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25 nov 2013

Orientação motivacional de alunos em atividades curriculares desportivas.

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Contenido disponible en el CD Colección Congresos nº23.

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O objetivo deste estudo foi analisar se a orientação motivacional está direcionada para tarefa ou ego, frente à aprendizagem das modalidades esportivas coletivas que integram as turmas de Atividades Curriculares Desportivas.
Autor(es): Vinicius de Carvalho, Ademir De Marco, Vinicius B. Hirota, Denise A. Corrêa, Lílian A. Ferreira, Carlos E. L. Verardi
Entidades(es): Universidade Estadual Paulista, Faculdade de Educação Física, Universidade Presbiteriana Mackenzie
Congreso: XIV Congreso Internacional sobre la Psicología del deporte
Pontevedra, 14 al 16 de Noviembre de 2013
ISBN: 978-84-939424-6-5
Palabras Clave: motivação, modalidades coletivas, atividades curriculares desportivas.

Orientação motivacional de alunos em atividades curriculares desportivas.

Resumo:

O objetivo deste estudo foi analisar se a orientação motivacional está direcionada para tarefa ou ego, frente à aprendizagem das modalidades esportivas coletivas que integram as turmas de Atividades Curriculares Desportivas. A amostra foi constituída por 90 escolares, do sexo masculino (n=53) e feminino (n=37), entre 9 e 19 anos de idade participantes das turmas das Atividades Curriculares Desportivas (ACD) das Escolas da Rede Estadual de Ensino do Município de Bauru – SP. Nas seguintes modalidades coletivas: futsal, voleibol e basquetebol. Foi utilizada TASK AND EGO ORIENTATION IN SPORT QUESTIONAIRE (TEOSQ. Esta escala de múltipla escolha, estruturada numa escala do tipo Likert de 5 (cinco) pontos e permite identificar a orientação motivacional e verificar se orientação motivacional está dirigida para a meta tarefa ou para a meta ego. Conforme observado, a amostra pesquisada é mais orientada para tarefa (4,33 ± 0,80) do que para o ego (2,30 ± 1,13). Em uma análise da geral, entende-se que os entrevistados de ambos os sexos (masculino e feminino) são orientados para Tarefa. Tendo em vista que os resultados apresentaram diferença estatisticamente significante (p=0,00) entre Tarefa e Ego. Conclui-se que, os alunos do sexo masculino e feminino das Turmas de Atividades Curriculares Desportivas (ACD’s), apresentam característica de orientação motivacional para a tarefa.

Introdução

Para Frejomil e Casal (2010) a motivação é baseada em estados emocionais que se relacionam com a expectativa de mudança da situação afetiva. Sendo assim, as explicações para as ações se baseiam na ideia de que a ação é determinada pelas expectativas e avaliações de seus resultados e pelas suas consequências.  A motivação pode ser caracterizada como um processo ativo, intencional e dirigido a uma meta, o qual depende da interação de fatores pessoais (intrínsecos) e ambientais (extrínsecos). A motivação dirigida pelos motivos pessoais como intrínseca e a dirigida por motivos externos como extrínseca (Samulski, 2002). Os aspectos motivacionais são os principais fatores para a realização de toda e qualquer atividade seja ela no plano motor ou cognitivo, permitindo a máxima eficiência da aprendizagem. Podemos considerar que a chave da motivação está na satisfação que o indivíduo obtém do seu comportamento (Verardi & De Marco (2007). O indivíduo que possui a motivação extrínseca se motiva por meio de troféus, medalhas, dinheiro, isto é, por recompensas externas. Já o individuo que possui a motivação intrínseca se esforça interiormente para ser competente, é autodeterminado em busca de dominar a tarefa proposta, gosta de aprender o maior numero habilidades possíveis e aprecia a competição (Weinberg & Gould, 2008; Tekin, et al, 2012). A motivação se torna para Samulski (2002) um dos elementos chave para realização de atividade física, independente da faixa etária do individuo. Ela está presente em qualquer nível de habilidade e também qualquer movimento corporal realizado. Ao associar os aspectos motivacionais, referindo-se ao tipo de orientação motivacional que os alunos podem apresentar, verifica-se que esta pode se apresentar em duas direções, não excludentes e diferenciadas em intensidade, a orientação para tarefa e a orientação para o ego (Duda, 1992). Conhecer quais os motivos que direcionam os alunos às práticas esprtivas pode melhorar o seu desempenho nas atividades e contribuir com o processo de ensino e aprendizagem, já que a aprendizagem e a motivação são fenômenos interdependentes no ser humano (Berleze, Vieira & Krebs, 2008). Diante desse contexto, este estudo consistiu em analisar o tipo de orientação motivacional presente nos alunos das Turmas de Atividade Curriculares Desportivas (ACD) das Escolas Públicas de Ensino Fundamental pertencentes a Rede de Ensino da a uma cidade de Bauru/São Paulo, Brasil. Estas práticas são oferecidas em diversas escolas do município, compreendendo as modalidades de atletismo, basquetebol, capoeira, damas, judô, tênis de mesa, voleibol, xadrez e futsal.

Método

Amostra Constituída por 90 escolares, do sexo masculino (n=53) e feminino (n=37), entre 9 e 19 anos de idade participantes das turmas das Atividades Curriculares Desportivas (ACD) de escolas da rede pública estadual de um município do interior do estado de São Paulo – Brasil, nas modalidades coletivas de futsal, voleibol e basquetebol.

Procedimentos A coleta de dados foi realizada em quatro escolas, inicialmente foi mantido contato direto com a Diretoria Regional de Ensino do Município a que as Escolas pertencem, com o objetivo de obtenção da devida autorização para a realização deste estudo.  Após a concessão da permissão, foi realizado contato com os respectivos Diretores das Escolas selecionadas para a realização da coleta de dados. Após preencherem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e confirmarem a participação espontânea na pesquisa, os alunos responderam a uma Ficha de Avaliação Demográfica e posteriormente ao  Questionário do Esporte de Orientação para Tarefa ou Ego.

Instrumento Foi utilizada TASK AND EGO ORIENTATION IN SPORT QUESTIONAIRE (TEOSQ): Questionário do Esporte de Orientação para Tarefa ou Ego. Escala de motivação desenvolvida por Duda (1992), a qual foi traduzida, adaptada e validada no Brasil por Hirota e De Marco (2006). Esta escala de múltipla escolha, estruturada numa escala do tipo Likert de 5 (cinco) pontos e permite identificar a orientação motivacional e verificar se orientação motivacional está dirigida para a meta tarefa ou para a meta ego.

Análise dos Dados O calculo do Coeficiente Alfa de Cronbach foi aplicado a fim de verificar a consistência interna dos itens da escala, e verificar se a mesma apresenta validade e fidedignidade. Para a análise quantitativa, foram utilizados os seguintes métodos estatísticos: cálculos de estatísticas descritivas (média, desvio padrão, mediana, moda); teste não paramétrico de Mann-Whitney, para verificar se houve diferença significativa entre os valores da orientação motivacional para tarefa e ego e entre os sexos. Para verificar se houve correlação entre a orientação motivacional para tarefa e ego, foi utilizado o coeficiente de correlação do teste de Sperman’s. Em todos os testes estatísticos foi adotado um nível de significância de 0,05.

Resultados e Discussão

Uma das hipóteses iniciais do presente estudo foi de que os alunos do sexo masculino e feminino se motivam para tarefa nas Turmas de Atividades Curriculares Desportivas (ACD). Tal hipótese foi confirmada, pois, ao analisar os resultados observou-se que, tanto meninos como as meninas são orientados para tarefa.

Tabela 1 Estatísticas descritivas relativas a orientação motivacional (tarefa e ego) do sexo masculino e feminino (n=90). Valor P relativo ao Teste de Mann-Whitney.

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* diferença significativa (P<0,05) Conforme é observado na tabela 1, a amostra pesquisada é mais orientada para tarefa (4,33 ± 0,80) do que para o ego (2,30 ± 1,13). Cabe destacar também, os valores de Mediana para Tarefa (4) e os valores de Moda para Tarefa (5). Em uma análise da geral, entende-se que os entrevistados de ambos os sexos (masculino e feminino) são orientados para Tarefa. Tendo em vista que os resultados apresentaram diferença estatisticamente significante (p=0,00) entre Tarefa e Ego. Este resultado corrobora aos estudos de Miranda et al (2006), Hirota et al (2006) e Hirota e Tragueta (2007) que também apresentaram resultados de motivação orientada para tarefa. Samulski (2002) caracteriza a motivação como um processo ativo, intencional e dirigido a uma meta, o qual depende da interação de fatores pessoais e externos. A motivação dirigida pelos motivos pessoais é dada como intrínseca (tarefa) e por motivos externos como extrínseca (ego). Assim se caracteriza o indivíduo que possui a motivação extrínseca, como o qual que se motiva por meio de troféus, medalhas, dinheiro, isto é, por recompensas externas. Já o individuo que possui a motivação intrínseca se esforça interiormente para ser competente, é autodeterminado em busca de dominar a tarefa proposta, gosta de aprender o maior numero habilidades possíveis. Dessa forma, indivíduos orientados para tarefa tendem a cooperam mais com o grupo, demonstram mais segurança em seu comportamento, buscam a satisfação pessoal, são mais persistentes, julgam o êxito a qualidade de seu trabalho, quando realizam alguma tarefa com sucesso se sentem bem, diante de dificuldades sentem-se motivados e se esforçam ainda mais para vencer o desafio e atingir seu objetivo (Weinberg & Gould, 2008; Samulski, 2002; Papaioannou, et al, 2006). De acordo com os dados da tabela 2, os alunos do sexo masculino são mais motivados para a tarefa (4,37 ± 0,78) do que para o ego (2,41 ± 1,12) apresentando uma diferença significativa (p=0) entre os respectivos fatores. Observa-se também, fraca correlação, porém significativa (0,019) entre a orientação motivacional para tarefa e ego. Tabela 2 Estatísticas descritivas relativas a orientação motivacional (tarefa e ego) do sexo masculino (n=53). Valor P relativo ao Teste de Mann-Whitney e de Sperman’s.

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*diferença significativa ** correlação fraca, porém significativa A tabela 3 apresenta resultados semelhantes, os entrevistados do sexo feminino também são mais motivados para a tarefa (4,28 ± 0,81) do que para o ego (2,13 ± 1,12) ao apresentar diferença significativa entre tarefa e ego (p=0,00) e correlação fraca e não significativa (0,503) entre tarefa e ego. Resultados semelhantes foram apresentados em estudo com esporte individual (tênis) ao indicar que os atletas iniciantes se motivam fortemente para tarefa (Hirota et al, 2011).E em esportes coletivos e individuais, concluindo que ambos os sexos se motivam para tarefa (Tekin et al, 2012). Tabela 3 Estatísticas descritivas relativas a orientação motivacional (tarefa e ego) do sexo feminino (n=37). Valor P relativo ao Teste de Mann-Whitney e de Sperman’s.

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*diferença significativa ** correlação fraca e não significativa A tabela 4 apresenta comparação entre o sexo masculino (4,37 ± 0,78) e feminino (4,28 ± 0,81), observa-se que não houve diferença significativa (p=0,157), embora ambos os sexos são orientados para tarefa. Vale destacar os valores de Mediana para Tarefa do Sexo Masculino (5), do Feminino (4) e os valores de Moda para Tarefa do Sexo Masculino (5), do Feminino (5). Tabela 4 Estatísticas descritivas relativas a orientação motivacional (tarefa e ego) do sexo masculino (n=53) e feminino (n=37). Valor P relativo ao Teste de Mann-Whitney.

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**diferença não significativa (P<0,05) Conforme é apresentado na Tabela 5 houve diferença significativa (p=0,002) entre os gêneros Masculino (2,41 ± 1,12) e Feminino (2,13 ± 1,12) orientados para o ego. Assim, no presente estudo pode-se afirmar que o sexo masculino é mais orientado para o ego do que o sexo feminino. Tabela 5 Estatísticas descritivas relativas a orientação motivacional (tarefa e ego) do sexo masculino (n=53) e feminino (n=37). Valor P relativo ao Teste de Mann-Whitney.

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*diferença significativa Segundo a hipótese de Weinberg e Gould (2008), sucesso e fracasso, apresentam alto valor informativo na competição, os homens apresentam altos valores de motivação intrínseca após sucesso do que após fracasso. Já as mulheres não variam muito a motivação intrínseca nas condições de sucesso e fracasso. Concluindo que o sucesso na competição é mais importante para os homens do que para as mulheres. Diante desta análise, verificamos queos alunos do sexo masculino e feminino das Turmas de Atividades Curriculares Desportivas, apresentam característica de orientação motivacional para a tarefa. Quando comparado os gêneros,um número significativo dos entrevistados do sexo masculino revelou orientação motivacional para o ego. Grande parte dos problemas inerentes a relação entre gêneros e orientação motivação no contexto esportivo, ainda representa temática cercada por controvérsias. Conhecer os motivos que direcionam os adolescentes à prática esportiva quando inserida nas turmas de Atividades Curriculares Desportivas, é um aspecto de suma importância para os professores e técnicos, para a adequada estruturação de suas ações de acordo com os objetivos dos alunos.  Além dos aspectos metodológicos que podem ser desenvolvidos a partir do conhecimento sobre motivação, esta análise contribui em alguma proporção, enquanto instrumento auxiliar para a prática pedagógica dos professores e técnicos no dimensionamento de programas de aulas ou de treinamento.

Referências

Berleze, A., Vieira, L. F., & Krebs, R. J. (2008). Motivos que levam crianças à prática de atividades motoras na escola. Revista da Educação Física/UEM, 13(1), 99-107. Duda, J. L. (1992). Motivation In Sport Settings: A Goal Perspective Approach. In   Roberts, G. C. (eds.). Motivation in Sport and exercise(p. 57-91). Illinois: Human Kinetics Books. Frejomil, M. B., & Casal, H. V. (2010). PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES NO ESTUDO DA MOTIVAÇÃO PARA O ESPORTE. Educação Física em Revista, 4(1). Hirota , V. B. & De Marco, A. (2006). Identificação do clima motivacional em escolas públicas e particulares na aprendizagem esportiva no futebol de campo: um estudo piloto. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte, V. 20 (Suple 05), 415. Hirota , V. B. & Tragueta, V. A. (2007). Verificação do clima motivacional em atletas femininas do futsal: um estudo com o questionário de orientação para tarefa ou ego (TEOSQ). Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 6 (3), 207-213. Hirota, V. B., Hayashi, D. H., De Marco, A., & Verardi, C. E. L. (2011). A INFLUÊNCIA DA ORIENTAÇÃO MOTIVACIONAL DURANTE O TREINAMENTO DE ATLETAS INICIANTES NO TÊNIS DE CAMPO. Revista Mackenzie de Educação Física e Esporte, 10(2), 11-20. Miranda, R., Bara Filho, M. G., & Nery, L. C. P. (2006). Orientação tarefa-ego em nadadores: comparações de gênero e níveis de performance. Revista Brasileira de Psicologia do Esporte e exercício, 68-82.

Papaioannou, A., Bebetsos, E., Theodorakis, Y., Christodoulidis, T., & Kouli, O. (2006). Causal relationships of sport and exercise involvement with goal orientations, perceived competence and intrinsic motivation in physical education: A longitudinal study. Journal of Sports Sciences, 24(4), 367-382. Samulski, D. M. (2002). Psicologia do esporte. São Paulo: Manole. Tekin, M., Yildiz, M., Sahan, H., Devecioglu, S., Gullu, M., & Ulucan, B. (2012). Surveying the relationships between the goal orientations of the students sporting as team sport and individualistically and the level of their basic psychologic needs at the school of physical education and sports. Procedia-Social and Behavioral Sciences, 46, 267-272. Verardi, C. E. L, De Marco, A. (2007). Emoção e esporte: as relações entre pais e filhos numa experiência com o futebol. Revista da Educação Física/ UEM. Maringá, v. 18, supl., p.435-438. Weinberg, R. S., & Gould, D. (2008). Fundamentos da psicologia do esporte e do exercício. Porto Alegre: Artmed.

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