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29 mar 2007

Balance in blind impairment subjects with and without physical activity practice

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The aim of this study was to characterize the balance level of blind subjects with regular physical activity (PA) practise, comparing with another group, in function of a sportive modality, type and degree of deficiency and age, and PA. We used “The Berg Balance Scale”, Berg et al. (1992).

Autor(es): Vasconcelos, Olga; Silva, Adília; Botelho, Manuel
Entidades(es): Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Portugal.
Congreso: III Congreso Nacional Ciencias del Deporte
Pontevedra- 29-31 de Marzo de 2007
ISBN: 84-978-84-611-6031-0
Palabras claves: balance, visual impairment, physical activity.

Abstract

The aim of this study was to characterize the balance level of blind subjects with regular physical activity (PA) practise, comparing with another group, in function of a sportive modality, type and degree of deficiency and age, and PA. We used “The Berg Balance Scale”, Berg et al. (1992).The sample: 56 blind subjects, 26 practising PA and 30 which didn’t practise any PA. Each of them realised these exercises: Seated for standing up; Standing and Seated without support; Standing up for seated; Transfers; Standing up with feet together; Lean over with together feet; Pick up an object from the floor; Turn over and look back; Turn 360º; Put the feet on a stool alternately; Standing up with a foot in front of the other; Standing up only supported by one foot. When it was considered the practise of PA, we found balance levels significantly > in the regular PA practitioners, compared with the ones that didn’t practise. Also the football players presented significantly superior values, comparatively with the goalball players. Remains studied variants – deficiency degree, type of deficiency and age – were not found any differences in the balance levels between the PA blind individuals.

1. INTRODUÇÃO

Entende-se a deficiência visual como a perda parcial ou total da capacidade visual, em ambos os olhos, levando o indivíduo a uma limitação na sua performance visual (Munster e Almeida, 2005). Essa perda de visão tem sérias implicações no desenvolvimento geral das características motoras, académicas, intelectuais, psicológicas e sociais do deficiente visual. Para Craft (1990), as características dos indivíduos com deficiência visual podem ser bastantes influenciadas por outros factores, tais como a quantidade de visão disponível e a idade com que se perdeu a visão. No âmbito do desempenho motor, Moura e Castro (1994), menciona as oportunidades de movimento como o factor determinante para o nível de desempenho apresentado pelo deficiente visual. Na opinião de Monteiro (1999), todos os deficientes visuais, pela falta de informações ópticas têm sérios problemas para uma consciente e correcta percepção de equilíbrio, orientação espacial, coordenação e locomoção. No que concerne à capacidade motora estudada (equilíbrio), as pesquisas desenvolvidas por Siegel e Murphy (1970, cit. por Monteiro, 1999), Sweeney (1980) e Bamac et al. (2004) indicam que a prática de actividade física regular permite melhorar os níveis de equilíbrio nos deficientes visuais, reforçando assim a importância do treino precoce do equilíbrio e da postura, de forma a facilitar a adaptação do deficiente visual ao meio envolvente. Em função do exposto, pretendemos conhecer os níveis de equilíbrio dos deficientes visuais praticantes e não praticantes em função da prática de actividade física regular, procurando comparar, no grupo dos praticantes, os valores desta capacidade em função da modalidade desportiva (futebol e goalball). Procurou-se também caracterizar as relações existentes entre o equilíbrio e as seguintes variáveis: tipo de deficiência (congénita e adquirida), grau de deficiência (cegueira e ambliopia) e idade (18 -30 anos e> 30 anos). De acordo com Pereira (1987), em geral, o cego adopta posturas inadequadas pelas seguintes razões: i)Uma utilização inadequada dos esquemas reflexos relacionados com a postura, na medida em que a cegueira causa, frequentemente, distorções em certos mecanismos (reflexos posturais proprioceptivos, reflexo tónico do pescoço), que têm um papel determinante na atitude postural. Estes são exagerados com o intuito de compensar a falta de visão, o que provoca a hipertonia em determinados grupos musculares e hipotonia noutros; ii) Existência de uma concepção inadequada de vertical, uma vez que na marcha os cegos têm tendência de inclinar o corpo para a frente, o que leva à aquisição de concepções erradas sobre o sentido da verdadeira posição vertical do corpo; iii) Um conhecimento limitado da imagem do corpo e uma compreensão limitada dos conceitos do envolvimento afectam a postura do indivíduo com capacidade visual reduzida ou nula. A imagem mental que o indivíduo tem do seu corpo no espaço, tem uma grande importância para a postura. A imagem corporal que o cego tem, projecta o reconhecimento da postura para situações de movimento e mobilidade.

2.OBJECTIVOS

Objectivos Gerais

O presente estudo terá por objectivos gerais: Caracterizar o nível de equilíbrio dos indivíduos deficientes visuais em função da prática de actividade física regular, procurando comparar nos praticantes os valores desta capacidade, em função da modalidade desportiva praticada, tipo de deficiência, grau de deficiência e idade.

Objectivos Específicos

Os objectivos específicos do nosso estudo serão os seguintes: Estudar as diferenças existentes no equilíbrio dos indivíduos deficientes visuais que praticam ou não actividade física regular. Estudar as diferenças existentes no equilíbrio dos indivíduos deficientes visuais praticantes de actividade física regular em função do tipo de modalidade praticada (futebol de cinco ou goalball). Estudar as diferenças existentes no equilíbrio dos indivíduos deficientes visuais praticantes de actividade física regular em função do tipo de deficiência (congénita e adquirida). Estudar as diferenças existentes no equilíbrio dos indivíduos deficientes visuais praticantes de actividade física regular em função do grau de deficiência (cegueira e ambliopia). Estudar as diferenças existentes no equilíbrio dos indivíduos deficientes visuais praticantes de actividade física regular em função do seu intervalo etário [18-30] anos e [>30] anos.

3. MATERIAL E MÉTODOS

Amostra

A nossa amostra foi constituída por dois grupos: Grupo 1 – 27 Indivíduos (1 foi considerado oulier ) do sexo masculino com Deficiência Visual Praticantes de Actividade Física Regular (PAF). Com o propósito de possibilitar uma discussão mais rigorosa dos resultados, esta amostra foi também caracterizada em função da idade, e para tal, subdividimo-la em 2 intervalos etários: [18-30] anos e [>30] anos. Além disso, a amostra caracterizou-se em função do grau (cegueira e ambliopia) e do tipo de deficiência (congénita e adquirida). Para este grupo amostral foi também considerada a seguinte variável independente: modalidade praticada. Em consequência, a amostra foi dividida em duas categorias distintas (i) futebol de cinco e (ii) goalball. Grupo 2 – 30 indivíduos com deficiência visual, não praticantes de actividade física regular(NPAF), 16 do sexo feminino e 14 do sexo masculino, com idades entre 22 e 69 anos.

Quadro 1 – Caracterização da amostra. Número de indivíduos.

Quadro 1 – Caracterização da amostra. Número de indivíduos MITAD QUADRO 1



Instrumentos

De modo a concretizar o objectivo do nosso estudo foi aplicada a Escala de Equilíbrio de Berg, na versão traduzida e adaptada para a língua portuguesa do “The Berg Balance Scale”, de Berg et al. (1992, cit. por Portal Queda dos Idosos, s.d.). O teste é constituído pelas seguintes 14 tarefas, que envolvem quer equilíbrio dinâmico, quer estático: i) Sentado para de pé; ii) Em pé sem apoio; iii) Sentado sem apoio; iv) Em pé para sentado; v) Transferências; vi) De pé com os olhos fechados; vii) Em pé com os pés juntos; viii) Inclinar à frente com os pés juntos; ix) Apanhar um objecto do chão; x) Virar-se para olhar para trás; xi) Girar 360º; xii) Colocar os pés alternadamente num banco; xiii) Em pé com um pé em frente ao outro e xiv) Em pé apoiado num dos pés.

4. APRESENTAÇÃO E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

No Quadro 2 apresentamos as diferenças existentes no equilíbrio dos deficientes visuais praticantes e não praticantes de actividade física regular.

Quadro 2 – Equilíbrio em função da prática de actividade física regular. Nº de casos, média,desvio-padrão, valores de t e de p.

Quadro 2 – Equilíbrio em função da prática de actividade física regular.




No Quadro 3 é apresentado o estudo estatístico descritivo e inferencial do equilíbrio, nos indivíduos deficientes visuais em função do tipo de modalidade praticada (futebol e goalball).

Quadro 3 – Equilíbrio em função do tipo da modalidade praticada (Futebol e Goalball). Nº de casos, média, desvio-padrão, valores de t e de p.

Quadro 3 – Equilíbrio em função do tipo da modalidade praticada




No Quadro 4 é apresentado o estudo estatístico descritivo e inferencial do equilíbrio nos indivíduos deficientes visuais praticantes de actividade física regular em função do grau de deficiência respectivo (Cegueira e Ambliopia).

Quadro 4 – Equilíbrio em função do grau de deficiência (Cegueira e Ambliopia). Nº de casos, média, desvio-padrão, valores de t e de p.

Quadro 4 – Equilíbrio em função do grau de deficiência




No Quadro 5 é apresentado o estudo estatístico descritivo e inferencial do equilíbrio nos praticantes de actividade física regular em função do tipo de deficiência respectivo (Congénita e Adquirida).

Quadro 5 – Equilíbrio em função do tipo de deficiência (Congénita e Adquirida). Nº de casos, média, desvio-padrão, valores de t e de p.

Quadro 5 – Equilíbrio em função do tipo de deficiência




No Quadro 6 é apresentado o estudo estatístico descritivo e inferencial do equilíbrio nos praticantes de actividade física regular em função da idade. No sentido de facilitar o tratamento estatístico dos dados, a amostra foi subdividida em dois intervalos etários: 18-30 anos e > 30 anos de idade.

Quadro 6 – Equilíbrio em função da idade (18-30 anos e > 30 anos de idade). Nº de casos, média, desvio-padrão, valores de t e de p.

Quadro 6 – Equilíbrio em função da idade




No que concerne à actividade física regular, os indivíduos deficientes visuais praticantes possuem comparativamente aos não praticantes, valores superiores de equilíbrio, sendo as diferenças significativas. Os resultados obtidos reflectem de uma forma geral as evidências da nossa revisão bibliográfica. No que diz respeito ao tipo de modalidade praticada, os valores de equilíbrio são significativamente superiores nos futebolistas comparativamente aos praticantes de goalball, não existindo estudos nesta temática específica que permitam comparar os nossos resultados. Relativamente ao grau de deficiência, os valores de equilíbrio são superiores nos indivíduos deficientes visuais praticantes de actividade física regular com ambliopia comparativamente aqueles com cegueira. As diferenças não foram, contudo, significativas. Para o tipo de deficiência, os indivíduos que praticam actividade física regular com deficiência visual adquirida apresentam valores de equilíbrio superiores comparativamente aos que possuem deficiência visual congénita. As diferenças não foram, no entanto, significativas. Finalmente para a idade, os resultados encontrados indicam valores de equilíbrio superiores nos deficientes visuais praticantes de actividade física regular mais novos. As diferenças não são contudo significativas. Os resultados obtidos enquadram-se na falta de consenso sobre influência desta variável no desempenho de equilíbrio desta população.

5. CONCLUSÕES

Tendo em consideração as hipóteses propostas para este trabalho, concluímos que: – Os indivíduos deficientes visuais que praticam actividade física regular possuem, comparativamente aos não praticantes, valores superiores de equilíbrio, sendo as diferenças significativas. A hipótese proposta confirmou-se. – Os indivíduos deficientes visuais praticantes de actividade física regular, que jogam futebol possuem, comparativamente aos que praticam goalball, valores superiores de equilíbrio, sendo as diferenças significativas. A hipótese proposta confirmou-se. – Os indivíduos deficientes visuais praticantes de actividade física regular com ambliopia apresentam, comparativamente aos cegos, valores superiores de equilíbrio, não sendo as diferenças significativas. A hipótese proposta não se confirmou. – Os indivíduos praticantes de actividade física regular com deficiência visual adquirida apresentam, comparativamente aos congénitos, valores superiores de equilíbrio, não sendo as diferenças significativas. A hipótese proposta não se confirmou. – Os indivíduos praticantes de actividade física regular mais novos apresentam, comparativamente aos mais novos, valores superiores de equilíbrio, não sendo as diferenças significativas. A hipótese proposta confirmou-se.

Bibliografía

  • Alves, F. (1993). Os cegos e a prática desportiva. Integrar, (3), 42-45.
  • Craft, D. (1990). Sensory impairments. In Winnick, J. (Ed.). Adapted Physical Education and Sport. Champaing, Illnois: Human Kinetics Publishers Inc, 212-213.
  • Monteiro, A. (1999). Análise da postura e deficiência visual : influência da prática de actividade física organizada de forma regular e sistematizada na postura do deficiente visual. Dissertação de Mestrado em Ciências do Desporto na Área da Actividade Física Adaptada. Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física. Universidade do Porto.
  • Moura e Castro, J. (1994). Estudo da influencia da capacidade de resistência aeróbia na Orientação e Mobilidade do cego. Secretariado Nacional de Reabilitação. Lisboa.
  • Munster, M.; Almeida, J. (2005). Actividade Física e Deficiência Visual. In Costa, R. e Gorgatti, M. (orgs.). Actividade Física Adaptada: Qualidade de vida para pessoas especiais. Editora Manole, 33-51.
  • Silva, M. (1991). Desporto para Deficientes. Corolário de uma evolução conceptual. Dissertação apresentada às provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação Física do Porto. Universidade do Porto.
  • Sweeney, B. (1980). Assessment of body image among blind athletes, sighted athletes, and sighted non-athletes. [On Line]: [Consultado em 14.06.2006]. Recuperado in Sport Discus 1830-1996.
  • Black, B. (1983). The effect of an outdoor experiential adventure program in the development of dynamic balance and spatial veering for the visually impaired adolescent. Therapeutic Recreation Journal, 17 (3), 39-49. [On Line]: [Consultado em 14.06.2006]. Disponível no site: http://web5s.silverplatter.com/webspirs/start.ws?customer=portouniv&databases=%22 &B4
  • Bamaç, B.; Colak, T.; Ozbek, A. (2004). Physical fitness levels of blind and visually impaired goalball team players. Isokinetics and Exercise Science, 12 (4), 247- 252. [On Line]: [Consultado em 14.06.2006]. Disponível no site: http://web.ebscohost.com/ehost/pdf?vid=3&hid=9&sid=2106a7fd-acb3-4ba1-bcd9- 586c9228b06b%40sessionmgr7

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