=0,000), para a sua idade, comparativamente aos restantes grupos. O mesmo constata-se na destreza com bola com a MNP (p=0,000). Observamos que a banda de idade 2 é aquela que apresenta um melhor equilíbrio estático quer com o PP, quer com o PNP (p=0,000), seguindo-se a banda 1 (4.6 anos), a banda 3 (9-10 anos) e a banda 4 (11-12 anos). Verificamos um pior desempenho da destreza manual, da destreza com bola e do equilíbrio estático nas idades mais avançadas, realçando todavia o carácter transversal e não longitudinal do presente estudo.
Relativamente à interação da preferência manual com a idade, na destreza manual com a MP, encontramos diferenças estatisticamente significativas (F3,257=6,760; p=0,000). Pela análise do gráfico 1, podemos constatar que a diferença encontrada entre destrímanos e sinistrómanos é superior nas bandas de idade mais avançadas.

Gráfico 1- Destreza manual com a MP, para preferência manual direita e esquerda nas quatro bandas de idade.

Gráfico 1. Proficiência e preferência manual e pedal na coordenação motora em crianças

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 21

 


Quanto à interação da preferência manual, da idade e do sexo na destreza manual com a MP, encontramos igualmente diferenças estatisticamente significativas (F3,257=3,290; p=0,000).
Pela análise dos Gráficos 2 e 3, observamos um comportamento mais evidente nas diferenças entre os sinistrómanos e os destrímanos, nomeadamente, nas bandas de idade 1 (4-6 anos) e nas bandas de idade 3 (9-10 anos), no sexo masculino e no sexo feminino.
Verificamos que a proficiência dos meninos destrímanos e sinistrómanos (gráfico 2) é semelhante no grupo etário mais novo e que à medida que a criança é mais velha a diferença entre ambos os grupos de preferência manual aumenta. A partir dos 7-8 anos é evidente que os destrímanos meninos apresentam uma melhor proficiência com a MP na destreza manual, comparativamente aos meninos sinistrómanos do mesmo grupo de idade, sendo que o mesmo se verifica nas restantes bandas de idade (3 e 4).
Gráfico 2 - Destreza manual com a MP, para preferência manual direita e esquerda no sexo masculino.

Gráfico 2. Proficiência e preferência manual e pedal na coordenação motora em crianças

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 21

 


Observamos que a proficiência das meninas destrímanas e sinistrómanas (gráfico 3) é diferente nas quatro bandas de idade, a diferença entre ambos os grupos de preferência manual é visivelmente superior na banda de idade 3 (9-10 anos). As meninas destrímanas são aquelas que apresentam melhor proficiência na destreza manual com a MP comparativamente às meninas sinistrómanas.

Gráfico 3 - Destreza manual com a MP, para preferência manual direita e esquerda no sexo feminino.

Gráfico 3. Proficiência e preferência manual e pedal na coordenação motora em crianças

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 21

 

Discussão

Com este estudo pretendemos verificar o efeito da preferência manual e pedal, da idade e do sexo na proficiência motora de crianças entre os 4 e os 12 anos.
Os resultados revelaram, quanto à PM, que as crianças destrímanas demonstraram um melhor desempenho na destreza manual e na destreza com bola com a sua MP, comparativamente às crianças sinistrómanos. Por sua vez, as crianças sinistrómanas apresentam um melhor desempenho com a sua MNP na destreza manual. Relativamente à preferência pedal, as crianças com preferência pedal direita apresentam um melhor equilíbrio estático com o seu PNP comparativamente às crianças com preferência pedal esquerda.


Quanto ao fator sexo, verificaram-se diferenças na destreza manual com a MNP e no equilíbrio estático com o PNP, apresentando o sexo feminino um melhor desempenho do que o sexo masculino.
No que se refere à idade constatamos que o grupo de crianças mais novas (banda 1) apresentava uma melhor desempenho na destreza manual com a MP e com a MNP, para a sua idade, comparativamente aos restantes grupos. O mesmo se verificou na destreza com bola com a MNP. A banda de idade 2 apresentou um melhor equilíbrio estático quer com o PP, quer com o PNP, seguindo-se a banda 3 (9-10 anos) e 4 (11-12 anos). Verificamos um pior desempenho da destreza manual, da destreza com bola e do equilíbrio estático nas idades mais avançadas.


Quanto à interação da preferência manual com a idade, constatamos que a diferença encontrada entre destrímanos e sinistrómanos é superior nas bandas de idade mais avançadas. Relativamente à interação da preferência manual, da idade e do sexo na destreza manual com a MP, averiguamos que a proficiência dos meninos destrímanos e sinistrómanos é semelhante no grupo etário mais novo e que à medida que a criança é mais velha a diferença entre ambos os grupos de preferência manual aumenta. A proficiência das meninas destrímanas e sinistrómanas é distinta nas quatro bandas de idade, sendo que as meninas destrímanas são aquelas que apresentam melhor proficiência na destreza manual com a MP comparativamente às meninas sinistrómanas nas quatro bandas de idade.


Ao observar um efeito da preferência manual na destreza manual, o nosso estudo confirma os resultados de outros estudos (e.g. Vasconcelos 1993; Magalhães, 2008; Barroso, 2008) verificaram, aplicando outros instrumentos de avaliação da destreza manual, que as crianças destrímanas apresentam melhor proficiência comparativamente às sinistrómanas ao nível da mão preferida. No que respeita à mão não preferida na destreza manual, os nossos resultados vão de encontro com os de Vasconcelos (1993), tal como neste estudo a autora verificou que os sinistrómanos revelam melhor performance que os destrímanos.

Alguns estudos suportam a hipótese de uma maior prevalência de sinistrómanos com problemas de coordenação motora (e. g. Gerard-desplanches et al., 2006; Oliveira, Silva & Vasconcelos, 2009). Baseado na ideia suportada por Steenhuis e Bryden (1999) que verificaram que os sinistrómanos não são tão lateralizados quanto os destrímanos, tais resultados sugerem que apresentando os sinistrómanos uma menor assimetria motora funcional, este poderão apresentar um melhor desempenho com a sua mão não preferida. Por outro lado, concordamos com Swinnen et al. (1996) que justificam os melhores desempenhos dos destrímanos com a sua mão preferida, referindo o facto de estes raramente usarem a sua mão não preferida, contrariamente aos sinistrómanos, que utilizam com frequência a sua mão direita, devido ao facto de este viveram num mundo “enviesado” à direita.


Relativamente ao fator sexo, foi realizada uma investigação por Ruiz e Graupera (2003) com 903 crianças (com uma idade média de 8,65±2,62 anos), tendo sido aplicado o M-ABC, tal como no nosso estudo. Os autores verificaram uma diferença significativa na destreza com bola, apresentando o sexo masculino um melhor desempenho do que o sexo feminino. Estes resultados não foram evidenciados no nosso estudo, visto que não foram encontrados quaisquer diferenças significativas entre ambos os sexos na destreza manual com bola. Por outro lado, os resultados do estudo destes autores corroboram com os nossos no que diz respeito aos desempenhos manuais e de equilíbrio observados, em que o sexo feminino apresentou  melhores desempenhos que o sexo masculino.


Estudos realizados por Leão (2008) com crianças de 11-12 anos e Cardoso (2009) com crianças mais novas 4 a 6 anos, não verificaram diferenças significativas entre os sexos utilizando o M-ABC. O estudo realizado por Henderson e Sugden (1992) no sentido de elaborar as normas percentílicas do M-ABC para a população americana, também não encontrou um efeito do fator sexo. Contrariando os nossos resultados, o estudo realizado por Barroso (2008), o qual avaliou a destreza manual através do Minnesota Manual Dexterity Test, não verificou diferenças entre os sexos. Por outro lado, confirmando os resultados da nossa pesquisa, Magalhães (2008) verificou uma performance significativamente superior do sexo feminino, ao nível da destreza manual, avaliada através do teste Purdue Pegboard.

No caso do nosso estudo, pensamos que as diferenças entre os sexos na destreza manual e no equilíbrio estático poderão ter origem no envolvimento sociocultural onde a criança se insere. No geral, as raparigas tendem a ser mais estimuladas para tarefas que requerem destreza manual, nomeadamente, para a realização de tarefas que requerem destreza fina, por exemplo, elaboração de colares, reproduzir desenhos projetados em papel, etc. Por outro lado, elas tendem a realizar mais jogos recreativos ou tradicionais que apelam ao desenvolvimento do equilíbrio (estático  e dinâmico), nomeadamente, o  jogo da macaca, saltar à corda, entre outros.


No presente estudo as crianças mais novas (Banda 1) apresentaram melhor destreza manual com a MP e MNP e melhor destreza com bola com a MNP, bem como melhor equilíbrio com o PP e PNP (Banda 2). Estes resultados contrariam algumas investigações neste âmbito realizadas com o M-ABC (e.g. Henderson & Sugden, 1992) em que as crianças mais velhas apresentam melhores desempenhos nestas capacidades. Outros autores, com outros instrumentos, também verificaram uma melhor destreza manual em crianças mais velhas comparativamente a crianças mais novas (e.g. Barroso, 2008). Uma possível interpretação para os resultados obtidos na destreza manual, baseia-se na observação das brincadeiras e actividades lúdicas das crianças da nossa amostra, é que as crianças mais novas (banda 1) passam mais tempo do que as mais velhas (bandas 2, 3 e 4) envolvidas em atividades que solicitam a destreza manual, a destreza com bola e o equilíbrio.

Estas atividades de âmbito recreativo são desenvolvidas na idade pré-escolar, fase em que as crianças possuem muito tempo para as brincadeiras e jogos, nomeadamente com bola, e em que os professores dispõem de mais tempo para estimular mais intensamente as crianças para os trabalhos manuais e diversos jogos. Por outro lado, ao entrarem no 1º ciclo ou deste para o 2º ciclo, as crianças acabam por direcionar essencialmente o seu tempo para as tarefas cognitivas, como a aprendizagem e o desenvolvimento da leitura e da escrita, a interpretação de textos e a realização de cálculos, possuindo menos tempo para se envolver em atividades lúdicas.

Outro aspeto que nos parece importante referir na interpretação das diferenças encontradas entre a banda 1 e as outras bandas, é o facto de termos constatado que nas escolas do agrupamento da nossa amostra os alunos apenas começam a ter a disciplina extra curricular de Educação Física a partir do 4º ano (isto é, a partir dos 9-10 anos de idade). Por outro lado, nas turmas do 1º ciclo às quais foi aplicado o M-ABC, para além de não possuírem Educação Física curricular, a componente motora não é desenvolvida pela maioria dos professores do 1º ciclo, que evocam argumentos tais como o extenso conteúdo curricular nas outras áreas (Português, Matemática e Estudo do meio), a falta de habilitação e motivação para leccionar Educação Física e a limitação e inadequação dos espaços recreativos e desportivos, assim como dos materiais, das escolas do 1º ciclo.

Todo este contexto ambiental e educativo parece justificar os resultados encontrados, levando a que os mais novos apresentem, para a sua idade, melhores desempenhos na destreza manual do que os mais velhos. Hirtz e Hultz (1987) referem que é entre os 6 e os 9 anos que as crianças se encontram mais disponíveis para a aquisição e desenvolvimento das capacidades coordenativas, uma vez que é nesta fase que acontece uma rápida maturação do sistema nervoso central. Assim, as crianças da nossa amostra parecem não possuir uma estimulação suficiente nas idades sensíveis para desenvolver a coordenação motora. Apenas por volta dos 10 anos é que estas crianças voltam a ser estimuladas na escola no sentido de desenvolver os padrões motores básicos e aprender algumas habilidades motoras, que deveriam ter sido, respetivamente, desenvolvidos e aprendidas mais cedo.

Assim, quando chegam aos 12 anos, elas não apresentam a eficiência que normalmente deveriam apresentar a nível coordenativo, caso tivesse havido uma estimulação frequente e diversificada ao longo do 1º ciclo. Mais uma vez sugerimos que tal ocorrência poderá explicar o motivo pelo qual as crianças mais velhas apresentaram, para a sua idade, um pior desempenho motor comparativamente às mais novas. Por outro lado, a banda de idade 2  foi aquela que apresentou melhor equilíbrio estático, comparativamente aos restantes grupos de idade, tal se pode justificar pelo desenvolvimento maturacional da criança de 7-8 anos comparativamente à criança de 4-6 anos e pela escassa estimulação desta capacidade nas restantes faixa etárias mais velhas (9-10 anos e 11-12 anos).

Conclusões


Concluímos que a PM, o sexo e a idade possuam efeitos significativos na coordenação motora da criança. Neste estudo verificamos que as crianças com PM direita demonstraram um melhor desempenho na destreza manual e na destreza com bola com a sua MP. As crianças sinistrómanas apresentam um melhor desempenho com a sua MNP na destreza manual. As crianças com preferência pedal direita apresentam um melhor equilíbrio estático com o seu PNP. O sexo feminino apresentou melhor destreza manual com a MNP e melhor equilíbrio estático com o PNP.

Verificamos um melhor desempenho da destreza manual, da destreza com bola e do equilíbrio estático nas crianças pertencentes às bandas de idade menos avançadas. Sugerimos mais investigações neste âmbito englobando uma maior diversidade de classificações (e.g., sujeitos fortemente lateralizados versus sujeitos fracamente lateralizados, à esquerda e à direita) de modo a compreender melhor a relação entre a preferência manual e a coordenação motora. Por outro lado, sugerimos mais estudos no sentido de clarificar o efeito da idade e do tipo de envolvimento e de estimulação motora nos vários parâmetros da coordenação motora, em crianças do 1º e 2º ciclo.

Independentemente da preferência lateral, da idade ou do sexo, pensamos que é essencial proporcionar às crianças diversas experiências motoras desde os primeiros anos de vida, de modo a desenvolver o seu reportório motor e a proporcionar um melhor desempenho e uma mais eficaz aprendizagem motora ao longo da sua vida.

 

BIBLIOGRAFÍA

Barnsley, R.H.; Rabinovitch, M.S. (1970). Handedness: Proficiency versus stated preference. Perceptual and Motor Skills, 30, 343-362.

Barroso, J. (2008). Preferência lateral e assimetria motora funcional em crianças do 1º ciclo do Ensino Básico. Dissertação de Mestrado, FADEUP.

Bryden, P.J.; Roy, E.A. (2006). Preferential reaching across regions of hemispace in adults and children. Developmental Psychobiology, 48, 121-132.

Cardoso, J.; Silva, A.; Silva, M.; Vasconcelos, O. (2009). Contributo para a validação da bateria de avaliação Movement Assessment Battery for Children para a população Portuguesa. In L.P. Rodrigues, L. Saraiva, J. Barreiros, & O. Vasconcelos (Eds.) Estudos em Desenvolvimento Motor II (147-155). ESE-IPVC.

Carlier, M.; Doyen, A.; Lamard, C. (2006). Midline crossing: Developmental trend from 3 to 10 years of age in a preferential card-reaching task. Brain and Cognition 61. 255–261.

Carson, R.G.; Chua, R.; Elliott, D; Goodman, D. (1990). The contribution of vision to asymmetries in manual aiming. Neuropsychology, 28 (11), 1215-1220.

Case-Smith, J. (2005). Occupational Therapy for children (5ª Ed.) St. Louis: Elsevier- Mosby.

Chow S.; Hsu Y.; Henderson S.; Barnett A, ; Lo S. (2006). The Movement ABC: a cross-cultural comparison of preschool children from Hong-Kong, Taiwan, and the USA. Adapted Physical Activity Quartely, 23 (1), 31-48.

Corbetta, D.; Willia,s, J.; Snapp- Childs, W. (2006). Plasticity in the development of handness: evidence from normal development and early asymmetric brain injury. Developmental Psychobiology, 48, 460-471.

Correia, J. (2008). Contributo para a validação da bateria de Avaliação do Movimento Movement Assessment Batery for Children para a população Portuguesa. Estudo realizado com a Banda 1: 4-6 anos de idade. Dissertação de Mestrado, FADEUP.

Faggard, J. (2006). Normal and abnormal early development of handedness: introduction. Developmental Psychobiology, 48, 413-417.

Flouris, A.D.; Faught, B.E.; Hay, J.A.; Cairney, J. (2005). Exploring the origins of developmental disorders. Development Medicine Child Neurology, 47(7), 436.

Freitas C.; Vasconcelos O.; Botelho M. (2011). Lateralidade e coordenação motora em crianças dos 4 aos 6 anos. Um estudo com o teste M-ABC. In P. Morouço, O. Vasconcelos, J. Barreiros; R. Matos (Eds.), Estudos em desenvolvimento motor da criança IV (111-117). Leiria:

Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, Instituto Politécnico de Leiria.

Gabbard, C.; Helbig, C. R. (2004). What drives children´s limb selection for reaching in hemispace? Exp Brain Res, 156(3), 325-32. Gallahue, D. L.; Ozmun J. C. (2003). Compreendendo o desenvolvimento motor: bebés, crianças, adolescentes e adultos. São Paulo: Phorte Editora.

Galluhue, D.; Ozmun, J. (2005). Compreendendo o desenvolvimento motor bebês, crianças e adolescentes e adultos: 3ªed. São Paulo: Phorte Editora Lda.

Gerard-desplanches, A.; Deruelle, C.; Stefanini, S.; Ayoun, C.; Volterra, V.; Vicarri, S.; Fisch, G.; Carlier, M. (2006). Laterality in persons with intellectual disability II. Hand, foot, hear, eye laterality in persons with trisomy 21 and Wiliams-Beuren syndrome.

Development Psycobiology, 48, 482-491.

Gesell, A. (2003). A criança dos 0 aos 5 anos. São Paulo: Martins Fontes.

Gonçalves, L. (2008). Contributo para a validação da bateria de Avaliação do Movimento Movement Assessment Batery for Children para a população Portuguesa. Estudo realizado com a Banda três: 9-10 anos de idade. Dissertação de Mestrado, FADEUP.

Hart, S. & Gabbard, C. (1996). Brief communication: Bilateral footedness and task complexity. International Journal of Neurosciences, 88 (1–2), 141–146.

Henderson, S.E.; Sugden, D.A. (1992). Movement assessment battery for children: manual. Psychological Corporation.

Hirtz, P.; Hultz, P. (1987). Como aperfeiçoar as capacidades coordenativas. Exemplos concretos. Horizontes III, 17, 166-171.

Iversen, S.; Ellerten, B.; Tytlandsvik, A.; Nodland, M. (2005). Intervention for 6-year-old children with motor coordination difficulties: Parental perspectives at follow up in middle childhood. Advances in physiotherapy 7(2), 67-76.

Leão, M. (2008). Contributo para a validação da bateria de Avaliação do Movimento Movement Assessment Batery for Children para a população Portuguesa. Estudo realizado com a Banda quatro: 11-12 anos de idade. Dissertação de Mestrado, FADEUP.

Magalhães, A. F. (2001). Lateralidade: implicações no desenvolvimento infantil. Rio de Janeiro: Sprint.

Magalhães, M. (2008). Efeito da preferência manual e do sexo na destreza manual e na transferência inter-manual em crianças do 1º ciclo do ensino básico. Dissertação de Mestrado, FADEUP.

Oliveira, S.; Vasconcelos, O. (2009). Preferência e proficiência manual em crianças. Um estudo com o teste M-ABC. In L. Rodrigues, L. Saraiva, J. Barreiros, O. Vasconcelos (Eds.), estudos em desenvolvimento motor da criança IV (189-196). Leiria: Escola Superior de

Educação, Instituto Politécnico de Viana do Castelo.

Peters, M.; Ivanoff, J. (1999). Performance asymetries in computer mouse control for righthanders, and lefthanders with left-and righthanded mouse experience. Journal of Motor Behavior, 31, 86-94.

Ruiz, L.; Graupera, J.(2003). Competência motriz y género entre escolares españoles. Rev. Internacional de Medicina y Ciência de la Actividad Física y el Deporte, 3(10)101-111.

Schmidt, R. (1991). Motor Learning and performance. Champaingn: Human Kinetic Books.

Segundo Vasconcelos ( )

Silva, M. (2007). Contributo para a validação da bateria de Avaliação do Movimento Movement Assessment Batery for Children para a população Portuguesa. Estudo realizado com a Banda dois: 7-8 anos de idade. Dissertação de Mestrado, FADEUP.

Steenhuis, R.; Bryden, M. (1999). The relation between hand preference and hand performance: what you get depends on what you measure. Laterality, 4 (1), 3-26.

Swinnen, S.; Jardin, K.; Meulenbroek, R. (1996). Between-limb asynchronies during bimanual coordination: Effects of manual dominance and atencional cueing. Neuropsychologia, 34, pp. 1203–1213.

Tavares, F.; Vasconcelos, O. (1995). Simple and two-choise reaction in time according to sex and lateral preference in a group of scool children. In: Actas del congreso Científico Olimpico 1992: Actividade Física Adaptada, Psicología y Sociología. Deporte y Documentación, 24(1), 299-303.

Van Strien JW (2002) The Dutch Handedness Questionnaire. Consultado em http://www.psyweb.nl/homepage/jan_van_strien_files/hquestionnaire_article.pdf.

Van Waelvelde, H.; Peersman, W.; Lenoir, M.; Smits-Engelsman, B. (2007). Convergent validity between two motor test: Movement ABC and PDSM-2. Adapted Physical Activity Quartely, 24, 59-69.

Van Waelvelde, Peersman, Lenoir, & Smits-Engelsman, 2007

Vasconcelos (1991). Assimetria Funcional e Preferência Lateral. Estudo da variação intra-individual e inter-individual da força de preensão, destreza e precisão de movimentos em relação alguns indicadores biossociais, 1. Faculdade de Desporto, Universidade do Porto.

Vasconcelos, O. (1993ª). Asymetries of manual motor response in relation to age, sex, handedness and professional activities. Perceptual & Motor Skills, 77, 691-700.

Vasconcelos, O. (1993b). Assessment of manual asymmetry: are proficiency and preference measure indicators of commom underling factor? In S. serpa, J. Alves, V. Ferreira e A. Paula Brito (Eds). Proceeding of the 8th World Congress of Sport Psycology. Sport Psycology; Na integrated approach (pp. 504-507). Lisboa, ISSP, PSSP e FMH-UTL.

Vasconcelos, O. (1994). Apresentação de alguns jogos e exercícios práticos para o ensino e excercitação das capacidades coordenativas. Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

Vasconcelos, O. (1993). Asymmetries of manual motor response in relation to age, sex, handedness and occupational activities. Perceptual and Motor Skills, 77: 691-700.

Vasconcelos, O. (2004). Preferência lateral e assimetria motora funcional: uma perspectiva de desenvolvimento. In J. Barreiros, M. Godinho, & F. Melo (Eds). Desenvolvimento e aprendizagem. Perspectivas cruzadas, Lisboa: Edições FMH, 67-93.

Vasconcelos, O. (2004). Preferência lateral e assimetria motora functional: uma prespectiva de desenvolvimento. In J. Barreiros, M. Godinho, & F. Melo (Eds). Desenvolvimento e aprendizagem. Perspectivas cruzadas, Lisboa: Edições FMH, pp 67-93.

Vasconcelos, O. (2007). O desenvolvimento da preferência manual em tarefas de coordenação motora de diferentes complexidade. In: J. Barreiros, R. Cordovil; S. Carvalho (Eds), desenvolvimento Motor da Criança (pp. 125-134). Lisboa: Edições FMH.

TEXTO DEL TRABAJO (Incorporar siempre que sea posible las siguientes secciones: Introducción, Material y Método, Resultados, Discusión, Conclusiones, Bibliografía y agradecimientos)

O texto do trabalho segue em anexo conforme as indicações dadas pela organização do congresso. Obrigada

Cidália Freitas.

Responder

Otras colaboraciones