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14 jun 2012

Satisfaction with life and physical activity in Portuguese adolescents

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The satisfaction with life represents peoples’ subjective judgments of the quality of their lives. Although a variety of correlates has been revealed including the physical activity, the research on child and adolescent satisfaction with life is scant relative to that of adults.

Autor(es): Marília Moraes
Entidades(es): Universidade do Porto
Congreso: II Congreso Internacional de Ciencias del Deporte
Pontevedra 2008
ISBN:9788461235186
Palabras claves: satisfaction with life, physical activity, adolescence

Satisfaction with life and physical activity in Portuguese adolescents

RESUMEN COMUNICACIÓN/PÓSTER

The satisfaction with life represents peoples’ subjective judgments of the quality of their lives. Although a variety of correlates has been revealed including the physical activity, the research on child and adolescent satisfaction with life is scant relative to that of adults. The purpose of this study was to analyse the levels of satisfaction with life in function of the physical activity of teenagers by gender and age. Were analysed 1080 teenagers (447 boys and 633 girls) between 12 and 20 years that went to schools of different regions of Portugal: North of Continental Portugal and Madeira Island. The variable age was divided in three scales: 12/15, 16/17 and over 17. Physical activity was divided in two categories: physical exercise and sportive practice. To evaluate the physical activity it was used the “Inventário de comportamentos relacionados com a Saúde dos adolescentes” (1). The satisfaction with life was evaluated through a translated and adapted version of “Satisfaction With Life Scale” (2). Main results: the most satisfied with life boys and girls of the three age scales were the ones that were most physically active. This statistically meaningful difference was more especially in function of sportive practice than physical exercise. Summing up, the satisfaction with life relate positively with the physical activity in adolescence.

INTRODUÇÃO

A satisfação com a vida (SV), componente cognitiva do Bem-Estar Subjectivo (BES), refere-se a um processo de julgamento no qual os indivíduos avaliam globalmente a qualidade das respectivas vidas com base em seus próprios critérios (3). O BES é um indicador emergente de qualidade de vida e de inexplorado potencial de causas (3). Apenas recentemente os psicólogos têm voltado a sua atenção para a conceptualização e avaliação do BES em crianças e adolescentes (4, 5). O facto destas idades serem consideradas um marco para a modelação das condutas que prejudicam ou beneficiam a saúde (6), tem incitado o interesse no estudo das relações existentes entre o BES e os comportamentos de saúde nos mais novos. Apesar de ainda escassos, resultados de investigações focadas na componente SV apontam no sentido de uma relação positiva com a actividade física (AF) (7, 8, 9, 10), reconhecida pelo seu papel altamente protector da saúde e promotor do bem-estar na população em geral e, especialmente, nos adolescentes (11, 12, 13, 14, 15,16). Deste modo, o objectivo do presente trabalho consistiu em contribuir para a clarificação da relação entre a SV e a AF dos adolescentes tendo em consideração o sexo e a idade.

METODOLOGIA

Amostra Este estudo contou com a colaboração de 1080 jovens, 41% do sexo masculino (n= 447) e 59% do sexo feminino (n= 633), entre os 12 e os 20 anos de idade. Estes jovens frequentavam escolas do 3º ciclo e do ensino secundário estando representados todos os anos de escolaridade destes ciclos do ensino português. As escolas onde foram recolhidos os dados pertenciam aos distritos do Porto e de Viseu em Portugal Continental e à Ilha da Madeira. Instrumentos Para avaliar os comportamentos de saúde dos jovens, foi utilizado o “Inventário de comportamentos relacionados com a Saúde dos adolescentes” desenvolvido por Corte-Real, Balaguer e Fonseca (1). Dentro dos comportamentos incluídos neste questionário, apenas foi analisado o referente à AF, para o qual foram consideradas as categorias exercício físico – EF (andar de bicicleta, correr, saltar à corda) e prática desportiva – PD (andebol, atletismo, natação, basquetebol, voleibol, futebol, ginástica…). Os adolescentes responderam às seguintes perguntas: “Fora da Escola, com que frequência, intensidade e duração fazes actividades como andar de bicicleta, correr, saltar à corda,…?”, “Com que frequência, intensidade e duração praticas desporto fora da Escola?” Com base nas respostas dos adolescentes, foram criados três grupos diferentes (ver Quadro 1):

• Grupo I, constituído pelos jovens com comportamentos de risco elevado;

• Grupo II, constituído pelos jovens com comportamentos de risco mais moderado;

• Grupo III, constituído pelos jovens com comportamentos protectores da saúde.

Quadro 1. Actividade física e os diferentes níveis considerados neste estudo.

Quadro 1. Satisfaction with life and physical activity in Portuguese adolescents

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Para medir a SV, foi utilizada a Escala de Satisfação com a Vida, que é uma versão traduzida e adaptada da Satisfaction With Life Scale de Diener Emmons, Larsen e Griffin (2). Nesta escala a avaliação é feita através de cinco itens do género: “Na maioria dos aspectos, a minha vida aproxima-se do meu ideal de vida”. A escala de resposta varia entre 1 (discordo completamente) e 5 (concordo completamente).

Variáveis

As variáveis utilizadas no presente estudo foram: o Sexo; a Idade, agrupada em três escalões etários (12/15, 16/17 e >17 anos); a Actividade física, considerando as categorias EF e PD; e a Satisfação com a vida, analisada em função da média das cinco opções de resposta.

Procedimentos estatísticos

O questionário teve leitura óptica no Laboratório de Psicologia da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto através de um programa informático “Teleform”. O tratamento estatístico foi efectuado no programa de análises estatísticas denominado SPSS (Statistical Package for Social Science – Windows) versão 14.0. Na análise dos dados foi utilizada uma estatística descritiva com apresentação das frequências para as variáveis nominais, médias e desvio padrão para as variáveis contínuas. Recorreu-se ainda à análise da variância (Anova) seguida do teste de comparações múltiplas de Scheffé, sendo os níveis de significância considerados os de P< 0,05.

RESULTADOS

Satisfação com vida e Actividade física Exercício físico A análise da SV em função dos níveis de EF, permitiu verificar que: no geral, os adolescentes que praticavam EF regularmente eram os que estavam mais satisfeitos com as suas vidas. No entanto, esta diferença era estatisticamente significativa apenas nas raparigas e nos adolescentes dos 16/17 anos (ver Quadro 2).

Quadro 2. Níveis de SV em função dos níveis de EF na amostra global, por sexos e idades.

Quadro 2. Satisfaction with life and physical activity in Portuguese adolescents

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

Prática desportiva

A análise da SV em função da PD, permitiu verificar que: no geral, os adolescentes que praticavam desporto regularmente eram os que estavam mais satisfeitos com as suas vidas. Esta diferença foi estatisticamente significativa tanto nas raparigas como nos rapazes e nos adolescentes dos três escalões etários (ver Quadro 3).

Quadro 3. Níveis de SV em função dos níveis de PD na amostra global, por sexos e idades.

Quadro 3. Satisfaction with life and physical activity in Portuguese adolescents

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 8

DISCUSSÃO

Os resultados obtidos neste estudo indicam uma forte relação entre a AF e a SV, no sentido de os adolescentes com níveis de EF e PD mais elevados apresentarem valores médios de SV também mais elevados, o que confirma as conclusões de Alves, Corte-Real, Corredeira, Brustad, Balaguer e Fonseca (7). A escassez de trabalhos que analisassem a relação entre a SV e a AF tendo em conta as variáveis sexo e idade fez recorrer a estudos realizados com adolescentes portadores de necessidades educativas especiais (NEE). Deste modo e, na mesma linha dos resultados do presente estudo, Carvalho (8) e Esperança (9), verificaram que os jovens com NEE que praticavam desporto apresentavam valores superiores de SV

relativamente aos que não praticavam qualquer desporto. Comparativamente ao estudo de Carvalho (8), enquanto a autora não encontrou diferenças estatisticamente significativas na SV em função da AF (EF e PD) em rapazes e raparigas, no presente estudo, os adolescentes de ambos os sexos que praticavam desporto regularmente eram significativamente mais satisfeitos com a vida. Também, as raparigas que praticavam algum EF eram as mais satisfeitas com a vida. Relativamente à idade Carvalho (8) verificou, diferentemente do presente estudo, que apenas havia diferenças significativas na SV quanto à PD e nos adolescentes maiores de 17 anos. Já Esperança (9) não constatou diferenças significativas nos valores médios de SV no sexo masculino em função da PD por escalões etários. Verificou, no entanto, que as raparigas dos escalões 12/13 e maiores de 17 anos que praticavam desporto frequentemente eram as mais satisfeitas com a vida.

CONCLUSÕES

• Os adolescentes que praticavam AF (EF / desporto) regularmente ou mesmo de forma reduzida apresentaram sempre valores médios superiores de SV comparativamente aos que não o faziam.

• As diferenças significativas nos valores médios de SV em função da AF foram mais visíveis na PD comparativamente ao EF.

• No presente estudo é realçado que as diferenças por sexo e idade devem ser tidas em conta na criação de estratégias para a formação de adolescentes mais activos fisicamente e mais satisfeitos com a vida.

 

Referencias

1. Corte-Real, N., Balaguer, I. e Fonseca, A. Inventário de comportamentos relacionados com a Saúde dos adolescentes. Porto: Laboratório de Psicologia do Desporto da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, 2004.

2. Diener, E., Emmons, R., Larsen, R. e Griffin, S. The Satisfaction With Life Scale. Journal of Personality Assessment, 49 (1): 71-75, 1985.

3. Diener, E. Subjective Well-Being. Psychologist Bulletin, 95 (3): 542-575, 1984.

4. Huebner, E. Preliminary Development and Validation of a Multidimensional Life Satisfaction Scale for Children. Psychological Assessment, 6 (2): 149-158, 1994. 5. Huebner, E., Suldo, S. e Valois, R. (2003). Psychometric Properties of two Brief of Children’s Life Satisfaction: The Students Life Satisfaction Scale (SLSS) and the Brief Multidimensional Students Life satisfaction Scale (BMSLSS). Paper prepared for the Indicators of Positive Development Conference. March 12-13 [em linha]. [Consult. 14/02/2008]. Disponível em: http://www.childtrends.org/Files/HuebnerSuldoValoisPaper.pdf

6. Rosa Alcázar, A., Méndez Carrillo, F., Parada Navas, J., Rosa Alcázar, E., Andreu Díaz, M. e Rosa Alcázar, M. Educación para la salud. In: Manual de Psicologia de la Salud com Niños, Adolescentes y Familia, J. Ortigosa Quiles, M. Quiles Sebastián, F. Méndez Carrillo (Coords.). Madrid: Ediciones Pirámide, 2003, pp. 265-284.

7. Alves, J. R., Corte-Real, N., Corredeira, R., Brustad, R., Balaguer, I. e Fonseca, A. M. A actividade física e desportiva e a satisfação com a vida. Revista Portuguesa de Ciências do Desporto, 4 (2) (suplemento): 135-136, 2004.

8. Carvalho, L. A actividade física e a satisfação com a vida em adolescentes com necessidades educativas especiais. Porto: L. Carvalho. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto (Documento não publicado), 2005.

9. Esperança, J. Actividade física, comportamentos de saúde e satisfação com a vida. Estudo realizado em Jovens com Necessidades Educativas Especiais de várias escolas do País. Porto: J. Esperança. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da Universidade do Porto (Documento não publicado), 2005.

10. Park, N. The role subjective well-being in positive youth development. The ANNALS of the American Academy of Political and Social Science, 591 (1): 25-39, 2004.

11. Balaguer, I. e Castillo, I. Actividad física, ejercicio físico y deporte en la adolescencia temprana. In: Estilos de vida en la adolescencia, I. Balaguer (Ed.). Valencia: Promolibro, 2002, pp. 37-64.

12. Berger, B. e Motl, R. Physical Activity and Quality of Life. In: Hand Book of Sport Psychology. (2ª ed.), R. N. Singer, H.A. Hausenblas, C.M. Janelle (Eds.). New York: John Wiley and Sous, Inc., 2001, pp. 636-671.

13. Cavill, N. Children and young people – The importance of physical activity. Brussels: European Heart Network, 2001.

14. Cruz, J., Machado, P. e Mota, M. Efeitos Psicológicos do Exercício e da Actividade física. In: Manual de Psicologia do Desporto, J. Cruz. Braga: Sistemas Humanos e Organizacionais, Lda., 1996, pp. 91-116.

15. Serpa, S. Actividade física e benefícios psicológicos uma tomada de posição. Horizonte, 10 (58): 154-156, 1993.

16. U. S. Department of Health and Human Services. Physical Activity and Health. A report of the Surgeon General. Atlanta, GA: U. S. Dept of Health and Human Services, 1996.

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