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8 jun 2012

Factores motivantes y estressantes em el voleibol: Estudio diagnóstico

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Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº13.

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O presente estudo descritivo teve por objetivo verificar os fatores motivantes e estressantes em atletas de voleibol feminino, e também a sua influencia com o tempo de prática. Os sujeitos da pesquisa foram 62 atletas participantes dos 47º Jogos Abertos do Paraná de 2004 integrantes de 8 equipes.
Autor(es): Daniele Fátima Kolln, Jane Maria Remor Magro, Christi Noriko Sonoo, Vanildo Rodrigues Pereira
Entidades(es): Universidade Estadual de Maringá – Brasil
Congreso: III Congreso Internacional de las Ciencias del Deporte
Pontevedra 2007
ISBN:9788461160310
Palabras claves:motivación, estresse, voleibol

Factores motivantes y estresantes en el voleibol: Estudio diagnóstico

Resumen:

O presente estudo descritivo teve por objetivo verificar os fatores motivantes e estressantes em atletas de voleibol feminino, e também a sua influencia com o tempo de prática. Os sujeitos da pesquisa foram 62 atletas participantes dos 47º Jogos Abertos do Paraná de 2004 integrantes de 8 equipes. Utilizou-se o Teste de Carga Psíquica de Frester (1972 apud COSTA, 2003). Destacam-se os seguintes resultados: os fatores que se mostraram como mais estressores foram ser prejudicados pelos juizes, sensação de debilidade física e dormir mal na noite anterior a competição; os que se mostraram como mais motivantes foram pensar constantemente nas metas desejadas, espectadores e adversários desconhecidos. Assim concluiu-se que os fatores que tem influência no rendimento das atletas de voleibol podem ser motivantes ou estressantes dependendo de como cada uma percebe a situação com que se depara.

 

INTRODUÇÃO

No esporte coletivo como no caso do voleibol a preparação emocional dos atletas é tida como o diferencial em competições, uma vez que ela trata de temas como motivação, personalidade, agressão e violência, liderança, dinâmica de grupo, bem-estar psicológico, pensamentos e sentimentos de atletas em esportes de alto rendimento (RUBIO, 1999). Os atletas também adquirem características pessoais pelo fato de praticarem esporte e os atletas das modalidades coletivas como o voleibol tendem mais para extroversão e são mais motivados para estabelecer contatos sociais do que os de modalidades individuais (SAMULSKI, 2002) sendo um universo de trabalho mais amplo por necessitar de uma dinâmica para lidar com um grupo e manter a motivação e a harmonia dos integrantes da equipe (WORLD, 2004). Outras situações difíceis enfrentadas pelos atletas que podem desencadear um processo de estresse são motivos de preocupação com o desempenho das capacidades nos eventos, a importância do evento, incerteza no resultado do evento, custos financeiros e tempo necessário para treinamento, inseguranças em relação ao talento e aos relacionamentos ou experiências negativas fora do esporte (WEINBERG e GOULD, 2001). Os principais fatores motivacionais que influenciam na prática esportiva são a busca da ludicidade, divertimento e aprimoramento de suas habilidades motoras, melhorar as habilidades, passar bem, vencer, vivenciar emoções, desenvolver o físico e o bem estar, assim o tipo de motivação pode definir a orientação de jogar. No caso do voleibol por ser um esporte que requer ações rápidas e precisas, onde a participação integrada de seus jogadores não pode falhar. Esse aspecto, segundo Machado (1997) faz com que o praticante esteja na constante busca do desenvolvimento e manutenção das habilidades específica do voleibol, mantendo assim o seu interesse no esporte. Essa busca em aprender novas habilidades, é a tendência dos esportes por toda a história, e na maioria das civilizações do mundo, não poderiam ser explicadas se eles não trouxessem prazer, alívio de tensões e alegria no desempenho (PAIM, 2004). Assim, o objetivo geral do estudo foi o de analisar a opinião de atletas de voleibol participantes dos 47º Jogos Abertos do Paraná que aconteceram na cidade de Foz do Iguaçu de 10 a 18 de setembro de 2004, quanto aos fatores psíquicos que mais as influenciam no seu comportamento em jogo. Os objetivos específicos foram:

• Identificar a influência do estresse e dos fatores motivantes no comportamento das equipes durante a competição na opinião das atletas durante a competição;

• Identificar o tempo de prática com suas influências positivas no rendimento da atleta na competição;

• Identificar o tempo de prática com suas influências negativas no rendimento da atleta na competição.

Trata-se de um estudo descritivo, que segundo Cervo e Bervian (1983) observa, registra, analisa e correlaciona fatos ou fenômenos sem manipulá-los, procurando descobrir com a precisão possível a freqüência com que um fenômeno ocorre, sua relação e conexão com outros, sua natureza e características. A população foi de atletas do sexo feminino de voleibol divisão “A”, participantes dos Jogos Abertos do Paraná que foram realizados em Foz do Iguaçu, no período de 10 a 18 de setembro de 2004, tendo selecionado entre estes, por conveniência, 62 (sessenta e dois) atletas de 8 (oito) equipes com idade igual ou superior a 17 (dezessete) anos. Foram utilizados neste estudo 2 (dois) instrumentos de medida. Primeiramente utilizou-se um questionário (COSTA, 2003) que coletou dados referentes à idade, tempo de prática da modalidade e o objetivo para o evento em questão. Após foi utilizado o Teste de Carga Psíquica de Frester (1972, apud COSTA, 2003) que procurou identificar os fatores motivantes e estressantes durante a competição. O teste é constituído de 21 (vinte e um) itens que representam estados motivantes ou estressantes para o atleta no evento. Para analisar os itens, os atletas têm 7(sete) respostas possíveis, que variam de -3 (influência muito negativa) até +3 (influência muito positiva). A análise de dados foi feita através da estatística descritiva, utilizando-se média, desvio padrão, freqüência e percentual.

RESULTADOS E DISCUSSÕES

Os fatores estressantes foram agrupados e classificados de acordo com suas médias como pode ser visto no quadro 1.

Quadro 1. Factores motivantes y estressantes em el voleibol: Estudio diagnóstico

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 3

Quadro 1 - Os fatores que mais estressam as atletas de voleibol participantes dos 47 º Jogos Abertos do Paraná.

O fator considerado mais estressante foi “ser prejudicado pelos juizes”. Samulski (2002) diz que o atleta durante a competição pode enfrentar emoções negativas quando outras pessoas impedem o alcance de bons resultados, como por exemplo, uma atitude equivocada da arbitragem. O segundo fator a se mostrar mais estressante na opinião das atletas foi a “sensação de debilidade física”. Muitas pessoas que enfrentam um estresse intenso relatam sofrimento e dores musculares. Os atletas que experimentam níveis elevados de ansiedade-estado podem dizer, “não me sinto bem”, “meu corpo parece não seguir

orientações”, ou “estou tenso”. Em situações críticas são comuns estes comentários, pois os aumentos na ativação e na ansiedade-estado provocam aumentos na tensão muscular (WEINBERG e GOULD, 2001). Um acontecimento que pode gerar a sensação de debilidade física é a ocorrência de lesões em processo de recuperação, pois, a partir do momento da lesão, todas as ações são planejadas para devolver o atleta curado, e isto dentro do menor tempo possível. O terceiro fator apontado como estressante no rendimento foi “dormir mal na noite anterior a competição”. Entre os sintomas e sinais observados em casos de ativação e ansiedade elevados está a dificuldade para dormir. Weinberg e Gould (2001) referem que uma dos sintomas e reações para estados de ativação e ansiedade é a dificuldade para dormir. Os resultados parecem revelar que no caso da arbitragem o atleta se sente estressado quando influências externas o impedem de conquistar o sucesso, e nos casos de debilidade física e noites mal dormidas, são fatores fisiológicos que interferem em fatores psicológicos de maneira estressante. Os fatores motivantes e indiferentes foram agrupados e classificados de acordo com as suas médias como pode ser visto no quadro 2.

Quadro 2. Factores motivantes y estressantes em el voleibol: Estudio diagnóstico

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 3

Quadro 2 - Os fatores que mais motivam

Sendo o fator mais motivante o de “pensar constantemente nas metas desejadas” pode-se dizer que as atletas possuíam uma motivação decorrente de pensar muito nas metas traçadas, mas não se pode afirmar em que tipo de meta elas se concentravam. Sabe-se que a cobrança das equipes para a vitória é grande, mas cada atleta possui sua meta interna, precisando existir uma meta para a equipe, sendo uma solução demonstrar a cada indivíduo um retrato claro da importante contribuição que eles trazem e estabelecer para a equipe toda, metas alcançáveis com cerca de 50% de chance de sucesso, pois as equipes não são facilmente motivadas por objetivos muito fáceis que não trarão orgulho, também ou com metas impossíveis (CRATTY, 1984). O segundo fator a se mostrar mais motivante foi “espectadores”. Faz-se necessário esclarecer que não existe distinção entre espectadores a favor ou contra no teste, então ao analisar este fator deve-se levar em consideração que a performance do atleta não vai depender somente da torcida, seja ela contra ou a favor, o atleta nunca deixa de sofrer influência de alguma assistência, sempre haverá algo ou alguém que estará interferindo ou interagindo em sua vida (CRATTY, 1984), parecendo indicar que as atletas precisam ser prestigiadas para se motivarem.

O terceiro fator apresentado como motivador foi “adversários desconhecidos”. Esta situação pode gerar uma certa expectativa nos atletas e sobre isso Weinberg e Gould (2001) esclarecem que esperar vencer um adversário forte ou realizar com sucesso uma habilidade difícil pode produzir desempenho excepcionais à medida que barreiras psicológicas são superadas. Para os autores parece significar que as criações de expectativas são favoráveis e motivadoras para o desempenho, mas depende do que se espera, vencer ou perder não sendo apenas as expectativas do atleta influentes, as dos técnicos e professores também influenciam.

Quadro 4 – relação entre categorias de tempo de prática e idades das atletas

Quadro 4. Factores motivantes y estressantes em el voleibol: Estudio diagnóstico

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 3

Constatou-se que as atletas mais velhas possuem mais tempo de prática. A idade para atuação de um atleta varia entre as diversas modalidades esportivas, não existe idade cronológica para encerrar a carreira esportiva, o que ocorre é que o processo evolutivo continua, e em determinado momento da carreira são notados sinais de mudanças físicas, técnicas e psicológicas (BECKER, 2000). Nesta verificação pode ser observada a prevalência das mesmas respostas para todas as categorias, embora com níveis de influência diferentes. Outro aspecto da análise dos dados foi de que as respostas encontradas sem relacionar com o tempo de prática foram em sua maioria iguais quando relacionadas a ele. O fator que esteve em todas as categorias, embora em classificação diferentes em cada intervalo, foi “sensação de debilidade física”, mostrando que este é fator muito desconfortante para se manter um bom nível técnico, tático e psicológico.

Quadro 5 – Relação entre o tempo de prática e o grau de influencia negativa no rendimento.

Quadro 5. Factores motivantes y estressantes em el voleibol: Estudio diagnóstico

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 3

Um fato interessante foi de que o fator de erros da arbitragem que esteve presente em todo este estudo como um fator estressante, não apareceu nas respostas das pessoas com mais tempo de prática, parecendo indicar que o maior tempo de prática e de experiência pode levar a uma maturidade psicológica em que os sentimentos parecem estar mais equilibrados. Um dado analisado no quadro 6 é de que os fatores “espectadores” e “pensar constantemente nas metas desejadas” embora se apresentam em todos os intervalos de tempo de prática eles se revezaram entre o primeiro e segundo fator motivante. Estas constatações parecem demonstrar que independente do tempo de prática, estes dois fatores continuam sendo motivantes e provavelmente trazendo resultados positivos.

Quadro 6. Factores motivantes y estressantes em el voleibol: Estudio diagnóstico

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 3

Quadro 6 - Relação entre o tempo de prática e o grau de influencia positiva no rendimento.

Outra constatação observada é que um maior tempo de prática parece garantir uma maturidade psicológica, as médias observadas no intervalo de 13 (treze) a 17 (dezessete) anos de prática se apresentam muito maiores em relação à das outras categorias, parecendo indicar que a experiência faz com que as atletas se concentrem nos fatores motivantes ignorando em parte os fatores estressantes.

CONCLUSÕES

Com relação aos fatores com maior influência negativa foi que “ser prejudicado pelos juizes” é um fator externo que impede as atletas de marcar um ponto, “sensação de debilidade física” fazem as atletas sentirem que seu corpo poderá não corresponder as expectativas por estarem cansadas e “dormir mal na noite anterior a competição” que pode ser resultado de sentimentos de ansiedade.

Quanto aos fatores com maior influência positiva “pensar constantemente nas metas desejadas” revela que a concentração nos objetivos leva a algum tipo de sucesso, “espectadores” que indicam que a influência da torcida é favorável independente de ela ser contra ou a favor, pois o que motiva as atletas é o fato delas serem prestigiadas, e “adversários desconhecidos” que podem gerar expectativas e se estas forem positivas o resultado será a motivação. Com relação aos fatores motivantes e estressantes houve um aumento gradativo na influência negativa, já nos positivos apenas dois fatores se mostraram muito mais influentes que os outros. Outra característica das respostas foi de que aproximadamente metades dos fatores mostraram-se estressantes. Com relação as análises feitas com o tempo de prática, pôde-se constatar que prevaleceram as mesmas respostas, no caso dos fatores estressantes os que mais apareceram nas respostas foram “ser prejudicado pelos juizes” e “sensação de debilidade física” não fugindo das características gerais, com exceção de que a categoria de mais tempo de prática não ter identificado a arbitragem como um dos três fatores mais estressantes demonstrando talvez a maturidade adquirida, e, para os fatores motivantes os que prevaleceram foram “pensar constantemente nas metas desejadas” e “espectadores”, apenas modificando o grau de influência. Para finalizar, chama-se a atenção dos treinadores para a importância do treinamento psicológico dentro de uma equipe, para poder alcançar o sucesso demonstrando que os fatores psicológicos têm muita influência no desempenho técnico e tático.

Referênces

BECKER JR, Benno. Manual de psicologia do esporte & exercício. 1. ed. Porto Alegre: Nova Prova, 2000. ______. (Org.). Psicologia aplicada ao treinador esportivo. Novo Hamburgo: Feevale, 2002.

CERVO, A.L.; BERVIAN, P.A. Metodologia Científica. 3.ed. São Paulo: McGraw do Brasil, 1983.

COSTA, L. C. A. Estudo dos fatores motivadores e estressantes em atletas do campeonato nacional de basquete masculino adulto. 2003. Monografia (Especialização) – Universidade Estadual de Maringá, Maringá, 2003.

CRATTY, Bryant J. Psicologia no esporte. Traduzido por: Olívia Lustosa Bergier. 2. ed. Rio de Janeiro: Prentice-Hall do Brasil, 1984.

MACHADO, Afonso Antonio.(Org.). Psicologia do esporte: temas emergentes 1. 1. ed. Jundiaí: Ápice, 1997.

PAIM, Cristina. Voleibol, que fatores motivacionais levam a sua prática?. Revista Virtual Efartigos. Disponível em: <www.efartigos.com.sapo.pt/esportes/artigo3.html>. Acesso em 8 de jun de 2004.

RUBIO, Kátia. A psicologia do Esporte: Histórico e áreas de atuação e pesquisa. Psicologia, Ciência e Profissão, v.19, n.3, p.60-69, 1999.

SAMULSKI, Dietmar. Psicologia do Esporte. São Paulo: Manole, 2002.

WEINBERG, R.; GOULD, D. Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. 2. ed. Porto Alegre: Artmed, 2001.

WORLD SPORTS MAGAZINE. Entrevista – Maria Regina Ferreira Brandão. São Paulo, 2004. Disponível em: <http://www.sportsmagazine.com.br/11.htm>. Acesso em: 8 de jun. de 2004.

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