800 007 970 (Gratuito para españa)
658 598 996
·WhatsApp·

6 may 2010

Estudio del desarrollo motor de escolares de ninõs de 9 y 10 años de edad en ambientes diferenciados

/
Enviado por
/
Comentarios0
El presente estudio tuvo como objetivo analizar el nivel de desarrollo motor de niños de entre 9 y 10 años de edad bajo la influencia de diferentes ambientes (escuelas públicas y privadas). La muestra total se constituyó de 231 niños, siendo 156 de instituciones…

 
Autor(es): Patrícia Moreira Fernandes; Suzana Maria de Souza Bravo; Juliana Cerqueira Capelini; Vanildo Rodrigues Pereira
Entidades(es): Centro de Ciências de la Salud – UEM – Universidade Estadual de Maringá/Brasil
Congreso: III Congreso Internacional de Ciencias del Deporte y Educación Física
Pontevedra- 6-8 de Mayo de 2010
ISBN: 978-84-613-8448-8
Palabras claves: desarrollo motor; ambientes escolares; clases sociales.

Resumen

El presente estudio tuvo como objetivo analizar el nivel de desarrollo motor de niños de entre 9 y 10 años de edad bajo la influencia de diferentes ambientes (escuelas públicas y privadas). La muestra total se constituyó de 231 niños, siendo 156 de instituciones de la red pública y 74 de la red privada. Se utilizó como instrumentos de medida el Test ABC de Movimiento, de Henderson y Sugden (1992), para identificar el nivel de desarrollo motor de los niños y, el Criterio de Clasificación Económica de Brasil (ABEP, 2003) para identificar la clase económica de los niños. En la mayoría de los resultados la escuela privada fue superior en relación a la del estado en el desarrollo motor, sin embargo, los resultados significativos fueron encontrados sólo en el desarrollo motor típico de los alumnos de 10 años y, para los varones, de la escuela privada. Estos resultados indican que el desarrollo motor de los escolares de la red privada fue superior, aunque no significativa cuando se asoció el nivel de desarrollo motor con las clases sociales. Así, se entiende que son necesarios estudios para verifiquen los contenidos enseñados en las clases de educación física, en los entornos escolares y su influencia en el desarrollo motor de los niños.

INTRODUÇÃO

A criança encontra na motricidade o meio pelo qual ela interage de forma dinâmica no ambiente físico e social. Assim, o desenvolvimento motor relaciona-se ao próprio físico e às capacidades de movimento do indivíduo (HAYWOOD & GETCHELL, 2004). O ato de explorar o movimento no brincar e o poder da imaginação das crianças são percebidos no cotidiano do mundo infantil, elas trazem consigo a facilidade de improvisar e experimentar brincando, o que gera uma diversidade de movimentos no seu repertório motor (SOUZA; FERREIRA; CATUZZO & CORRÊA, 2007). No processo de aquisição e aprimoramento das habilidades motoras, a meta almejada é a prática de ações coordenadas e controladas, desde a realização das atividades do dia-a-dia até as habilidades mais complexas, uma vez que ao final do processo de coordenação de movimentos, aqueles que antes eram simples foram refinados e aprimorados alterando o sistema motor para uma unidade controlável, na interação do organismo com o ambiente e a tarefa (COSTA & VIEIRA, 2000). Entretanto, é possível observar crianças que apresentam certas dificuldades de movimento ao interagir com o meio onde vivem. Ações simples como manusear talheres, escrever, receber uma bola, constituem grandes desafios para as crianças, causando um forte impacto no desenvolvimento do indivíduo, que extrapolam o âmbito motor e influenciam o desempenho escolar, o desenvolvimento social e psicológico (SILVA; DANTAS; CATUZZO; WALTER; MOREIRA & SOUZA, 2006). Crianças que apresentam atrasos motores tendem a evitar a experiência que demande uma coordenação motora ótima. Muitos termos têm sido usados para denominar esse problema, tais como: desajeitados, por aqueles da área médica; inábil, pelos profissionais da área da educação. Na década de 1980 a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação de Psiquiatria Americana (APA) reconheceram essa condição e nomearam de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) que ocorre quando há atraso no desenvolvimento de habilidades motoras ou dificuldade para coordenar os movimentos, resultando em incapacidades para a criança desempenhar as atividades diárias (MISSIUNA, 2003). Desta forma, pretende-se analisar o desempenho motor de crianças de 9 e 10 anos de idade em ambientes diferenciados. Objetivando verificar o nível de desempenho motor dos escolares participantes do estudo; identificar crianças com características de TDC; identificar o nível de desempenho motor relacionado ao gênero e a idade das crianças selecionadas; comparar o nível de desempenho motor das crianças em ambientes escolares distintos, relacionados a idade, ao gênero e ao total de participantes e por fim, verificar a possível associação entre o nível de desempenho motor entre as crianças do estudo, das escolas públicas e particulares com o Critério de Classificação Econômica do Brasil (ABEP, 2003). Estes objetivos surgem a fim de averiguar possíveis diferenças no desempenho motor de crianças por influência da sua vivência motora no ambiente escolar. Para tanto, será identificado às crianças que apresentam Desenvolvimento Motor Típico, aquelas que se encontram na Zona de Perigo, e as que apresentam características do TDC.

MATERIAL E MÉTODO

O presente estudo caracteriza-se como do tipo descritivo-diagnóstico conforme Cervo & Bervian (1983) e Barros & Lehfeld (2000). Foram selecionadas 230 crianças com idade de 9 e 10 anos matriculados no ensino fundamental de escolas públicas e particulares do município de Maringá – Paraná, sendo 156 de instituições da rede pública e 74 da rede particular. Utilizou-se como instrumentos de medidas o Teste ABC do Movimento de Herderson & Sudgen (1992), para identificar e diagnosticar o desempenho motor das crianças e o Critério de Classificação Econômica do Brasil, para identificar a classe econômica dos alunos. A normalidade da distribuição dos dados foi verificada com o teste de Shapiro-Wilk. Não houve distribuição normal dos dados, então, utilizou-se mediana (MD) e 1º e 3º quartis (1º/3ºQ) para caracterizar os grupos e testes não paramétricos para as comparações das variáveis numéricas. Para as variáveis categóricas, utilizou-se freqüência e percentual para a caracterização dos grupos. A significância adotada foi de 5%. Para a comparação entre os grupos de idade, gênero e ao total de participantes de escolas publicas e particulares utilizou-se o Teste de Mann-Whitney. E, por fim, para averiguar a associação entre as variáveis categóricas do desempenho motor (DMT, ZP e TDC) e do Critério de Classificação Econômica do Brasil – ABEP (Pobre, Média e Alta) optou-se pelo Teste Qui-quadrado de Tendência 3×3, com correção pelo Teste Exato de Fisher.

RESULTADOS

A tabela 1 apresenta os resultados referentes ao desempenho motor encontrado.

Tabela 1 – Desempenho motor dos grupos e do total dos escolares do estudo em percentual.

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 1

3.

 

Considerando cada grupo escolar, a escola pública apresentou 46,0% das crianças com DMT e a particular 69,0%, sendo o percentual maior o mais próximo do esperado. Um pouco mais da metade (53,0%) tem desenvolvimento motor típico, enquanto que um ótimo resultado seria aquele em que fosse atingido 100,0%. Na escola pública, 19,0% dos alunos estão na ZP e na particular 17,5%, apresentando resultados equiparados, sendo no geral 18,5% das crianças em situação de risco. Quanto ao TDC, identificou-se 35,0% dos escolares da escola pública e 13,5% da particular. Encontrou-se alunos com transtorno do desenvolvimento da coordenação em ambas, que juntas somaram 28,5%. Quanto ao desempenho motor relacionado ao gênero e a idade das crianças selecionadas, com relação ao desenvolvimento motor típico (DMT), o desempenho motor dos escolares particulares prevaleceu sobre os públicos nos gêneros e idades, situando-se em ordem decrescente, o gênero feminino 10 anos (84,6%), o masculino 10 anos (76,9%), o masculino 9 anos (57,9%) e o feminino 9 anos (56,3%), e a partir dessas porcentagens encontramos os escolares estaduais, o gênero masculino 9 anos (53,8%), o masculino 10 anos (50,0%), o feminino 10 anos (40,4%) e o feminino 9 anos (36,7%). Observou-se que o transtorno do desenvolvimento da coordenação (TDC) prevaleceu nas escolas públicas e no sexo feminino, pois os maiores percentuais foram de 46,6% (feminino 9 anos) e 38,3% (feminino 10 anos), seguidos pelos sexo masculino, 30,8% (9 anos) e 27,5% (10 anos). Na escola particular, seqüencialmente tem-se 26,3% (masculino 9 anos), 18,7% (feminino 9 anos), 7,7% (masculino 10 anos) e a obtenção do melhor resultado, que foi 0,0% nas meninas com 10 anos. Na associação do desempenho motor de todos os alunos participantes do estudo entre os diferentes ambientes (pública e particular), verificou-se que a única associação significativa encontrada, também é relativa ao desenvolvimento motor típico (DMT), e mais uma vez a escola privada se sobressaiu. A tabela 2 associou o desempenho motor entre as crianças de cada ambiente escolar com o Critério de Classificação Econômica do Brasil (ABEP, 2003), uma vez que esse questionário foi respondido pelos pais dos alunos participantes do estudo.

Tabela 2 – Associação do desempenho motor entre as crianças do estudo, das escolas públicas e particulares com o Critério de Classificação Econômica do Brasil (ABEP, 2003).

Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº 1

3.

 

Pelo teste de Qui-quadrado, constatou-se que não existiram diferenças significativas (p<0,05) entre o desempenho motor e as classes sociais, verificando-se que o desempenho motor da criança independe da sua classe social. Essas comparações foram feitas utilizando sempre duas categorias, ou seja, duas classes sociais, devido ao fato do teste utilizado não considerar os números zeros. Assim, considera-se não haver alunos de 9 e 10 anos da escola pública na classe alta, e, alunos de 9 anos da escola particular na classe pobre; quanto aos alunos de 10 anos da escola particular, o teste não teve validade pois não se apresentaram duas categorias para comparação, tendo sido de zero nas classes pobre e média. Ao associar o desempenho motor entre as crianças de cada ambiente escolar com o Critério de Classificação Econômica do Brasil (ABEP, 2003), constatou-se que não existiram associações entre o desempenho motor e as classes sociais, verificando-se que o desempenho motor das crianças desta amostra independe da sua classe social.

DISCUSSÃO

No processo de desenvolvimento e aprendizagem do ser humano existe uma variedade de informações que contribuem para a sua formação e são provenientes de estímulos internos e externos, assim, a oportunidade de experiências motoras, a convivência social e a interação do indivíduo com o ambiente, são importantes na construção de um repertório de conhecimentos fundamentais que servem como base das estruturas responsáveis pela aprendizagem das habilidades mais complexas e para a realização das atividades do dia-a-dia (LADEWIG & MEDINA, 2006). De acordo com DSM-IV-TR (2002), a prevalência estimada na população infantil entre 5 e 11 anos de idade para o Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) é de 6%. No Brasil, apesar de poucas pesquisas terem sido realizadas, alguns estudiosos já estão se preocupando em identificar as dificuldades motoras de crianças. O estudo de Higara; Pimenta & Pellegrini (2006) teve como objetivo identificar crianças com TDC em uma escola pública de São Paulo, indicando 8,5% com o transtorno do desenvolvimento da coordenação e 11,3% em situação de risco. Outro estudo constituído por crianças de 7 e 8 anos de idade matriculadas na rede pública de ensino da cidade de Florianópolis, realizado por França (2008), identificou 10,8% com o TDC e 12% na zona de perigo. No entanto, os resultados encontrados para as crianças da rede pública e particular de ensino de Maringá foram além dessa estimativa, observando-se que, na amostra dos alunos da escola pública, 35,0% (n=55) das crianças demonstraram dificuldades motoras indicando o Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação, e na escola particular essa freqüência foi de 13,5% (n=10). A amostra total indicou que 28,5% (n=65) das crianças participantes do estudo apresentam o TDC, excedendo o cálculo proposto pelo Manual Diagnóstico e Estatística de Transtorno Mental da Associação de Psiquiatria Americana (DMS-IV-TR, 2002). Outro trabalho relacionado ao TDC, realizado na cidade de Maringá, indicou que as crianças de 7 anos apresentaram maior prevalência para o TDC, com 16,4%, seguidos das crianças de 10 anos, 13,5%, 9 anos, 11,0% e 8 anos com, 5,2%, resultando no total de 11,4% das crianças com TDC, 10,5% apresentaram-se em ZP e 78,1% apresentaram DMT (BUZZO, 2009). Os resultados do presente trabalho, demonstraram que as crianças da escola particular apresentaram melhor desenvolvimento motor típico, evidenciando um melhor desempenho para a idade de 10 anos e depois a idade de 9 anos, tanto para o gênero masculino quanto feminino. Na escola pública, o melhor desempenho foi obtido pelo gênero masculino de 9 e 10 anos de idade, seguido pelo feminino de 10 e 9 anos respectivamente . Collet et al., (2008), ao analisarem o nível de coordenação motora de escolares da rede estadual da cidade de Florianópolis, observaram que o grupo masculino possuiu níveis mais elevados de coordenação motora do que o feminino, essa diferença deve-se muitas vezes, à diversidade de oportunidades no meio escolar e familiar e, de acordo com Valdivia et al., (2008) ao maior envolvimento do grupo masculino em práticas de atividades físico-motoras. Ao comparar a idade e o gênero entre a escola pública e a particular, encontraram-se diferenças estaticamente significativas apenas no que diz respeito ao desenvolvimento motor típico (DMT), onde o desenvolvimento dos escolares de 10 anos e do sexo masculino da escola particular foi superior aos da pública. Ao comparar o desempenho motor do total de escolares do estudo, a única diferença significativa encontrada foi quanto ao desenvolvimento motor típico (DMT), e mais uma vez os alunos da escola privada revelaram melhores resultados. De acordo com Gallahue & Ozmun (2003), as crianças de 9 e 10 anos estão na fase de movimentos especializados (estágio transitório), considerando que neste estágio o indivíduo começa a combinar e a aplicar habilidades motoras fundamentais ao desempenho de habilidades especializadas. Nesse sentido, justificam-se as poucas diferenças significativas encontradas nesse estudo, podendo-se concluir que o ambiente escolar diferenciado (pública x particular) não apresenta influências diretas no desenvolvimento motor da criança, em relação às escolas participantes do estudo. Nesse estudo, não se optou por analisar em qual habilidade a criança apresenta maiores dificuldades (habilidades manuais, com bola e de equilíbrio), mas ateve-se ao resultado global de classificação quanto ao desempenho motor das crianças (desenvolvimento motor típico, zona de perigo, transtorno do desenvolvimento da coordenação). No entanto, por meio do teste ABC do movimento de Henderson & Sugden (1992), tanto os resultados específicos quanto as habilidades podem ser contemplados. Assim, vários estudos consultados verificaram as dificuldades encontradas pelas crianças no que diz respeito as diferentes habilidades (BUZZO, 2009; SOUZA; FERREIRA; CATUZZO; CORRÊA, 2007& FRANÇA, 2008). Durante o crescimento e desenvolvimento, fatores relacionados ao nível socioeconômico como a renda familiar, alimentação, nível educacional dos pais, condições de moradia, entre outros, influenciam as crianças e podem trazer alterações no processo de crescimento podendo afetar o desempenho motor (MALINA & BOUCHARD, 1991; OLIVEIRA, 2006 apud FACHINETO; RIBEIRO & TRENTIN, 2009). Na tentativa de associar o desempenho motor de crianças nos diferentes ambientes escolares com o critério de classificação econômica Brasil (ABEP, 2003), observou-se que não foram constatadas diferenças significativas entre o nível de desempenho motor e as classes sociais, verificando-se que o desempenho motor da criança independe da classe social da mesma. Dessa forma, para a idade de 9 anos e 10 anos da escola pública, o desempenho motor dos alunos independe se a criança é de classe pobre ou média e, para a idade de 9 anos da escola particular, independe se a criança é da classe média ou alta. Então, com a análise dos resultados anteriores percebe-se que os valores significativos encontrados foram quanto ao desenvolvimento motor típico da criança, sendo que a escola particular se sobressaiu em relação à pública. Essa diferença tem sido explicada pela literatura por Malina & Bouchard (1991), o qual afirma que crianças de classes sociais inferiores podem apresentar relativa superioridade em determinados comportamentos motores por viverem em ambiente de maior liberdade.

CONCLUSÕES

Este estudo foi realizado com vistas a analisar o nível de desempenho motor de crianças de 9 e 10 anos de idade, sob a influência de ambientes diferenciados. Quanto ao desempenho motor das crianças, relacionadas ao Desenvolvimento Motor Típico (DMT), risco de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (Zona de Perigo – ZP) e Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC), considerando cada grupo escolar, foi possível concluir que as crianças da rede particular obtiveram um percentual superior no DMT (69,0%), sendo de 46,0% o das crianças da rede pública. Quanto aos alunos na ZP, os resultados foram semelhantes, o que permite destacar tais resultados em relação ao TDC, demonstrados por 35,0% dos escolares da escola pública e 13,5% da particular. E o resultado esperado seria muito inferior em cada escola, pois ambos estão muito acima do que a literatura evidência, ou seja, uma prevalência estimada na população infantil entre 5 e 11 anos de 6% (DSM – IV, 2002). Esse alto percentual indica níveis desfavoráveis na aquisição e aprimoramento das habilidades motoras, podendo prejudicar o processo de desenvolvimento motor das crianças. Tais valores constituem, portanto, um forte sinal de alerta. Em relação ao nível de desempenho motor dos escolares quanto a idade e ao gênero, constatou-se que as crianças da escola particular apresentaram resultados quanto ao DMT, ZP e TDC melhores aos das escolas públicas nos dois fatores (gênero e idade). Logo, optou-se por realizar a comparação do nível de desempenho motor quanto a idade e ao gênero dos sujeitos de cada escola. Pode-se observar que apenas dois resultados foram considerados significativos, ambos no que diz respeito ao DMT, prevalecendo a escola particular sobre a pública, surpreendendo as expectativas quando levados em consideração os percentuais apresentados no estudo, uma vez que o esperado seria um maior número de resultados significativos. Assim, o DMT dos alunos de 10 anos e do gênero masculino foi destacado como superior na rede privada. No entanto, ao relacionar o desempenho motor dos escolares com o nível socioeconômico, não foram encontradas diferenças significativas, permitindo-se concluir que o desempenho motor das crianças independe a que classe social ela pertence. Diante do exposto sugere-se aos profissionais da área, a adoção de programas de intervenção que considerem a alta prevalência de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação entre as crianças, sendo importante também a intervenção para com aquelas que estão se encontram na zona de perigo, pois estas podem com o passar do tempo vir a ter um desenvolvimento motor típico, no entanto, as chances maiores são para que elas manifestem características do Transtorno do desenvolvimento da Coordenação, uma vez que as dificuldades motoras influenciam diretamente no desenvolvimento global do indivíduo. Podem ser feitos estudos para analisar as habilidades em que a criança apresenta maiores dificuldades, pois várias pesquisas encontradas apresentaram essa análise, que se faz possível por meio do teste utilizado, ABC do Movimento, e entende-se ainda, que são necessários estudos que verifiquem os conteúdos ministrados nas aulas de educação física nas escolas, de modo que possa ser analisada a sua influência sobre o desempenho motor das crianças.

Bibliografía

  • ABEP – Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (2003). CRITÉRIO de Classificação       Econômica Brasil.
  • Barros, A.J.S; Lehfeld, N.A.S. (2000). FUNDAMENTOS da Metodologia Científica: um   guia para iniciação científica. 2. ed. São Paulo: Pearson Makron Books.
  • Buzzo, V.A.O. (2009). O DESEMPENHO motor e a Percepção de Competência de Escolares com idade entre 7 e 10 anos. Dissertação de Mestrado. Programa pós-graduação em Educação Física UEM/UEL.
  • Cervo, A. L. Bervian, P.A. (1983). METODOLOGIA científica: para uso dos estudantes universitários. 3. ed. São Paulo: McGraw-Hill do Brasil.
  • Collet, C.; Folle, A.; Pelozin. F.; Botti, M.; Nascimento, J. V. (2008). NÍVEL de coordenação motora de escolares da rede estadual da cidade de Florianópolis. Rev. Motriz, 14, 4, 373-380. Rio Claro.
  • Costa, P. H. L, Vieira, M. F. (2000). REVISITANDO Bernstein: uma linguagem para o estudo da coordenação de movimentos. Rev. Bras. de Biomecânica. 01 (01), 55-61.
  • DSM-IV-TR. (2002). MANUAL Diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Trad. Cláudia Dornelles. 4. ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
  • Fachineto, S.; Ribeiro, A.J.P.; Trentin, A.P. (2009) COMPOSIÇÃO corporal e desempenho motor em crianças de baixa renda. In: Revista Digital. 133. Año 14. Buenos Aires.
  • França, C. (2008). DESORDEM Coordenativa Desenvolvimental em crianças de 7 e 8 anos de idade. Dissertação de Mestrado. Universidade do estado de Santa Catarina – UDESC. Florianópolis.
  • Gallahue, D. L., Ozmun, J. C. (2003). COMPREENDENDO o Desenvolvimento motor: bebês, crianças, adolescentes e adultos. 3 ed. São Paulo: Phorte.
  • Haywood, K. M, Getchell, N. (2004). DESENVOLVIMENTO Motor ao Longo da Vida. 3. ed. Porto Alegre: Artmed.
  • Henderson, S. E,Sugden, D. A. (1992). MOVEMENT Assessment Battery for Children. London: Psychological Corporation.
  • Hiraga, C.Y., Pimenta, C.M., Pellegrini, A.M. (2006). CRIANÇAS com dificuldade de coordenação motora na periferia de uma cidade do interior de São Paulo. In. Anais do III Congresso Brasileiro de Comportamento Motor, UNESP, Rio Claro.
  • Ladewig, I., Medina, J. (2006). DICAS de aprendizagem no ensino do rolamento peixe para criança com transtorno do desenvolvimento da coordenação. Dissertação de Mestrado. Universidade Estadual de Londrina: Londrina.
  • Malina, R.M., Bouchard, C. (1991). CRESCIMENTO de crianças latino-americanas: comparações entre os aspectos sócio-econômico, urbano-rural e tendência secular. Rev. Brasileira de Ciência e Movimento. 4, 3, 46-75.
  • Missiuna, C. (2003). CRIANÇAS com Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação: em casa e na sala de aula. Trad. Lívia Magalhães. CanChild, Centre for Childhood Disability Research. 2003. Disponível em: < http://www.canchild.ca/portals/0/reports/pdf/DCDportuguese.pdf>. Acesso em: 03 jul.2008.
  • Silva, J. A. O., Dantas, L. E., Catuzzo, M. T., Walter, C., Moreira, C. R. P., Souza, C. J. F. (2006). TESTE MABC: aplicabilidade da lista de checagem na região sudeste do Brasil. Rev. Port. Cien. Desp. 7, 3, 356-361.
  • Souza, C., Ferreira, L., Catuzzo, M. T., Corrêa, U. C. (2007). O TESTE ABC do movimento em crianças de ambientes diferentes.Rev. Port. Cien. Desp. 7, 1, 36-47.
  • Valdivia, A.V., Cartagena, L.C., Sarria, N.E., Távara, I.S., Seabra, A.F.T., Silva, R.M.G., Maia, J.A.R. (2008). COORDIACIÓN motora: influencia de La idad, sexo, estatus socio-economico y niveles de adiposidad em niños peruanos. Rev. Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano. Florianópolis, 10, 1, 25-34, 2008. Disponível em: http://www.rbcdh.ufsc.br/DownloadArtigo.do?artigo=403. Acesso em: 16 set 2009.

Responder

Otras colaboraciones