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21 sep 2006

A experiência dos técnicos de elite e professores mestres – doutores do Brasil, sobre o treinamento dos sistemas ofensivos do basquetebol na etapa de especialização desportiva

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O objetivo artigo foi explorar o conhecimento acumulado de técnicos brasileiros e professores do ensino superior em relação ao processo treinamento dos sistemas ofensivos na etapa de especialização no basquetebol do Brasil.
Autor(es): Dr. Valdomiro de Oliveira (1), Dr. Roberto Rodrigues Paes (2), Dr. Paulo Roberto de Oliveira (2), Dr. Antonio Carlos Gomes (3), Dr. Wagner Campos (1), Dr. Sérgio Luiz Carlos Dos Santos (1), Ms. Gislaine Cristina Vagetti (4)
Entidades(es): 1. Universidade Federal do Paraná 2. Universidade Estadual de Campinas 3. Universidade Federal de São Paulo 4. Universidade Estadual do Paraná - Fafipa
Congreso: II Congreso Internacional de Deportes de Equipo
Madrid- 21-23 de Septiembre de 2006
ISBN: 978-84-613-1659-5
Palabras claves: Pedagogia. Basquetebol -Treinamento.

Resumen a experiência dos técnicos de elite e professores mestres

O objetivo artigo foi explorar o conhecimento acumulado de técnicos brasileiros e professores do ensino superior em relação ao processo treinamento dos sistemas ofensivos na etapa de especialização no basquetebol do Brasil. De forma especifica, buscou-se contextualizar os as estratégias metodológicas utilizadas por técnicos e professores do ensino superior para o treinamento dos sistemas ofensivos nas diferentes categorias da formação desportiva:- infantil, infanto, cadete, juvenil e sub-21. A amostra foi constituída por 11 técnicos de basquetebol com representação em nível nacional e internacional e 11 professores universitários que atuam com basquetebol em universidades brasileiras. Como critério de seleção, os técnicos deveriam ser considerados referência no País e, para a seleção dos professores universitários, o critério foi a titulação mínima de Mestre e Doutor na área de Ciência do Desporto e/ou Mestre e Doutor que atuassem no ensino do basquetebol em universidades brasileiras. O instrumento de medida utilizado foi a entrevista embasada num questionário semi-estruturado com perguntas abertas. Os dados foram analisados de forma qualitativa, através da análise de conteúdo e descrito de forma quantitativa em nível de freqüência e percentual. Os resultados mostraram que o treinamento dos sistemas ofensivos do basquetebol na etapa especialização, houve convergências e divergências, na ótica de técnicos e professores do ensino superior quanto aos conteúdos de ensino bem como as estratégias metodológicas a serem utilizadas. Por exemplo, houve diferenças de opiniões com relação ao treinamento dos sistemas ofensivos, mas pode-se dizer deve-se evitar jogadas complexas privilegiando o ensino baseando-se nos exercícios em situações de jogo e leitura das situações. Contudo, na etapa de especialização, há de se firmar as qualidades de conjunto com a utilização de estratégias mais complexas. Com base nos resultados do estudo, podem-se tecer algumas considerações: o treinamento dos sistemas ofensivos do basquetebol deve ser concebido num processo longo, no qual seus conteúdos e métodos variem no transcorrer do processo de ensino tática ofensiva dos atletas, e haja vista a necessidade de um modelo de especialização para o basquetebol brasileiro que ainda precisa de muitos estudos, principalmente longitudinais. No que tange à especialização, etapa de treinamento, firma-se a idéia de que é imprescindível a periodização embasada num planejamento dos conteúdos e métodos de treinamento em longo prazo, principalmente após 15 anos de idade, categoria infanto e cadete, com o pensamento em nível nacional e internacional. Mesmo assim, tornou-se possível sinalizar algumas possibilidades pedagógicas para as diferentes fases das etapas do processo de treinamento tático ofensivo no basquetebol brasileiro, considerando uma periodização em longo prazo dos conteúdos e estratégias pedagógicas. (EN) The objective of this study was to explore the acquired knowledge of Brazilian coaches and college professors in relation to the teaching-training process of technique and tactics in the Brazilian basketball. The work tried to contextualize the contents of the methodological strategies used by coaches and college professors for the teaching-training of fundamentals as well as defensive and offensive systems in all different Brazilian basketball categories. The sample group was constituted of 11 basketball coaches and 11 university basketball professors of Brazilian universities. The elected coaches had to be considered as national reference and for the elected university professors, the criterion was their master and doctor degrees in the sports scientific field, and/or basketball experts with teaching experience in Brazilian universities. The measuring instrument was an interview based in an open questionnaire. The data were analyzed qualitatively - through the analysis of the content; and quantitatively, by means of the frequency and percentage of similar answers. Results showed that, in regard to basketball teaching-training, in all stages of the process, considering the fundamentals of basketball and the offensive and defensive systems, there are convergences and divergences when it comes to teaching contents as well as methodological strategies, according to the interviewed participants’ point of view. For instance, there are strong indications of conflicts between the teaching methods of the basketball foundations for beginners, when analytical methods are criticized, while the game method seems to be more appropriate, mainly to keep the children highly motivated. In the specialization stage, on the other hand, there was evidence that individual exercises may produce a more efficient adaptation to the motor technique, having greater acceptance among the interviewees. Regarding the defensive systems, it can be confirmed that the man-to-man defense is recommended in the initial stage, whereas in the specialization stage, the zone defense starts to be a strong tactical possibility. However, the predominance of the man-to-man defense is still observed. Regarding the offensive systems, it can be observed that in the initial stage, complex games should be avoided, privileging exercises based on game situations and individual conditions. Nevertheless, in the specialization stage, exercises should focus teamwork and more complex strategies. Based in the results of the study it is important to consider that basketball teaching must be conceived in a long term process whose contents and methods may vary according to athletes’ fundamentals and tactics, with a model of initial stage for the Brazilian basketball that still needs further longitudinal studies. With reference to the specialization stage, it is mandatory that contents and training methods be planned in a long term basis, mainly after the age of 15, targeting national and international levels. Thus, it is possible to signal some pedagogical possibilities for the different phases from the two stages of the basketball learning process in Brazil, taking in consideration the contents and pedagogical strategies of the teaching-training process, in a longterm basis.

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1. INTRODUÇÃO

Vários trabalhos tem sido desenvolvidos no Brasil e no exterior, sobre questões que envolvem o sistema de preparação dos atletas dos desportos coletivos – especificamente nas questões táticas ofensivas, estudando e transportando teorias gerais para modalidades específicas, como o basquetebol, nos quais se destacam Paes (1989), Greco (1998), Oliveira e Paes (2002, 2003, 2004, 2005, 2007) e Balbino (2001 e 2005). No exterior, Garganta (1995 e 1998), Barreto (2001), Cardenas (2003), Calatayud (2003) e Delgado (2003). Corroboram afirmando que atualmente existe um aumento considerável nas discussões sobre o processo de treinamento da tática ofensiva nos desportos coletivos. São vários os assuntos a serem debatidos como: quais conteúdos e quais estratégias de treinamento devem ser priorizados em diferentes momentos da especialização desportiva, principalmente as metodologias de treinamento em longo prazo? A temática principal está nos enfoques teóricos que abordam o processo de preparação tática ofensiva dos atletas de basquetebol no Brasil e no exterior, porque parecem ainda não se mostrarem suficientes para sustentar os anseios dos técnicos no seu trabalho na prática do basquetebol. Assim sendo, recorreu-se aos estudos publicados na teoria dos jogos desportivos coletivos, no treinamento desportivo, na pedagogia do desporto, na aprendizagem e desenvolvimento motor, no crescimento, maturação e desenvolvimento físico e ainda em estudos sobre o ensino-treinamento do basquetebol, afim de contribuir com estudantes e técnicos nacionais e internacionais. Esses estudos, por sua vez, podem ser compreendidos em uma etapa que abrange a iniciação e a especialização desportiva. No basquetebol, esse entendimento reflete as categorias de disputas nos campeonatos estaduais, nacionais infanto, cadete e juvenil, competições estas, que formam a base desse desporto no País. Especificamente nesse artigo, objetivou-se explorar o conhecimento acumulado de técnicos brasileiros e professores do ensino superior em relação ao processo de treinamento da tática ofensiva no basquetebol do Brasil. De forma específica objetivou-se contextualizar as estratégias metodológicas utilizadas por técnicos e professores do ensino superior para o treinamento dos sistemas defensivos nas diferentes categorias de especialização desportiva – basquetebol: infantil, infanto, cadete, juvenil e sub-21, e apresentar indicativos pedagógicos para o treinamento da tática para as diferentes categorias considerando os conteúdos e os métodos de ensino-treinamento. Etapa de especialização em basquetebol e suas fases de desenvolvimento Para estudar a aplicação dos conteúdos específicos dos aspectos fundamentais da preparação defensiva dos atletas de basquetebol na etapa de especialização, faz-se necessário buscar a compreensão de autores de distintas áreas do desenvolvimento desportivo, como Krebs (1992), Zakharov e Gomes (1992), Bompa (1995), Matveev (1997) e Paes (2001), e no caso específico do basquetebol, os estudos de Oliveira e Paes (2002, 2004, 2007), entre outros. Segundo Bompa (1995), a especialização dos sistemas táticos é inevitável quando se pensa em especialização atlética e a alta performance os gestos próprios e específicos do basquetebol. Para Zakharov e Gomes (1992), essa fase é a do aperfeiçoamento desportivo, e dá-se início à preparação geral e especial da técnica e da tática, voltadas para a especificidade do basquetebol. A idade de início de dedicação exclusiva deve acontecer aproximadamente entre 14 e 15 anos, destacando a idade aproximada para a opção pelo basquete. Pode-se desenvolver nos atletas a motivação e a dedicação que são fatores determinantes na fase de dedicação exclusiva nos treinamentos em basquetebol, com o pensamento nos sistemas defensivos quando estes são predominantes nas filosofias dos técnicos.

2. MATERIAL E MÉTODOS

Caracterização da pesquisa Thomas e Nelson (2002), tem como objetivo primordial a descrição das características de determinada população ou fenômeno, ou, então, o estabelecimento de relações entre variáveis, utilizando técnicas padronizadas de coleta de dados que serão analisadas de forma quantitativa e principalmente de forma qualitativa. Sujeitos do estudo Os sujeitos do estudo foram onze professores com titulação de Mestres e Doutores que atuam com o ensino da disciplina que envolve a modalidade basquetebol em universidades brasileiras e 11 técnicos de basquetebol; sendo eles sete técnicos que já passaram ou estão nas seleções nacionais; e quatro técnicos pertencentes a equipes de relevância nacional na atualidade. Assim sendo, o objetivo é explorar foi conhecimento de técnicos renomados do basquetebol brasileiro, bem como de professores universitários Mestres e Doutores, visando contextualizar o processo de ensino dos sistemas defensivos para o basquetebol tanto no ambiente universitário quanto por equipes nacionais de elite. Instrumento de medida O instrumento de medida utilizado foi a entrevista semi-estruturada. Foram utilizadas fichas com dados pessoais atuais e um questionário com perguntas semi-estruturadas préelaborado. Para gravar os depoimentos, foi utilizado um minigravador e fitas cassete de 60 minutos, uma para cada técnico e professor entrevistado. As entrevistas foram gravadas em sua maioria na residência dos professores e técnicos e outras restantes nos locais de treinamento e de aulas. Posterior as explicações técnicas sobre o método, procedeu-se à coleta. A duração das entrevistas variou entre uma hora e meia a duas horas. Definição dos participantes e os aspectos éticos da pesquisa O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos da Universidade Estadual de Campinas, comprovado pelo Termo de Consentimento Livre e Esclarecido fornecido numero 19/09. As entrevistas, depois de gravadas, foram transcritas na íntegra para posterior análise. Procedimentos para analisar os dados da pesquisa Análise qualitativa dos conteúdos: Análise de conteúdo Para analisar os dados, utilizou-se a análise de conteúdo. Segundo Bardin (1977), esta pode ser definida como um conjunto de técnicas de análise de comunicação visando a obter, por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos às condições de produção/recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens.Análise quantitativa dos conteúdos: Freqüência e percentual Para a compreensão dos resultados quantitativos, foi utilizado a freqüência e percentual dos dados, no que se refere às informações de natureza qualitativa. Foi extraído das falas dos entrevistados determinada quantidade de idéias que são convergentes e divergentes entre eles que, nesse caso, são os técnicos e professores universitários, amparadas pela literatura vigente e pela experiência do pesquisador, Thomas e Nelson (2002).

3. DESCRIÇÃO, ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS DA PESQUISA

Visando organizar a descrição, a análise e a discussão dos resultados da pesquisa, os dados foram descritos e analisados de forma qualitativa e, posteriormente, indicados os resultados de forma quantitativa, seguidos da discussão visando a uma melhor compreensão. Na primeira parte, apresentam-se os resultados dos conteúdos e posteriormente as estratégias metodológicas indicadas pelos técnicos e professores na etapa de especialização desportiva – basquetebol, segundo Oliveira e Paes (2004). Os dados coletados foram apresentados em forma de sentenças na íntegra das falas dos pesquisados e em alguns casos tabulados em quadros e gráficos, promovendo uma melhor visualização e, a partir desses, em um segundo momento, analisou-se os dados coletivos. Conteúdos – sistemas ofensivos (tática) Gráfico 1 – Distribuição das respostas coletivas em relação ao treinamento dos conteúdos – sistemas ofensivos.

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De acordo com os resultados, pode-se perceber que 18,2% dos técnicos preparam suas equipes para competirem nos aspectos ofensivos. Dependendo de como se comportam as equipes adversárias, 54,5% dos técnicos entendem que a prioridade nos sistemas ofensivos deve ser dada aos conceitos do ataque. Já 27,3% dos técnicos defendem o jogo livre para as fases de formação ofensiva. Os técnicos não opinaram em relação às situações de jogo. Os professores mostraram-se diferentes em relação aos técnicos no caso da ofensiva, na qual 18,2% falaram sobre a preparação em cima do esquema das outras equipes. No entanto, 46,6% defendem que os conceitos ofensivos são prioridades na preparação. Os professores não opinaram sobre o jogo livre. Por outro lado, 36,4% destacaram as situações de jogo como ótimas possibilidades de preparação para as competições juvenis. Ainda outros professores entendem que devem ser utilizadas todas as possibilidades de trabalho, porém nos diferentes momentos da preparação. Esse fato se dá na medida em que se entende melhor o conceito de ataque. Mas, a opinião de alguns técnicos e professores a respeito dos conteúdos ofensivos pode conferir se há muitas diferenças nas respostas: “... eu defendo que não devemos copiar táticas ou estratégias... devemos ensinar os fundamentos individuais em grupo e coletivamente... porque devemos treinar o sistema na capacidade de cada jogador que temos em mãos... e isso significa que devemos iniciar no início da especialização dos atletas no basquetebol, senão não há sistema que dê certo...” (T3) Parece que nas fases juvenis os técnicos e professores ainda não estão satisfeitos na atualidade com as competências técnicas dos atletas, e advertem para uma boa preparação multilateral dos conceitos ofensivos, mas preocupam-se também com procedimentos estereotipados, valorizando apenas a preparação individual. Isso fica claro quando a maioria defende a importância de se trabalhar os conceitos que estabelecem as relações interpessoais no jogo de basquetebol. Metodologia de treinamento dos sistemas ofensivos (tática) De acordo com os resultados do estudo, pode-se perceber no quadro – 02, que 63,6% dos técnicos defendem os exercícios individuais como principal método de ensino dos sistemas ofensivos, enquanto 27,3% acreditam ser melhor utilizar as situações de jogo e 9,1% preferem o jogo de 5x5. Já entre os professores, 45,5% defendem que é prioridade utilizar exercícios analíticos individuais, enquanto 9,1% defendem as situações de jogo. Por outro lado, 27,3% defendem a própria competição de 5x5 como prioridade para o aperfeiçoamento das ações ofensivas. E ainda, 18,2% afirmaram que todos os métodos devem ser utilizados durante o processo de trabalho. Gráfico 1 – Distribuição das respostas coletivas em relação à metodologia de treinamento dos conteúdos – sistemas ofensivos.

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No que diz respeito aos métodos de treinamento dos sistemas ofensivos na etapa de Editorial y Centro de Formación Alto Rendimiento especialização, os técnicos e professores também não são homogêneos quanto ao que se pudesse chamar de ideal. O que se viu é que muitos acreditam no jogo, outros nos exercícios, já outros nas situações de jogo. Como se mostrou anteriormente, os métodos de jogo nas fases iniciais do ensino do basquetebol, por volta dos 11-12 anos, parecem ser os principais métodos, porém, no treinamento especializado, vai realmente depender das competições e do planejamento e da periodização do treinamento, segundo Paes (2001), Greco (1998), Zakharov e Gomes (1992). Esse assunto será discutido utilizando-se das falas de alguns técnicos e professores: “... os .métodos são conceitos ofensivos individuais e de grupos para atuarem no jogo livre e quando você traz isso desde o infanto... tudo melhora para a fase adulta...” (T4) Objetiva-se, então, desenvolver nos atletas um maior controle da ansiedade, que pode ser através de diferentes estratégias teóricas e práticas e/ou até com apoio de especialistas da área de psicologia do esporte, na busca de melhor compreensão dos movimentos para efetuar a finalização, busca incessante de espaço vulnerável no sistema defensivo dos adversários, provocar o desequilíbrio para efetuar penetrações nos espaços, movimentar a bola de um lado para o outro com o objetivo da participação de todos e também para achar espaços no sistema defensivo do adversário, jogar com passes no coração da zona, ou seja, com os pivôs e insistir na busca do rebote, antecipando a ação dos defensores. E todos esses aspectos devem acontecer de forma geral, especial e competitiva em todo País. Alguns depoimentos vão nessa direção: ... o País precisa de uma filosofia de jogo, ou seja, o cara que trabalha no Amazonas tem que ter a mesma filosofia porque a hora que uma atleta de lá vier para cá ou para as seleções brasileiras, os técnicos não teriam dificuldades para trabalhar...” (T4) Assim sendo, entende-se que se deve atacar contra a marcação individual, seja qual for: simples, com ajuda, com antecipação, com flutuação ou com pressão deve ser modelo em todo País. É necessário que os jogadores dominem muito bem os fundamentos ofensivos com e sem bola, porém acreditem uns nos outros. As jogadas ensaiadas são possibilidades adotadas por muitos técnicos, todavia, uma filosofia de ataque pode estar atrelada ao bom funcionamento do trabalho coletivo, buscando a movimentação constante da bola — Flow-Ball (que é a movimentação constante da bola em busca de espaços para arremessos e infiltrações dos jogadores) —, fazendo com que o jogo flua naturalmente, trazendo melhores resultados, principalmente quando os jogadores são orientados por conceitos defensivos detalhados Editorial y Centro de Formación Alto Rendimiento tecnicamente, fortalecendo suas estruturas táticas (CARVALHO, 2001).

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Ao finalizar as idéias propostas inicialmente neste estudo, no qual se objetivou de forma geral explorar o conhecimento acumulado de técnicos da elite do basquetebol brasileiro e professores do ensino superior em relação ao processo treinamento dos sistemas ofensivos no basquetebol do Brasil e, de forma específica, contextualizar as estratégias metodológicas indicadas por eles no treinamento nos sistemas ofensivos (tática), nas diferentes categorias do basquetebol no Brasil, como infantil, infanto, cadete, juvenil e sub-21, foi possível apresentar alguns resultados e tecer algumas considerações e posteriormente apresentar indicativos pedagógicos tática ofensiva para as diferentes categorias, considerando os conteúdos e os métodos propostos pelos técnicos e professores, com respaldo da literatura especializada. Em síntese, defende-se para a etapa de especialização, o treinamento dos sistemas ofensivos do basquetebol através do equilíbrio dos métodos que percorre duas fases: a de aperfeiçoamento e a de aprofundamento desportivo no basquetebol, com base na inteligência tática – leitura do jogo. Para isso, desde a etapa de iniciação, pode-se estimular os praticantes a resolução dos problemas “porque fazer e não somente a tarefa motora do como fazer”. Sendo assim, não significa que se descartam os métodos que buscam a “repetição” dos exercícios analíticos, mas recomenda-se a compreensão da estruturação dos métodos para a etapa de especialização, no qual treinamento dos sistemas ofensivos do basquetebol baseia-se na racionalidade da divisão dos conteúdos e métodos respeitando-se os princípios científicos da preparação desportiva e da periodização do treinamento. Para as categorias infanto e cadete;- recomenda-se todos os fundamentos de ataque em grupo, individuais e de forma coletiva em meia quadra e quadra inteira. Quando for a meia quadra, evitar jogadas muito demoradas e valorizar todas as funções. Devem-se utilizar poucos movimentos e contra-ataques. Os principais métodos são as situações de jogo, seguidos de exercícios analíticos e sincronizados e por fim o jogo de 5x5. As competições devem ser utilizadas em nível municipal até o internacional como resultado desportivo em fase de aperfeiçoamento desportivo. Para as categorias juvenis e sub-21;- recomenda-se todos os fundamentos de ataque individuais em grupo e coletivamente em meia quadra e quadra inteira. Quando for a meia quadra, valorizar as potenciais individuais no contexto da tática e, principalmente, o contraataque. Os principais métodos são os exercícios analíticos e sincronizados, seguidos das situações de jogo e por fim o jogo de 5x5. As competições devem ser utilizadas em nível municipal até o internacional como resultado desportivo em fase de aprofundamento já visando aos resultados superiores.

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